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Homem, 29 anos, é encontrado inconsciente em residência após possível tentativa de autoextermínio. No local, familiares relatam odor químico indefinido e presença de frascos sem rótulo. Episódios de vômitos e evacuação involuntária no local. Não há informações precisas sobre a substância ingerida. Ao exame pelo SAMU: coma superficial (GCS 7), pupilas em miose bilateral puntiformes, pele: fria e sudoreica. Sinais vitais: FC: 52 bpm; PA: 88 × 54 mmHg; FR: 8 irpm; SpO₂: 86% em ar ambiente. Ausculta pulmonar com roncos difusos e secreção abundante. Durante ventilação com bolsa-válvula-máscara, há grande dificuldade pela broncorreia intensa. Após aspiração, observa-se discreta melhora ventilatória. Porém, o paciente mantém hipoxemia. Diante do quadro, a equipe discute hipóteses de intoxicação e possíveis intervenções.
Assinale a alternativa que CORRETAMENTE correlaciona a síndrome tóxica mais provável e indica a conduta prioritária no Atendimento Pré-Hospitalar (APH).
Intoxicação por opioides; a broncorreia e miose justificam a administração imediata de naloxona, que reverte rapidamente o quadro respiratório.
Intoxicação colinérgica (carbamato ou organofosforado); a prioridade no APH é o controle de vias aéreas e a administração de atropina titulada conforme redução da broncorreia.
Intoxicação por benzodiazepínicos; a hipotensão e o coma indicam uso de flumazenil para reversão do quadro.
Intoxicação por cianeto; a hipoxemia refratária indica uso imediato de hidroxocobalamina ainda no APH.
Intoxicação por antidepressivos tricíclicos; a miose e secreções explicam o quadro, sendo indicada alcalinização com bicarbonato.


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