Questões de Concurso sobre Socorrista

 
 
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Ano: 2026
Prova: VUNESP - Prefeitura de Osasco - Médico Socorrista - 2026

Considerando a complexa teia de normativas que regem a prática médica, a legislação e a regulação em situações de urgência e emergência no território brasileiro, assinale a alternativa correta.


A

A Política Nacional de Atenção às Urgências estrutura a Rede de Atenção às Urgências (RAU), na qual a Força Nacional do SUS e o SAMU 192 são classificados como componentes do atendimento pré-hospitalar móvel, atuando de forma integrada no cotidiano.


B

A normatização do Conselho Federal de Medicina para os serviços pré-hospitalares móveis, como o SAMU 192, estabelece que a prioridade de atuação deve ser o atendimento primário em domicílios ou vias públicas, em detrimento de transferências inter-hospitalares rotineiras.


C

As resoluções do Conselho Federal de Medicina determinam um tempo máximo de permanência de 48 horas para pacientes nos serviços de emergência, regra que se aplica de forma idêntica tanto aos serviços hospitalares de urgência quanto às unidades de pronto atendimento (UPAs).


D

Diante do encaminhamento de um paciente em condição de “vaga zero”, o médico plantonista do serviço receptor pode recusar o atendimento se a unidade estiver superlotada, desde que comunique formalmente e de imediato o fato à comissão de ética da instituição.


E

O Código de Ética Médica faculta ao médico prescrever um tratamento sem o exame direto do paciente em uma situação de emergência comprovada, sendo esta uma conduta eticamente respaldada que se esgota no ato da prescrição a distância.

Ano: 2026
Prova: VUNESP - Prefeitura de Osasco - Médico Socorrista - 2026

Homem de 80 anos é atendido no pronto-socorro com quadro de diarreia e alteração do estado mental. O histórico inclui hipertensão arterial e síndrome de Sjögren, e o paciente está em uso de anlodipino e hidroclorotiazida. Exame físico: frequência cardíaca: 110 bpm; pressão arterial: 90 x 55 mmHg. Exames séricos: creatinina: 1 mg/dL; sódio: 138 mEq/L; potássio: 3,8 mEq/L; bicarbonato: 12 mEq/L; cloreto: 118 mEq/L. O hiato aniônico urinário é baixo.


Com base nesse cenário, assinale a alternativa correta.


A

A história de síndrome de Sjögren aponta para uma acidose tubular renal distal com acidificação urinária prejudicada como a causa.


B

O baixo ânion gap urinário sugere uma resposta fisiológica renal apropriada, caracterizada por uma excreção aumentada de amônio.


C

O uso de hidroclorotiazida é um fator contribuinte significativo para o desenvolvimento da acidose metabólica desse paciente.


D

Essa apresentação clínica é consistente com uma acidose causada pelo acúmulo de ânions orgânicos não medidos no soro.


E

Um pH urinário maior que 5,5 seria o achado esperado e confirmaria um defeito renal na secreção de íons hidrogênio.

Ano: 2026
Prova: VUNESP - Prefeitura de Osasco - Médico Socorrista - 2026

Mulher de 38 anos, G1P1, seis semanas pós-parto, é levada ao pronto-socorro (PS) devido a uma nova convulsão. Segundo o marido, ela tem se queixado de dor de cabeça no último mês, com duas idas à emergência nesse período; em cada uma delas, foi diagnosticada com dor de cabeça secundária à privação de sono devido ao recém-nascido e tratada para enxaqueca. Ela não tem histórico prévio de dor de cabeça ou outras comorbidades. Ao chegar ao PS, a paciente está confusa e vomitando ativamente.


A principal hipótese diagnóstica é


A

acidente vascular cerebral isquêmico.


B

encefalite autoimune.


C

hemorragia subaracnóidea.


D

trombose venosa cerebral.


E

síndrome de encefalopatia posterior reversível.

Homem, 54 anos, é atendido pelo SAMU após episódio súbito de hematêmese volumosa, ocorrido há cerca de 30 minutos. Familiares relatam antecedente de cirrose hepática alcoólica com episódios prévios de ascite e encefalopatia hepática. Ao exame: sonolento, FC: 124 bpm, PA: 92 × 58 mmHg. Extremidades frias. Abdome: distendido, com macicez móvel. Durante o atendimento, apresenta novo episódio de vômito com grande quantidade de sangue escuro, associado a queda do nível de consciência.


Assinale a alternativa que contém a provável etiologia do quadro, as prioridades de conduta no Atendimento Pré-Hospitalar (APH) e as medidas iniciais esperadas no ambiente hospitalar.


A

Hemorragia digestiva alta de provável origem varicosa; no APH, priorizar proteção de vias aéreas, acesso venoso, reposição volêmica cautelosa e transporte imediato; no hospital, iniciar droga vasoativa e antibioticoprofilaxia precoce.


B

Hemorragia digestiva alta não varicosa; no APH, priorizar reposição volêmica agressiva e evitar drogas vasoativas até endoscopia.


C

Hemorragia digestiva baixa; hematêmese volumosa sugere sangramento distal com refluxo.


D

Hemorragia digestiva alta varicosa; no APH, deve-se realizar lavagem gástrica e administrar inibidor de bomba de prótons em dose plena.


E

Hemorragia digestiva alta varicosa; a conduta inicial é transfusão liberal para manter hemoglobina acima de 10 g/dL.

Homem, 29 anos, é encontrado inconsciente em residência após possível tentativa de autoextermínio. No local, familiares relatam odor químico indefinido e presença de frascos sem rótulo. Episódios de vômitos e evacuação involuntária no local. Não há informações precisas sobre a substância ingerida. Ao exame pelo SAMU: coma superficial (GCS 7), pupilas em miose bilateral puntiformes, pele: fria e sudoreica. Sinais vitais: FC: 52 bpm; PA: 88 × 54 mmHg; FR: 8 irpm; SpO₂: 86% em ar ambiente. Ausculta pulmonar com roncos difusos e secreção abundante. Durante ventilação com bolsa-válvula-máscara, há grande dificuldade pela broncorreia intensa. Após aspiração, observa-se discreta melhora ventilatória. Porém, o paciente mantém hipoxemia. Diante do quadro, a equipe discute hipóteses de intoxicação e possíveis intervenções.


Assinale a alternativa que CORRETAMENTE correlaciona a síndrome tóxica mais provável e indica a conduta prioritária no Atendimento Pré-Hospitalar (APH).


A

Intoxicação por opioides; a broncorreia e miose justificam a administração imediata de naloxona, que reverte rapidamente o quadro respiratório.


B

Intoxicação colinérgica (carbamato ou organofosforado); a prioridade no APH é o controle de vias aéreas e a administração de atropina titulada conforme redução da broncorreia.


C

Intoxicação por benzodiazepínicos; a hipotensão e o coma indicam uso de flumazenil para reversão do quadro.


D

Intoxicação por cianeto; a hipoxemia refratária indica uso imediato de hidroxocobalamina ainda no APH.


E

Intoxicação por antidepressivos tricíclicos; a miose e secreções explicam o quadro, sendo indicada alcalinização com bicarbonato.

Segundo a Portaria de Consolidação nº 3/2017, são indicadores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), EXCETO:


A

Densidade de incidência de doenças dos pacientes atendidos.


B

Número geral de ocorrências atendidas no período.


C

Tempo mínimo, médio e máximo de resposta.


D

Idade e sexo dos pacientes atendidos.


E

Identificação dos motivos dos chamados.

Durante um atendimento extra-hospitalar, um adulto do sexo masculino é encontrado inconsciente, sem respiração normal e sem circulação aparente.

Após chamar o serviço de emergência e iniciar compressões torácicas de alta qualidade, chegou um desfibrilador externo automático (DEA). Após posicionar os eletrodos corretamente e seguir as instruções vocais, o aparelho recomenda choque.

Assinale a opção que apresenta a conduta mais alinhada às diretrizes atuais de suporte básico de vida para adultos.


A

Aplicar o choque, garantir que ninguém toque a vítima e retomar imediatamente as compressões torácicas por cerca de 2 minutos, antes de nova análise do ritmo.


B

Aplicar o choque, checar pulso central por até 10 segundos e só depois retomar compressões se não houver pulso.


C

Suspender temporariamente as compressões torácicas, ventilar por 2 minutos com bolsa-válvula-máscara e então aplicar o choque.


D

Realizar 30 compressões, retirar os eletrodos para checar o ritmo no monitor e recolocá-los antes de aplicar o choque.


E

Aplicar o choque e aguardar por até 2 minutos que a vítima desperte; caso não desperte, retomar compressões.

Ano: 2026
Prova: VUNESP - Prefeitura de Osasco - Médico Socorrista - 2026

Em um incidente de grande escala, com múltiplas vítimas, como o colapso de uma estrutura em um evento público, a gestão eficaz da resposta por parte das equipes de emergência depende da aplicação coordenada de princípios e protocolos estabelecidos.


Considerando um cenário complexo, com recursos iniciais limitados e dezenas de vítimas, assinale a alternativa que apresenta corretamente a melhor prática e os princípios corretos para a gestão e o atendimento no local.


A

A comunicação entre as diferentes agências no local deve utilizar códigos e terminologia técnica específica de cada serviço para garantir precisão e velocidade na transmissão de informações.


B

A prioridade inicial da equipe médica, ao chegar ao local, é iniciar imediatamente a avaliação ABCDE em cada vítima encontrada para garantir um tratamento completo e definitivo.


C

O protocolo de triagem START determina que uma vítima adulta que não respira, mesmo após a abertura das vias aéreas, deve ser classificada como Vermelha (Imediato) e receber ventilação assistida.


D

O Sistema de Comando de Incidentes deve ser estabelecido com um comando descentralizado, para o qual os líderes de todas as agências de resposta colaboram, cada um no seu papel, a fim de definir um Plano de Ação do Incidente.


E

Vítimas classificadas na área de tratamento Amarela (Urgente) devem ser reavaliadas periodicamente, pois sua condição pode agravar-se, exigindo reclassificação para a categoria Vermelha (Imediato).

Ano: 2026
Prova: VUNESP - Prefeitura de Osasco - Médico Socorrista - 2026

Mulher de 45 anos, com diagnóstico recente de infecção pelo HIV, é avaliada por dispneia, tosse não produtiva e febre. O histórico é positivo para alergia grave a trimetoprima-sulfametoxazol. Ela apresenta estado geral debilitado, com temperatura de 38,7 ºC, frequência cardíaca de 92 bpm e pressão arterial de 115 x 75 mmHg. A gasometria arterial em ar ambiente mostra: pH: 7,45; PaCO2: 38 mmHg, PaO2: 74 mmHg; bicarbonato: 22 mEq/L. O nível sérico de β-D-glucana é de 310 pg/mL (limite superior da faixa normal: 80 pg/mL). A radiografia de tórax é normal. A coloração com prata metenamina do escarro induzido revela cistos de Pneumocystis jirovecii.


Sobre essa paciente, é correto afirmar:


A

a radiografia de tórax normal é incompatível com pneumonia por P. jirovecii.


B

corticosteroide é indicado para reduzir a inflamação e melhorar a oxigenação.


C

o tratamento com clindamicina e primaquina é indicado.


D

a paciente deve ser mantida em isolamento respiratório por aerossóis durante a internação hospitalar.


E

o início da terapia antirretroviral deve ser imediato para restaurar rapidamente a função imune da paciente.

Ano: 2026
Prova: VUNESP - Prefeitura de Osasco - Médico Socorrista - 2026

Homem de 41 anos é levado ao pronto-socorro após sofrer uma convulsão tônico-clônica presenciada. Ele está alerta e orientado e afirma não ter tomado medicação anticonvulsiva na última semana. Ao exame físico, apresenta: pressão arterial: 140 x 75 mmHg; frequência cardíaca: 88 bpm; frequência respiratória: 16 irpm; temperatura: 37,1 ºC; percebe-se que o braço do paciente está em rotação interna e adução; ele não consegue girar o braço externamente, e qualquer movimento do ombro causa dor.


O diagnóstico mais provável é


A

fratura de clavícula.


B

fratura de escápula.


C

fratura de úmero.


D

luxação anterior do ombro.


E

luxação posterior do ombro.

Ano: 2026
Prova: VUNESP - Prefeitura de Osasco - Médico Socorrista - 2026

Mulher de 66 anos dá entrada no pronto-socorro com exacerbação grave de DPOC. O histórico é relevante para diabetes mellitus, hipertensão arterial e dislipidemia, e ela está em uso de sinvastatina, enalapril, anlodipino e medicamentos inalatórios de longa ação. Ela é tratada para DPOC exacerbada, mas evolui com hipotensão, sendo intubada. Apesar da reposição volêmica adequada, permanece hipotensa: pressão arterial: 78 x 42 mmHg; frequência cardíaca: 32 bpm. A saturação de oxigênio é normal. Eletrólitos e função renal sem alterações. ECG: bloqueio atrioventricular de 3º grau, sem indícios de isquemia aguda. Radiografia de tórax: sem pneumotórax ou pneumonia. Troponina negativa. Teste com atropina sem resposta. Decide-se iniciar terapia vasopressora.


O agente vasopressor de escolha para essa paciente é


A

dobutamina.


B

epinefrina.


C

milrinona.


D

noradrenalina.


E

vasopressina.

Ano: 2026
Prova: VUNESP - Prefeitura de Osasco - Médico Socorrista - 2026

Motociclista de 22 anos, usando capacete, trafegava em uma rodovia quando foi atingido lateralmente e sofreu um acidente. Ao chegar o serviço de atendimento médico, constata-se que o paciente está com uma pontuação na Escala de Coma de Glasgow de 3. O capacete é removido, e o paciente é levado ao hospital ao lado. À chegada, os sinais vitais são: pressão arterial: 85 x 33 mmHg; frequência cardíaca: 140 bpm; frequência respiratória: 6 irpm; oximetria com SatO2 de 88% com cateter de oxigênio; ele apresenta sons respiratórios bilaterais.


Nesse contexto, deve-se priorizar


A

estabelecer uma via aérea com estabilização da coluna cervical em linha.


B

iniciar noradrenalina em veia periférica até conseguir acesso central.


C

pegar acesso venoso central de grosso calibre.


D

realizar um exame FAST (ultrassom de beira de leito).


E

transfundir 2 concentrados de hemácias O negativas.

Ano: 2026
Prova: VUNESP - Prefeitura de Osasco - Médico Socorrista - 2026

Homem de 36 anos é levado ao pronto-socorro com início súbito de dispneia. Não há dor torácica. Ele relata ter tido uma embolia pulmonar há cinco anos. Naquela época, foi tratado com anticoagulação oral por dois anos. Ao exame físico, apresenta: pressão arterial: 125 x 85 mmHg; frequência cardíaca: 88 bpm; oximetria com SatO2 de 97% em ar ambiente.


Nesse momento, a próxima conduta correta é


A

dosar d-dímero sérico.


B

prescrever enoxaparina.


C

dosar troponina sérica.


D

solicitar angiotomografia de tórax.


E

solicitar ultrassom com doppler venoso de membros inferiores.

Homem, 58 anos é atendido pelo SAMU com dor abdominal intensa em epigástrio, iniciada há cerca de 10 horas, com irradiação para dorso, associada a vômitos incoercíveis. De antecedentes, é etilista crônico (destilados diariamente), dislipidemia em uso irregular de estatina e colelitíase conhecida. Ao exame: fácies de dor, FC: 124 bpm, PA: 92 × 58 mmHg, FR: 28 irpm, SpO₂: 93% em ar ambiente, Temperatura: 38,1 °C. Abdome com dor intensa à palpação profunda em epigástrio, sem rigidez. Condutas iniciais são realizadas e o paciente é transportado. Na admissão hospitalar, exames laboratoriais iniciais mostram: Lipase: 3.400 U/L, Hematócrito: 52%, Ureia: 64 mg/dL, Creatinina: 2,1 mg/dL, Cálcio total: 7,4 mg/dL, AST: 280 U/L, ALT: 410 U/L, BT: 3,2 mg/dL.


Após 6 horas de internação, evolui com necessidade de O₂ para manter SpO₂ > 94%, diurese < 0,4 mL/kg/h e dor abdominal menos intensa, porém com piora do estado geral.


Considerando o quadro apresentado, assinale a alternativa que CORRETAMENTE integra o diagnóstico, a classificação de gravidade, a etiologia mais provável e as condutas adequadas no Atendimento Pré-Hospitalar (APH) e no hospital.


A

Pancreatite aguda grave de provável etiologia biliar; no APH, a prioridade é reposição volêmica agressiva e transporte, e, no hospital, deve-se considerar CPRE precoce e monitorização intensiva.


B

Pancreatite aguda leve de etiologia alcoólica; no APH, analgesia simples e hidratação moderada são suficientes, e no hospital podese iniciar antibiótico empírico precoce.


C

Pancreatite aguda moderada de etiologia alcoólica; elevação de transaminases não tem valor etiológico, e insuficiência renal inicial não altera prognóstico.


D

Pancreatite crônica agudizada; hipocalcemia e hemoconcentração afastam necrose pancreática.


E

Pancreatite aguda grave de etiologia medicamentosa (estatina); antibiótico profilático e nutrição parenteral total devem ser iniciados precocemente.

Dois pacientes do sexo masculino, ambos com fibrilação atrial permanente e uso irregular de anticoagulante, são atendidos pelo SAMU em momentos distintos, com diagnóstico clínico de isquemia aguda de membro inferior, ambos com início súbito dos sintomas há menos de 6 horas.


  1. Paciente A

Dor intensa em membro inferior esquerdo;

Extremidade fria e pálida;

Pulsos distais ausentes;

Sensibilidade tátil discretamente reduzida em pododáctilos;

Força muscular preservada;

Dor exacerbada à palpação, sem rigidez muscular.



  1. Paciente B

Dor muito intensa em membro inferior direito;

Extremidade fria, pálida e marmórea;

Pulsos distais ausentes;

Hipoestesia extensa do pé e da perna distal;

Déficit motor evidente (dificuldade para dorsiflexão do pé);

Dor espontânea menos intensa no momento da avaliação.


Considerando a classificação de gravidade da isquemia aguda, o prognóstico do membro e a conduta mais adequada no atendimento pré-hospitalar, é CORRETO afirmar que:


A

o paciente Aapresenta isquemia Grau IIb e o paciente B Grau IIa, pois a intensidade da dor define a gravidade.


B

ambos os pacientes apresentam isquemia Grau IIa e podem ser transportados após analgesia e observação clínica.


C

o paciente Aapresenta isquemia Grau IIa e o paciente B Grau IIb; ambos devem receber anticoagulação plena ainda no APH.


D

ambos os pacientes apresentam isquemia Grau IIb, pois a ausência de pulsos define ameaça imediata ao membro.


E

o paciente Aapresenta isquemia Grau IIa e o paciente B Grau IIb; o paciente B exige transporte imediato e não deve ter o transporte retardado por medidas adicionais.

Homem, 41 anos, previamente hígido, é atendido pelo SAMU após episódio de crise convulsiva tônico-clônica generalizada iniciado há cerca de 7 minutos, sem recuperação do nível de consciência entre os eventos. Familiares relatam que o paciente apresentou uma crise inicial seguida, após breve intervalo, de novos episódios convulsivos contínuos. Ao exame: inconsciente, Glasgow 7 (E1 V2 M4), FR: 10 irpm, respiração irregular, FC: 122 bpm, PA: 146 × 92 mmHg. SpO₂: 88% em ar ambiente. Pupilas isocóricas e fotorreagentes. Movimentos tônico-clônicos generalizados persistentes. Glicemia capilar: 96 mg/dL.A equipe realiza oxigenoterapia, monitorização cardiorrespiratória e acesso venoso periférico calibroso.


Considerando o quadro clínico apresentado, é CORRETO afirmar sobre o diagnóstico, o reconhecimento do estado de mal epiléptico e a conduta adequada nas fases pré-hospitalar e hospitalar inicial, de acordo com diretrizes atuais, que:


A

o uso precoce de benzodiazepínicos deve ser evitado, devido ao risco de depressão respiratória.


B

o quadro não configura estado de mal epiléptico, pois não ultrapassou 30 minutos; deve-se aguardar cessação espontânea antes de medicação.


C

o tratamento inicial deve ser fenitoína em bolus rápido ainda no APH, por ser droga de primeira linha.


D

trata-se de estado de mal epiléptico convulsivo; a primeira linha no APH é benzodiazepínico EV (endovenosa) ou IM (intramuscular), seguido de droga antiepiléptica de manutenção no hospital.


E

trata-se de crise isolada prolongada; a abordagem adequada é apenas suporte ventilatório e transporte.

Homem, 58 anos, é encontrado inconsciente em via pública. Equipe do SAMU inicia atendimento pré-hospitalar. Ao chegar ao local, o paciente encontrava-se em parada cardiorrespiratória, sem pulso central palpável, apneico. O monitor cardíaco evidencia o ritmo caótico, irregular, sem complexos QRS organizados. Imediatamente, são iniciadas manobras de Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) de alta qualidade, com oxigenação e monitorização contínua. Após confirmação do ritmo, qual deve ser a conduta CORRETA segundo o Advanced Cardiac Life Support (ACLS ) atual?


A

Iniciar RCP por 2 minutos, administrar atropina 1 mg IV e reavaliar o ritmo.


B

Iniciar RCP por 2 minutos, administrar adrenalina 1 mg IV e reavaliar o ritmo após o ciclo.


C

Realizar cardioversão sincronizada, administrar amiodarona 300 mg IV e iniciar RCP.


D

Realizar desfibrilação imediata, seguida de RCP por 2 minutos, e administrar adrenalina após o segundo choque.


E

Administrar adrenalina 1 mg IV antes da desfibrilação e iniciar RCP após reversão do ritmo.

Homem, 47 anos, hipertenso e etilista crônico, é atendido pelo SAMU por dispneia progressiva, icterícia e redução do volume urinário. Relata febre alta há 6 dias, cefaleia intensa e mialgia acentuada em panturrilhas nos primeiros dias do quadro, evoluindo com piora súbita nas últimas 24 horas. Mora em área urbana com histórico recente de alagamento após chuvas intensas. Ao exame: sonolento, orientado parcialmente, ictérico (4+/4+), conjuntivas hiperemiadas, febril. Sinais vitais: FC: 124 bpm, PA: 96 × 58 mmHg, FR: 32 irpm, SpO₂: 90% em ar ambiente. Ausculta respiratória com crepitações difusas. Dor intensa à palpação de panturrilhas. Durante o transporte, o paciente apresenta hemoptise discreta e piora da dispneia. Na admissão hospitalar inicial, exames laboratoriais mostram: Plaquetas: 68.000/mm³, Creatinina: 4,1 mg/dL; Ureia: 138 mg/dL; Bilirrubina total: 18 mg/dL (predomínio direta), AST/ALT: discretamente elevadas, Gasometria: hipoxemia grave.


Com base no quadro clínico e evolutivo, assinale a alternativa que CORRETAMENTE integra o reconhecimento da doença e a conduta adequada no Atendimento Pré-Hospitalar (APH) e hospitalar inicial.


A

Leptospirose grave (síndrome de Weil); no APH, priorizam-se suporte ventilatório, reposição volêmica cautelosa e transporte imediato, e, no hospital, o antibiótico deve ser iniciado precocemente, mesmo sem confirmação sorológica.


B

Sepse de foco pulmonar; a icterícia e insuficiência renal são secundárias ao choque séptico, sendo prioritário iniciar antibiótico apenas após confirmação laboratorial.


C

Hepatite viral fulminante; a insuficiência renal é manifestação tardia e o tratamento antibiótico não altera o prognóstico.


D

Dengue grave; a mialgia em panturrilhas e plaquetopenia confirmam o diagnóstico, devendo-se evitar antibioticoterapia.


E

Leptospirose leve; a presença de icterícia isolada não caracteriza gravidade nem necessidade de suporte intensivo.

Mulher, 28 anos, asmática desde a infância, em uso irregular de corticosteroide inalatório, é atendida pelo SAMU com dispneia progressiva, iniciada há cerca de 12 horas, associada a chiado difuso e dificuldade para falar frases completas. Relata uso repetido de broncodilatador inalatório em domicílio, sem melhora significativa. Ao exame: Consciente, ansiosa, fala entrecortada. Uso de musculatura acessória. FR: 34 irpm; FC: 132 bpm, SpO₂: 89% em ar ambiente. Ausculta pulmonar: sibilos difusos com áreas de murmúrio vesicular diminuído bilateralmente.


Após a primeira nebulização com beta-agonista de curta duração associada a anticolinérgico e oxigênio suplementar, observam-se: SpO₂: 93%, FR: 30 irpm, FC: 128 bpm, persistência de esforço respiratório.


Considerando o quadro clínico, assinale a alternativa que descreve CORRETAMENTE a classificação da crise asmática, as condutas prioritárias no Atendimento Pré-Hospitalar (APH) e a abordagem adequada na admissão hospitalar.


A

Crise asmática moderada; repetir broncodilatador isoladamente e observar resposta antes de outras medidas.


B

Crise asmática grave; no APH, indicar broncodilatadores repetidos, oxigênio, corticosteroide sistêmico precoce e considerar sulfato de magnésio; no hospital, avaliar necessidade de ventilação não invasiva ou invasiva.


C

Crise asmática leve; hipoxemia isolada não define gravidade; alta após nebulização inicial.


D

Crise asmática grave; evitar corticosteroide sistêmico no APH devido ao início tardio de ação.


E

Estado asmático iminente; ausência de sibilos indica melhora clínica e redução do risco respiratório.

Paciente adulto em parada cardiorrespiratória encontra-se intubado e em RCP.

Está disponível capnografia quantitativa de forma de onda, que mostra EtCO2 persistentemente em 7 mmHg após vários ciclos de compressões torácicas.

De acordo com as diretrizes do ACLS, assinale a opção que apresenta a interpretação e a conduta mais adequadas.


A

Tal valor de EtCO2 é esperado durante RCP, devendo-se manter qualidade das compressões e não utilizar esse dado para qualquer decisão.


B

Tal valor de EtCO2 sugere compressões torácicas excessivamente vigorosas, devendo-se reduzir a profundidade das compressões.


C

Um EtCO2 tão baixo sugere baixa eficácia circulatória - otimizar imediatamente a qualidade da RCP e reconhecer o pior prognóstico se o valor permanecer < 10 mmHg após cerca de 20 minutos.


D

Tal valor de EtCO2 indica retorno de circulação espontânea (RCE) iminente, e deve-se interromper as compressões para checar pulso.


E

O EtCO2 não tem papel estabelecido durante RCP no ACLS, sendo útil apenas para confirmar posição do tubo orotraqueal.

 
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