A perfusão tecidual é determinada pelo fluxo sanguíneo. Este, dividido em 3 níveis: central (débito cardíaco), regional (fluxo entre os órgãos) e microcirculação. A hipoperfusão tecidual é o principal fator responsável pelo desenvolvimento e pela manutenção da disfunção de múltiplos órgãos. A medida da oxigenação tecidual, portanto, é crucial para o intensivista, com objetivo de evitar a disóxia celular.
Baseado no texto acima, costuma-se dividir o comprometimento da oxigenação tecidual em 4 tipos, EXCETO:
Hipoxemia hipóxica: quando o comprometimento da oxigenação pulmonar é o principal responsável pela oferta de O2.
Hipoxemia circulatória: quando qualquer comprometimento da circulação limita a oferta de O2.
Hipoxemia anêmica: quando o comprometimento da oxigenação tecidual é secundária à queda da taxa de hemoglobina.
Hipoxemia citopática: quando o metabolismo aeróbio, para a produção de ATP, é limitada por alterações celulares para a fosforilação oxidativa, sendo esta um caminho final dos outros 3 tipos de hipoxemia acima citados, se não tratados e revertidos a tempo.
Encefalopatia hipóxia isquêmica, resultando em parada cardiorrespiratória.