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Leia o texto para responder às questões de números 11 a 15.
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“Trilhão” era uma palavra pouco usada, antigamente. Uma pessoa podia nascer e morrer sem jamais ouvir a palavra “trilhão”, ou só ouvi-la em vagas especulações sobre as estrelas do Universo. O “trilhão” ficava um passo antes do infinito. Dizia-se “trilhão” em vez de dizer “incalculável” ou “sei lá”. Certa vez tive de responder a uma questão de Geografia no colégio. Naquele tempo, a pior coisa do mundo era ser chamado a responder qualquer coisa no colégio. De pé, na frente dos outros e – o pior de tudo – em voz alta. Depois descobri que existem coisas piores, como a miséria, a morte e a comida inglesa. Mas naquela época o pior era aquilo. “Senhor Veríssimo!” Era eu. Era irremediavelmente eu. “Responda, qual é a população da China?” Eu não sabia. Estava de pé, na frente dos outros, e tinha que dizer em voz alta o que não sabia. Qual era a população da China? Com alguma presença de espírito, eu poderia dizer: “A senhora quer dizer neste exato momento?”, dando a entender que, como o que mais acontece na China é nascer gente, uma resposta exata seria impossível. Mas meu espírito não estava ali. Meu espírito ainda estava em casa, dormindo. “Então, senhor Veríssimo, qual é a população da China?” E eu respondi:
– Numerosa.
-Ganhei zero, claro. Mas “trilhão”, entende, era sinônimo de “numeroso”.
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(Luís Fernando Veríssimo, Comédias para se Ler na Escola. Adaptado)
Uma pessoa podia nascer e morrer sem jamais ser exposta ______ palavra “trilhão”, ou só ouvi-la em vagas especulações quando se referiam _______ estrelas do Universo. O “trilhão” estava ______ um passo antes do infinito.
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De acordo com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com:
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