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Úlcera crônica é uma ferida envolvendo a pele e seus anexos, que não progride para cicatrização durante o período previsto para tal, em torno de 4 semanas a 3 meses, permanecendo supostamente estacionada na fase inflamatória.
As ulceras de perna apresentam uma prevalência de 3 a 5% da população, acima dos 65 anos de idade. Elas estão habitualmente associadas a doenças vasculares.
Em relação às úlceras de perna, assinale a alternativa INCORRETA:
As úlceras venosas são as mais frequentes entre todas as ulceras de perna, sendo resultantes da hipertensão venosa crônica de longa duração.
Em ulceras de extremidades com áreas de lipodermatosclerose, hiperpigmentação e ausência de pulsos palpáveis, o diagnóstico diferencial torna-se extremamente difícil. Lembrando ainda que existe associação de ulcera venosa com insuficiência vascular periférica em 10 a 20% dos casos.
Entre as doenças do colágeno, a esclerodermia é a mais frequente em relação ao aparecimento de ulceras.
O pioderma gangrenoso é uma úlcera de etiologia infecciosa, de evolução crônica e reicidivante.
As hemoglobinopatias tendem a formar ulceras cutâneas devido à formação de grumos que causam oclusão de pequenos vasos sanguíneos. As ulceras formadas são dolorosas, de aspecto inespecífico, recorrentes e resistentes ao tratamento.