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De acordo com Travaglia (1997): trabalhando a gramática na perspectiva da interação comunicativa e do funcionamento textual-discursivo dos elementos da língua, o professor consegue fazer uma real integração entre os diferentes aspectos do ensino/aprendizagem de língua materna: ensino de gramática, leitura (compreensão de textos), redação (produção de textos orais ou escritos) e vocabulário, ao contrário da prática não textual em que eles são quase sempre estanques, sem qualquer inter-relação.
Sobre esse aspecto, indique a alternativa que não condiz com o quê Travaglia quis dizer:
A gramática não deve ser eliminada da sala de aula, mas trabalhada num paradigma diferente, cujo objetivo principal deve estar centrado na reflexão “sobre elementos e fenômenos linguísticos e sobre estratégias discursivas com o foco nos usos de linguagem”, de forma que o ensino seja interrelacionado e fluído.
Não se faz necessário considerar as questões relacionadas ao “para quê ensinar a gramática”, pois suas respostas suscitam outras questões como: “o quê ensinar, como ensinar e o que avaliar”, e não se faz necessário refletir sobre isto, posto que, o estudo de gramática perpassa o aprendizado das regras e das nomenclaturas dos termos, geralmente, ancorados em frases isoladas, artificiais, o que é plenamente aceito e correto.
É de fundamental importância que os alunos aprendam a língua portuguesa refletindo sobre seus usos através da articulação dos eixos didáticos que compõem o ensino de língua materna.
A formação de leitores e escritores proficientes, críticos, ativos, atuantes – o “texto” passou a ser eleito como unidade didática na proposição de um ensino que buscava, agora, uma articulação entre os eixos da leitura, da produção textual e da análise linguística.
Os estudos de Travaglia (1997), assim como os de Geraldi (2006a), Mendonça (2006a), sugerem que a transformação do ensino da língua materna, cujo objeto privilegiado de ensino tem sido a gramática tradicional normativa, seja transformado em um trabalho que possibilite ao aluno apropriar-se dos recursos expressivos da língua de forma reflexiva, significativa e contextualizada.