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“– Ora, que bobagem! disse o sapo de dentro da lagoa. Chove...

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A CAUSA DA CHUVA


Não chovia há muitos e muitos meses, de modo que os animais ficaram inquietos. Uns diziam que ia chover logo, outros diziam que ainda ia demorar. Mas não chegavam a uma conclusão.

– Chove só quando a água cai do teto do meu galinheiro, esclareceu a galinha.

– Ora, que bobagem! disse o sapo de dentro da lagoa. Chove quando a água da lagoa começa a borbulhar suas gotinhas.

– Como assim? disse a lebre. Está visto que chove quando as folhas das árvores começam a deixar cair as gotas d’água que tem dentro.

Nesse momento começou a chover.

– Viram? gritou a galinha. O teto do meu galinheiro está pingando. Isso é chuva!

– Ora, não vê que a chuva é a água da lagoa borbulhando? disse o sapo.

– Mas, como assim? tornava a lebre. Parecem cegos? Não veem que a água cai das folhas das árvores?


MORAL: Todas as opiniões estão erradas.


(Millôr Fernandes. Fábulas fabulosas. Rio de Janeiro: Nórdica, 1991.)

“– Ora, que bobagem! disse o sapo de dentro da lagoa. Chove quando a água da lagoa começa a borbulhar suas gotinhas.” (3º parágrafo)


Assinale a opção que apresente uma palavra do trecho acima com divisão silábica incorreta.


A

di-sse


B

á-gua


C

bor-bu-lhar


D

go-ti-nhas