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Considerando a análise de Souza e Gediel (2017) sobre o léxico das línguas espaciais-visuais, os classificadores desempenham um papel singular na motivação de determinados sinais próprios. À luz da articulação teórica proposta no texto e ilustrada pelo processo de criação do “sinal 2”, a relação entre o uso de classificadores e a constituição fonológica do sinal de batismo revela que:
A incorporação sistêmica de classificadores aos verbos de movimento garante que o sinal próprio resultante seja universalmente compreendido, suprimindo a necessidade de convivência prévia para a sua formulação.
A intensidade comunicativa mediada por classificadores condiciona o líder surdo a empregar a datilologia, evidenciando uma correspondência obrigatória entre a fluência sinalizada e a apropriação de empréstimos do português.
A expressividade corporal inerente aos classificadores, ainda que dotada de iconicidade variável culturalmente, atua como traço identitário capaz de motivar um sinal estruturado de modo fonologicamente arbitrário.
A mobilização espacial e visual dos referentes consolida uma padronização normativa na comunidade, determinando que todo sinal originado do uso de classificadores descreva a aparência anatômica do sujeito.