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A ultrassonografia aprimorada por contraste de microbolhas é um exame útil na propedêutica imaginológica de algumas condições na cirurgia vascular.
Assinale a alternativa que apresenta uma boa indicação para esse método diagnóstico.
Seguimento pós-operatório de angioplastia de femoral superficial com stent.
Seguimento pós-operatório de angioplastia carotídea.
Seguimento pós-operatório de correção endovascular de aneurisma de aorta infrarrenal.
Avaliação de estenose de veia renal por compressão extrínseca da artéria mesentérica superior.
Complementar à avaliação da estenose de veia ilíaca comum em exames duvidosos de angioressonância.
O antibiótico que pode diminuir significativamente a biodisponibilidade da rivaroxabana por induzir o metabolismo hepático e transporte via glicoproteína P é a
gentamicina.
cefalexina.
ampicilina.
rifampicina.
amoxicilina.
Qual exame é prioritariamente utilizado para diferenciar o fenômeno de Raynaud primário do secundário e auxiliar na avaliação de casos de esclerose sistêmica?
Capilaroscopia periungueal.
Fotopletismografia.
Ultrassonografia com Doppler.
Oximetria cutânea.
Arteriografia.
Em paciente com insuficiência venosa crônica grau C6 da classificação CEAP, portador de úlcera ativa, o aparecimento de dor súbita, aumento do volume do membro e endurecimiento da panturrilha deve levantar imediatamente a suspeita de:
erisipela.
tromboflebite superficial.
ruptura de veia varicosa.
trombose venosa profunda.
necrose cutânea.
Em trauma vascular periférico, a presença de sangramento pulsátil, sopro ou frêmito sobre o trajeto arterial, hematoma expansivo e ausência de pulso distal caracteriza:
Lesão venosa isolada sem repercussão hemodinâmica.
Lesão arterial de baixo risco, passível de observação ambulatorial.
Quadro de neuropraxia sem comprometimento vascular.
Indicação de abordagem cirúrgica imediata por “sinais duros” de lesão arterial.
Situação compatível com tratamento exclusivo com imobilização e analgesia.


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No planejamento pré-operatório de varizes dos membros inferiores, o Eco-Doppler Colorido é o padrão-ouro. Ao avaliar a competência da junção safeno-femoral (JSF), o critério hemodinâmico ultrassonográfico que define a presença de refluxo patológico na veia safena magna é a identificação de fluxo retrógrado com duração superior a:
100 ms.
1000 ms (1 segundo).
300 ms.
500 ms (0,5 segundo).
2000 ms (2 segundos).
No contexto do tratamento percutâneo da disfunção de biopróteses cirúrgicas por meio do implante transcateter de válvula (Valve-in-Valve – ViV), a adequada avaliação anatômica e o planejamento do procedimento são fundamentais para reduzir complicações e otimizar resultados hemodinâmicos. Com base nas recomendações contemporâneas, assinale a alternativa correta.
A trombose de bioprótese é causa rara de aumento de gradientes e pode ser descartada apenas com ecocardiografia transtorácica.
Um Valve-to-Coronary (VTC) distance acima de 4 mm está associado a alto risco de obstrução coronariana e pode indicar necessidade de estratégias preventivas como proteção com fio-guia da artéria coronariana ou técnica BASILICA.
Atualmente, com a evolução da tomografia cardíaca no planejamento de intervenções cardíacas estruturais, conhecer a marca e o tamanho da bioprótese disfuncionante tornou-se dispensável para o planejamento do tratamento percutâneo.
O risco de obstrução coronariana no ViV aórtico é desprezível, tornando desnecessária a avaliação pré-procedimento por angiotomografia cardíaca.
Para o tratamento de biopróteses disfuncionantes, deve-se avaliar cuidadosamente o risco de obstrução das estruturas adjacentes à prótese. Quando em posição aórtica, deve-se avaliar a relação do complexo valvar aórtico com as estruturas da prótese implantada, e quando em posição mitral, deve-se avaliar a nova via de saída do ventrículo esquerdo (neo-LVOT).
Paciente adulto apresenta edema de tornozelo, sensação de peso em membros inferiores e surgimento de veias dilatadas ao longo da face medial da perna, sem história prévia de trombose, relatando piora dos sintomas ao final do dia ou após longos períodos em pé; considerando avaliação diagnóstica e planejamento terapêutico para prevenir complicações e reduzir sintomas, assinale a alternativa correta em relação ao manejo, fisiopatologia ou abordagem técnica das doenças venosas crônicas.
A trombose venosa profunda antiga detectada em ultrassonografia não tem impacto no planejamento de tratamento de varizes, nem influencia indicação de técnicas cirúrgicas ou endovenosas.
O refluxo safeno-femoral documentado por ultrassonografia Doppler constitui indicação para tratamento ablativo (endovenoso ou cirúrgico) em pacientes sintomáticos, visando interrupção do refluxo e melhora clínica dos sintomas.
A insuficiência venosa crônica não envolve alteração da válvula venosa, sendo causada exclusivamente por hipertensão arterial ou doenças cardíacas.
A presença de edema e telangiectasias isoladas justifica anticoagulação sistêmica imediata como prevenção primária de trombose venosa profunda.
A escolha da estratégia terapêutica na DAOP depende de estratificação clínica, distribuição anatômica da lesão e expectativa funcional. Técnicas endovasculares e cirúrgicas coexistem e não devem ser vistas como mutuamente excludentes, mas integradas a partir de lógica de sucesso técnico e durabilidade. Sobre esse tema, analise as afirmativas a seguir.
I.A angioplastia endovascular apresenta maior taxa de reintervenção tardia do que o bypass com veia safena para doença femoropoplítea extensa, mas ainda assim muitas vezes é preferida como primeira linha, especialmente em pacientes fragilizados ou com risco cirúrgico alto.
II.No tratamento de DAOP, o papel do controle agressivo de fatores de risco é secundário após a revascularização; a terapia antitrombótica e o controle lipidêmico têm menos impacto na evolução do enxerto do que a escolha técnica (stent vs. bypass).
III.Para doença aortoilíaca complexa (TASC II D), o padrão ouro histórico sempre foi open bypass, mas nos últimos anos há dados e diretrizes que sustentam a viabilidade da estratégia endovascular como primeira abordagem em centros experientes.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS.
I, II e III.
I.
II.
I e III.
Tecnologias e inovações em cirurgia vascular: avanços recentes em materiais biocompatíveis, dispositivos endovasculares, e interfaces robóticas alteraram significativamente indicação e execução de procedimentos vasculares. Considerando esse tema, analise as afirmativas abaixo e assinale a verdadeira.
Os polímeros bioabsorvíveis para stents coronários se mostraram consistentemente superiores aos stents farmacológicos metálicos (DES) em estudos multicêntricos, motivo pelo qual a maioria das diretrizes internacionais já recomenda preferencialmente stents totalmente bioabsorvíveis como escolha padrão.
A incorporação de nanotecnologia em stents de artérias periféricas já permite liberação inteligente de fármacos em resposta ao pH local, e esta tecnologia já está aprovada para uso clínico de rotina em artérias femoropoplíteas em diversos países.
As plataformas robóticas vasculares atuais permitem navegação endovascular totalmente autônoma em artérias cerebrais sem supervisão humana, pois já existe validação regulatória para "autonomia total" em território intracraniano.
Um dos ganhos mais robustos e já demonstrados em plataformas vasculares robotizadas é a redução da exposição radiológica do cirurgião e equipe, pois a interface robótica permite que o operador trabalhe distante da fonte de radiação, mantendo precisão de manipulação cateter/guia.


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Homem de 71 anos, diabético de longa data, ex-tabagista, com insuficiência arterial periférica em membro inferior direito, é avaliado para procedimento cirúrgico de revascularização eletiva. Relata uso atual de anti-hipertensivo e hipoglicemiante oral, sem alergias medicamentosas conhecidas. Ao exame, apresenta pulsos distais diminuídos, pele fria e lesão trófica superficial sem sinais de infecção ativa. Exames laboratoriais revelam hemoglobina estável, função renal limítrofe e glicemia pouco controlada. Considerando os princípios da antibioticoterapia profilática em cirurgias vasculares, os fatores de risco associados e os aspectos éticos relacionados à prevenção de infecção, assinale a conduta mais apropriada.
Iniciar antibiótico apenas após a incisão cirúrgica, priorizando cobertura de bactérias anaeróbias do trato gastrointestinal.
Prescrever esquema antibiótico de uso domiciliar por vários dias antes da cirurgia, com base na idade e no diabetes do paciente.
Evitar antibioticoprofilaxia em cirurgias vasculares eletivas, desde que não haja infecção evidente no local de intervenção.
Administrar cefalosporina intravenosa na indução anestésica, com ajuste para comorbidades e risco de infecção de sítio cirúrgico.
Aguardar resultados de nova cultura microbiológica antes de qualquer medida preventiva intraoperatória.
O índice tornozelo-braço (ITB) é considerado um bom preditor da gravidade da doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) e tem uma forte correlação com eventos cardiovasculares.
Em relação a esse exame diagnóstico, assinale a alternativa correta.
O decréscimo de 0,1 no ITB está associado a 30% de aumento no risco relativo de evento cardiovascular maior.
Em virtude da calcificação da camada média, aproximadamente 40% dos diabéticos apresentam níveis de ITB falsos.
A mortalidade anual dos pacientes com ITB ≤ 0,5 é duas vezes maior que dos pacientes com ITB ≥ 0,5.
Por definição, o diagnóstico de DAOP é confirmado pelo achado de ITB ≤ 0,8.
No seguimento pós-operatório, a queda significativa de ITB é definida pelo decréscimo superior a 0,25.
Entre as alternativas apresentadas, assinale aquela que corresponde à principal etiologia da doença aneurismática das artérias viscerais.
Aterosclerose.
Displasia fibromuscular.
Trauma.
Infecção de repetição.
Vasculites por acometimento da vasa vasorum.
O uso de cilostazol tem contraindicação absoluta para pacientes portadores de
doença pulmonar obstrutiva crônica.
síndrome mieloproliferativa.
acidente vascular cerebral nos últimos 6 meses.
insuficiência hepática Child B.
insuficiência cardíaca congestiva.
Assinale a alternativa correta sobre o aneurisma da artéria esplênica.
A topografia habitual é no segmento inicial da artéria.
Os pseudoaneurismas dessa artéria geralmente estão relacionados às complicações da pancreatite crônica.
A principal causa é secundária a arterites.
De modo geral, a embolização proximal da artéria é mal tolerada pelo baço.
Na maioria dos casos, o tratamento por implante de stent revestido é factível.


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Em deformidade vascular congênita do tipo malformação venosa de baixo fluxo em membro, o achado clínico-radiológico típico é:
Massa pulsátil, com sopro audível e enchimento rápido em exame angiográfico.
Lesão cutânea em “porto de vinho” associada a hipertrofia óssea ipsilateral.
Lesão compressível, de consistência mole, com flebólitos visíveis em radiografia simples.
Tumoração eritematosa proliferativa de evolução rápida no primeiro ano de vida.
Veias varicosas secundárias a insuficiência valvar pós-trombótica adquirida.
Quanto ao hormônio e a via de administração, assinale a alternativa que apresenta aquele(s) com maior risco de trombose venosa na menopausa.
Estrogênio via oral.
Tibolona via oral.
Progesterona intrauterina.
Estrogênio transdérmico.
Estrogênio e progesterona via oral.
Assinale a alternativa a seguir que representa a melhor indicação para uma angioplastia de vasos periféricos.
Estenose concêntrica maior que 50% na artéria ilíaca comum, sem comprometimento da bifurcação aórtica.
Estenose maior que 50% na artéria femoral comum ao nível do ligamento inguinal.
Estenose maior que 50% com extensão de 10 cm na artéria femoral no canal dos adutores.
Estenose maior que 75% com placa ulcerada na bifurcação carotídea.
Estenose maior que 50% na artéria poplítea infrapatelar.
Qual condição pode alterar a medida das velocidades de fluxo na artéria carótida?
Hipotensão.
Taquicardia sinusal.
Bradicardia sinusal.
Bifurcação carotídea alta.
Valvopatias aórticas (estenose ou insuficiência).
O alojamento de êmbolos nas artérias periféricas ocorre com maior frequência na
bifurcação da artéria femoral ao nível do ligamento inguinal.
bifurcação da aorta abdominal.
bifurcação da artéria ilíaca.
bifurcação da artéria braquial.
bifurcação da carótida.


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