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Em 2022, o Ministério da Saúde publicou o Protocolo Clínico...

Em 2022, o Ministério da Saúde publicou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Com base nas informações contidas neste material e sobre os assuntos nele abordados, é incorreto afirmar que:


A

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) deve ser sempre investigada quando uma mulher sexualmente ativa se apresenta com dor abdominal baixa e/ou dor pélvica, independentemente da história de atividade sexual recente. Abscesso tubo-ovariano, gravidez e dificuldade na exclusão de emergência cirúrgica (ex.: apendicite, gravidez ectópica) são critérios para indicação de tratamento hospitalar de DIP;


B

Todos os casos de VDRL reagente no líquido cefalorraquidiano (LCR), independentemente da presença de sinais e sintomas neurológicos e/ou oculares devem ter tratados para neurossífilis;


C

A Donovanose é causada pela infecção por Klebsiela granulomatis, uma IST crônica e progressiva, cujos diagnósticos diferenciais incluem sífilis, cancroide, tuberculose cutânea, amebíase cutânea, neoplasias ulceradas, leishmaniose tegumentar americana e outras doenças cutâneas ulcerativas e granulomatosas;


D

Sífilis terciária pode cursar com meningite, atrofia do nervo óptico, lesão do sétimo par craniano, manifestações psiquiátricas, tabes dorsalis e quadros demenciais;


E

A primeira escolha no tratamento da neurossífilis consiste em Benzilpenicilina potássica/cristalina, 3 a 4 milhões UI, 4/4h, IV ou por infusão contínua, totalizando 18-24 milhões por dia, por 14 dias. Consiste em alternativa terapêutica Ceftriaxona 1g, IV, 1x/dia, por 10 a 14 dias.