Esquistossomoses são infecções causadas por trematódeos do gênero Schistosoma, sendo que seis espécies podem causar infecção humana: S. mansoni, S. japonicum, S. mekongi, S. malayensis, S. haematobium e S. intercalatum. Nas quatro primeiras, os vermes adultos parasitam vasos do sistema porta e seus ovos são eliminados nas fezes; já S. haematobium é parasito dos vasos do plexo vesical, sendo seus ovos eliminados na urina. Adultos de S. intercalatum mais frequentemente vivem no sistema porta, mas eventualmente podem ser encontrados em vasos do plexo vesical. Eventualmente, sobretudo nos casos de parasitismo muito intenso, bem como nas infecções mistas, ovos de Schistosoma spp., parasitos do sistema porta, podem ser encontrados na urina e, da mesma maneira, ovos de S. haematobium podem ser encontrados nas fezes.
Sobre a Esquistossomose é correto afirmar:
Nas formas agudas da esquistossomose, a ocorrência de fibrose nos granulomas formados ao redor dos ovos, sobretudo no fígado e nos pulmões, é responsável por grande parte da patologia observada nas apresentações leves da doença.
A forma clínica hepatointestinal é a mais frequente dentro da fase aguda da esquistossomose, sendo observada em mais de 90% dos casos. É caracterizada pelas manifestações clínicas da retite esquistossomótica: diarreia ou disenteria intermitentes sempre acompanhadas por dor em hipogástrio.
Os eventos patológicos relacionados às manifestações clínicas da esquistossomose, embora ocorram desde o momento da penetração das cercárias pela pele, parecem ser mais relevantes a partir da existência dos ovos, já durante a fase aguda da infecção.
A forma aguda da esquistossomose é aquela que se segue, em um período de dez a quinze semanas, ao primeiro contato com coleções hídricas que contenham cercárias, podendo ser identificada em indivíduos que não habitam áreas endêmicas.