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O manejo pós-operatório dos procedimentos torácicos e o tratamento de complicações têm como um dos principais componentes a condução do dreno torácico tubular e o tratamento de eventos cardiovasculares e infecciosos. Quanto às complicações pós-operatórias, assinale a alternativa correta.
Pequenas fístulas aéreas no pós-operatório são melhor manejadas com drenagem passiva em selo d’água e, se surgirem sinais de alarme como pneumotórax volumoso persistente na radiografia, hipóxia ou enfisema subcutâneo crescente, a drenagem com aspiração contínua pode ser utilizada como primeira conduta
A fibrilação atrial é uma complicação incomum no pós-operatório das abordagens torácicas, sendo ainda menos comum após resseções pulmonares maiores como bilobectomias e pneumonectomias e, quando ocorre, deve ser feita cardioversão imediata
O infarto agudo do miocárdio pode acontecer no pós-operatório de ressecções pulmonares em pacientes oncológicos em até 70% dos casos em que há doença coronariana prévia. Portanto, todos os pacientes candidatos a este tipo de ressecção devem ser submetidos a arteriografia no pré-operatório
O empiema no pós-operatório de cirurgias torácicas, quando ocorre após 4 semanas do procedimento, pode sempre ser tratado com drenagem tubular isolada, dispensando a reabordagem cirúrgica
O quilotórax no pós operatório é uma complicação rara e, quando ocorre, é indicada reabordagem cirúrgica ou tentativa de embolização guiada por hemodinâmica apenas para os casos com débito diário superior a 2.500 ml de derrame quiloso