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As hepatites virais têm grande importância pelo número de indivíduos atingidos e pela possibilidade de complicações das formas agudas e crônicas. A distribuição das hepatites virais é universal, sendo que a magnitude dos diferentes tipos difere de região para região. Em relação à hepatite A, assinale a INCORRETA.
A principal via de contágio do vírus da hepatite A é a fecal-oral, por contato inter-humano ou através de água e alimentos contaminados. Menos de 0,1% dos casos pode evoluir para hepatite fulminante, sendo que esse percentual aumenta em idades mais avançadas. Pacientes que já tiveram hepatite A apresentam imunidade para esse vírus, mas permanecem susceptíveis as outras hepatites.
Os aspectos clínicos que indicam gravidade são: vômitos repetidos, febre prolongada, hálito hepático, hemorragias espontâneas e sinais de encefalopatia hepática (sonolência e/ou agitação psicomotora, “flapping”, torpor e coma).
Laboratorialmente pode-se avaliar a gravidade pelo aumento do tempo de protrombina (TP < 4 segundos em relação ao controle ou INR < 1.5), que não responde ao uso de vitamina K por via parenteral.
De modo geral, o quadro clínico de hepatite A benigna resolve-se em um período inferior a seis meses (frequentemente inferior a 3 meses).