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No contexto da saúde para pessoas surdas e surdocegas, surgem desafios na prestação de atendimento hospitalar. Por exemplo, em uma situação na qual um paciente surdocego é levado ao departamento de emergência em estado crítico, exigem-se decisões rápidas e tratamento adequado. No entanto, a comunicação com o paciente é problemática por causa da sua surdocegueira.
Um estudo realizado por Vianna, Cavalcanti e Aciolli (2014) com profissionais de saúde destacou que uma assistente social somente atende surdos quando acompanhados por terceiros, enquanto a psicóloga não os atende em razão da falta de conhecimento em língua de sinais. Além disso, a presença de intérpretes às vezes causa desconforto e desconfiança nos surdos em relação à interpretação de termos técnicos de saúde. Isso levanta questões relacionadas a acessibilidade e se os intérpretes estão proficientes na Libras e nos termos técnicos da área de saúde. Uma alternativa discutida é a formação bilíngue para todos os profissionais de saúde, permitindo que possam se comunicar diretamente com pacientes surdos e surdocegos. No geral, esse é um tópico que requer estudos aprofundados para compreender a realidade e as necessidades específicas desses grupos.
VIANNA, Núbia Garcia; et al. Princípios de universalidade, integralidade e equidade em um serviço de atenção à saúde auditiva. In: Ciência & Saúde coletiva, vol. 19 n. 7. Rio de Janeiro: jul. 2014, com adaptações.
Acerca desse assunto, julgue (C ou E) os itens a seguir.
A adaptação de informações de saúde para formatos acessíveis, como Braille e materiais táteis, é uma prática recomendada para fornecer dados médicos a pessoas surdocegas que os utilizam.
Certo
Errado