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Sobre a passagem “Talvez a advertência mais séria seja...

Texto para as questões 09 e 10.


A pessoa que não sabe o que quer, quando entra em uma livraria, entra também em um estado de desespero. Se vai a um restaurante self-service, fica desesperada. Quando vai a um rodízio, essa coisa bem brasileira (espeto corrido, como se diz no Sul), só pode ser um local de fruição e aproveitamento se tiver critério de seleção. Do contrário, se for aceitando tudo o que vier, no máximo vai ficar empanturrada em 15 minutos. O indivíduo se depara hoje com um excesso de oferta, sua única possibilidade para criar um anteparo, uma capacidade de aproveitamento menos alienado e robótico, é através de critérios de seleção. Talvez a advertência mais séria seja aquela feita pelo gato para Alice, a do País das Maravilhas: ela pergunta para onde vai a estrada, ao que o bicho questiona para onde a moça quer ir. Ela responde que não sabe para onde vai — então qualquer caminho serve.


FONTE: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2017/08/mario-sergio-cortellanao-basta-ter-informacao-e-preciso-saber-o-que-fazer-com-ela.html

Sobre a passagem “Talvez a advertência mais séria seja aquela feita pelo gato para Alice, a do País das Maravilhas” e os termos em destaque, é correto afirmar que:


A

O termo talvez indica dúvida, o que justifica o verbo seja, no subjuntivo.


B

O termo talvez, pelo seu sentido, não justifica o verbo seja, no subjuntivo.


C

O termo talvez, por indicar certeza, não justifica o verbo seja, no indicativo.


D

O termo talvez, pelo sentido inerente a ele, interfere diretamente na forma verbal feita.