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O caso clínico a seguir refere-se às questões 22, 23 e 24.
Em outubro de 2018, um aluno de um instituto técnico federal do interior de Minas Gerais, com 16 anos de idade, procurou o serviço médico da instituição no fim do dia queixando-se de dor intensa em pé esquerdo, dor de cabeça e mal-estar geral. Ao ser perguntado pelo médico da instituição, ele disse ter sentido uma discreta picada no referido pé ao calçar as botinas no amanhecer, mas, ao sacudi-las, afirmou não ter encontrado nada diferente. Calçou-as novamente e foi trabalhar e estudar. Depois de cerca de 10 horas ininterruptas com as botinas em seus pés, começou a sentir dor progressivamente mais intensa no pé esquerdo, em queimação, juntamente com cefaleia e mal-estar geral. Negou alteração urinária. Ao exame físico, temperatura axilar de 38,5º C, corado, anictérico, presença de exantema do tipo morbiliforme, lesão de 4 cm de diâmetro (incluindo a área de enduração) em bolha no dorso do pé esquerdo, de provável conteúdo sero-hemorrágico, com dois pontos de inoculação em uma região endurada (empastamento doloroso à palpação) e presença de isquemia e necrose envolta por uma área eritematosa.
notificar, acionar família e encaminhar ao hospital de referência da cidade.
encaminhar imediatamente ao hospital de referência da cidade para soroterapia.
limpar lesão, ofertar dipirona, recomendar hiper -hidratação e retorno em 24 horas.
limpar lesão e realizar curativo, ofertar dipirona, notificar, recomendar hiper-hidratação, orientar sobre sinais de gravidade e agendar retorno em 24 horas.
limpar lesão, ofertar dipirona e prednisona, preencher notificação e ficha de encaminhamento, acionar família e encaminhar ao hospital de referência da cidade.