

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
Você é o R3 de medicina de família e comunidade e é chamado pelo R1 para discutir o caso do Sr. Epaminondas. Ele tem 68 anos, procedente da serra catarinense, veio morar em Florianópolis para que o filho pudesse estar mais atento à sua saúde, desconhece comorbidades, pois há muito tempo não consulta e costumava ter uma vida sem muita intensidade onde morava. Hoje, ao subir o morro para ir para casa do seu filho, Sr. Epaminondas sentiu tontura, associada ao escurecimento da visão, dispneia e evoluiu com perda súbita e transitória de consciência, que durou 30 segundos. Foi socorrido pelo filho, que o levou ao Centro de Saúde e estava com medo de que ele tivesse um “derrame”. O R1, ao examiná-lo, registra o seguinte exame físico: PA 110/75, sem alteração com decúbito; FC 75; HGT 102; StO2 96% em ar ambiente; ritmo cardíaco regular, em dois tempos, com hipofonese de B2 e sopro cardíaco sistólico, audível também na topografia das carótidas; murmúrio vesicular presente em ambos hemitórax e sem ruídos adventícios. Pupilas isocóricas, fotorreagentes e sem prejuízo motor. Diante dos sintomas apresentados e dos achados no exame físico, o R1 aventou a hipótese de síncope vaso-vagal (ou síncope neurocardiogênica) e pergunta qual a sua opinião sobre isso:
você discorda da hipótese do R1 e explica que a presença de síncope em esforço associado a hipofonese de B2 e sopro sistólico tornam uma estenose de valva aórtica altamente sugestiva e que, dada a alta mortalidade associada a essa condição, deve realizar eletrocardiograma e considerar ecocardiograma para avaliação diagnóstica.
você concorda com a hipótese do R1 e explica que, neste caso, o fato de não ter tido alteração de PA com mudança do decúbito, reforça a hipótese de síncope vaso-vagal, que é um quadro benigno, mas por ser o primeiro episódio depois dos 60 anos, deve realizar investigação laboratorial para fechar o diagnóstico.
você discorda da hipótese do R1 e explica que a presença de síncope em esforço associado a hipofonese de B2 e FC normal tornam um bloqueio atrioventricular altamente sugestivo e que, dado o risco de parada cardiorrespiratória associada a essa condição, deve realizar um eletrocardiograma para avaliação diagnóstica.
você discorda da hipótese do R1 e explica que a presença de síncope em esforço associado a hipofonese de B2 e sopro audível em carótidas tornam uma estenose de valva mitral altamente sugestiva e que, dada a alta mortalidade associada a essa condição, deve realizar ecocardiografia para avaliação diagnóstica.