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O canal arterial é uma estrutura vascular fetal normal, importante para a circulação sanguínea do feto. Na maioria dos casos, o canal arterial se contrai nas primeiras horas após o nascimento, levando ao fechamento funcional e anatômico. No entanto, em alguns casos, o vaso pode se fechar apenas parcialmente ou não se fechar, patologia esta conhecida como Persistência do Canal Arterial (PCA). A respeito da PCA, assinale a alternativa correta.
Quando não associado a outras malformações cardíacas, é um dos defeitos cardíacos congênitos de menor incidência.
A patência do canal arterial após o nascimento é influenciada por uma série de fatores, incluindo prostaglandinas, que agem contraindo o músculo liso do canal, resultando em vasoconstrição e fechamento do vaso.
As prostaglandinas são sintetizadas a partir do ácido araquidônico pela enzima ciclo‑oxigenase (COX). Após o nascimento, o estímulo à síntese de prostaglandina E2 com o uso de inibidores da COX, como anti‑inflamatórios não esteroides, indometacina ou ibuprofeno, facilita o fechamento do canal arterial.
A classificação morfológica da PCA leva em consideração a existência de cinco tipos de canal arterial, com base na localização do diâmetro mais estreito do vaso. No tipo A, o canal arterial tem forma de “funil” ou “cone”, com extremidade aórtica ampla e menor diâmetro na extremidade pulmonar.
Na PCA, ocorre shunt da esquerda para a direita pelo canal arterial, causando sobrecarga de volume nas cavidades cardíacas direitas. Essa sobrecarga leva a sintomas de insuficiência cardíaca congestiva, como taquipneia, dispneia e taquicardia.