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Uma paciente de 33 anos de idade, parda, natural do Rio de Janeiro, residente em Petrópolis, funcionária pública, casada. Compareceu à emergência com história de que 4 dias antes da internação a paciente estava em um sítio quando, ao apoiar-se em uma árvore, sentiu intensa dor em queimação na palma da mão esquerda. Neste momento, notou que havia tocado em uma lagarta. O animal foi descrito como possuindo mais ou menos 5 cm de comprimento, com corpo recoberto de cerdas ou espículas pontiagudas ou ramificadas, de coloração marrom-claro-esverdeada. Após seis horas do acidente, evoluiu com importante edema no membro superior esquerdo e ocorrência de pico febril = 38,9 o C, aliviado com dipirona. No dia seguinte, houve melhora da dor e do edema no membro afetado, com surgimento de vômitos, diminuição do débito urinário, dor lombar bilateral. Procurou assistência médica 48 h após o acidente, sendo realizada ultra-sonografia (USG) abdominal que não mostrou alterações importantes; foi medicada com analgésicos e antieméticos (sem melhora) e instituída reposição volêmica. A paciente, entretanto, manteve-se oligúrica. No dia seguinte evoluiu com enterorragia, melena e hematúria, macroscópica, evoluindo com perpetuação da oligúria, a despeito da estabilidade hemodinâmica e icterícia.
Considerando esse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir.
Os fatores de risco para gravidade do acidente envolvem a quantidade e a intensidade do contato com as lagartas e a presença de traumatismos que podem levar à hemorragia maciça ou em órgão vital. E não existe tratamento com soroterapia para este tipo de acidente com animal peçonhento.
Certo
Errado