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A hipercalemia é um distúrbio eletrolítico potencialmente fatal que requer intervenção imediata em ambiente de terapia intensiva. Dentre as opções terapêuticas, a solução polarizante contendo insulina e glicose é frequentemente utilizada. Considerando o mecanismo de ação, indicações e cuidados na administração da solução polarizante no tratamento da hipercalemia aguda grave, considere a alternativa correta:
A insulina age promovendo o deslocamento do potássio para o meio intracelular, ativando a bomba de sódio-potássio ATPase, enquanto a glicose é administrada para prevenir a hipoglicemia induzida pela insulina.
A solução polarizante é a primeira linha de tratamento na hipercalemia grave com alterações eletrocardiográficas, mesmo na ausência de sintomas, e deve ser administrada antes de medidas de estabilização de membrana, como o gluconato de cálcio.
A dose recomendada de insulina regular na solução polarizante é de 50 a 100 unidades, administradas por via endovenosa em bolus, independentemente do nível sérico de glicose do paciente.
Após a administração da solução polarizante, o monitoramento da glicemia capilar deve ser realizado a cada 30 minutos, enquanto o potássio sérico deve ser dosado após 4 a 6 horas.
A solução polarizante é contraindicada em pacientes com hipercalemia e insuficiência renal aguda ou crônica, devido ao risco de sobrecarga de volume e hipoglicemia prolongada.