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“ Agora, escrevo e envio Chegando na mesma hora Mas quando...

Tecnologia do agora

Estou ficando cansado

Da tal tecnologia

Só se fala por e-mail

Mensagem curta e fria

5Twitter e Facebook

Antes que eu caduque

Vou dizer tudo em poesia.

Não é mais como era antes

É tudo abreviado

10 Você” só tem duas letras

O “O” e o “E” foi riscado

Para declarar o amor

Basta botar uma flor

E um coração desenhado.

15 Arroba agora não pesa

É parte de um endereço

Ponto final nem se usa

Ou vai até no começo

Agora é .com

20 Se o saite é muito bom

Ele vale um alto preço.

[...]

Tenho saudade das cartas

Escritas com a própria mão

Mandava no mês de Junho

25 Só chegava no Verão

Mas matava a saudade

Era texto de verdade

Nas linhas do coração.

Agora, escrevo e envio

30 Chegando na mesma hora

Mas quando vou prosear

A pessoa foi embora

Abriu outro aplicativo

O mundo ficou cativo

35 Da tecnologia do agora.

Felizmente, pra orar

Não precisa de internet

Deus escuta todo mundo

Se quiser, faça esse teste

40 Dois-pontos são dois joelhos

Seus lábios são aparelhos

Deixe que Deus interprete.

DUARTE, Milton. Tecnologia do agora. Cordel moderno. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/poesias/3186743>. Acesso em: 3 mar 2016.

“ Agora, escrevo e envio

Chegando na mesma hora

Mas quando vou prosear

A pessoa foi embora

Abriu outro aplicativo

O mundo ficou cativo

Da tecnologia do agora” (v. 29- 35)

Analisando-se os aspectos da língua nos versos destacados do poema, pode-se afirmar:


A

“Agora” e “embora” pertencem à mesma classe gramatical.


B

A forma nominal “Chegando”, no contexto, sugere um fato imediato.


C

A forma verbal “Abriu” apresenta-se com o mesmo agente da ação expressa por “ficou”.


D

A palavra “aplicativo” é uma paroxítona, assim como é “prosear”.


E

O vocábulo “outro” é um pronome que indica posse.