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Com base no estudo desenvolvido por Vasconcelos et al. (2016) sobre a formação de lideranças surdas e considerando a articulação das esferas religiosa e escolar no percurso formativo de líderes surdos, é correto afirmar que:
As escolas regulares, ao adotarem currículos homogeneizadores com foco nos alunos ouvintes, consolidaram-se como os espaços de resistência que desencadearam a formação crítica e política das lideranças investigadas.
A ação agregadora das instituições religiosas superou a do núcleo familiar no estímulo ao engajamento social, ao passo que o impacto do ambiente escolar esteve condicionado à adoção de abordagens voltadas às particularidades da comunidade surda.
A inserção nos movimentos de evangelização compensou a ausência de referenciais nas escolas bilíngues, as quais se mostraram inicialmente ineficazes na transmissão da cultura surda e na viabilização da língua de sinais.
A totalidade dos sujeitos investigados desenvolveu habilidades de gestão a partir da articulação direta entre a atuação inclusiva das igrejas e as metodologias de letramento empregadas com êxito pelas instituições de ensino tradicionais.