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Leia o texto a seguir.
Durante uma sessão da Câmara Municipal, um cidadão surdo usuário de Libras manifesta críticas à condução de determinada política pública. O intérprete de Libras–Português, ao perceber que parte do discurso pode gerar constrangimento entre os vereadores presentes, opta por suavizar algumas expressões e omitir trechos considerados mais incisivos, com o intuito de “evitar conflitos” e manter um clima institucional harmonioso.
Considerando os princípios éticos que regem a atuação do Tradutor e Intérprete de Libras em contextos institucionais e oficiais, a conduta descrita:
justifica-se eticamente, pois o intérprete deve adaptar o discurso às normas de cortesia e à formalidade exigidas pelo espaço institucional.
caracteriza violação ética, uma vez que o intérprete deve manter fidelidade ao discurso original, sem omissões ou interferências de natureza pessoal ou institucional.
revela-se adequada em contextos políticos, nos quais a neutralidade absoluta do intérprete não é exigida.
configura exercício legítimo de mediação comunicativa ampliada, cabendo ao intérprete ajustar o conteúdo discursivo ao público ouvinte.