Para encaminhar o leitor à conclusão, a autora
recorre não só a argumentos, mas também à ênfase,
usando para tanto figuras de linguagem como a
anáfora − o que pode ser exemplificado com a
seguinte passagem do texto:
A
“[...] só conseguimos nos emocionar se formos
estimulados pela velocidade e pelo risco: só se
houver perigo, só se for radical, só se for inédito,
só se causar impacto.”
B
“Nascimentos, casamentos e mortes emocionam
apenas os que estão realmente envolvidos, senão
é teatro [...].”
C
“Não foi algo pensado, teorizado, arquitetado: foi
apenasumsentimento, esta coisa tão rara.”
D
“Isso são alegrias encomendadas, e mesmo
quando bem-vindas, ainda assim são apenas
alegrias, que é diferente de comoção.”
E
“Contemplar um lago, rever um amigo, rezar para
seu próprio deus, ver seu filho crescer, perdoar,
gostar de si mesmo: tudo isso é gigantesco pra
quem ainda sabe sentir.”