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Considerando a Resolução CFM nº 2.173/2017, que define os critérios do diagnóstico de morte encefálica, como se deve realizar adequadamente o teste de reflexo vestíbulo-calórico?
Irrigar o conduto auditivo com no mínimo 5 ml de solução fria (cerca de 5 °C).
Irrigar o conduto auditivo com no mínimo 25 ml de solução fria (cerca de 5 °C).
Irrigar o conduto auditivo com no mínimo 25 ml de solução fria (cerca de 15 °C).
Irrigar o conduto auditivo com no mínimo 50 ml de solução fria (cerca de 5 °C).
Irrigar o conduto auditivo com no mínimo 50 ml de solução fria (cerca de 15 °C).
Qual das seguintes variáveis, incluída no cálculo do SAPS 3, confere o maior peso ou a maior penalidade para o risco de mortalidade do paciente no momento da admissão na UTI?
Hipotermia.
Pressão arterial sistólica menor que 90 mmHg.
Câncer metastático.
Paciente hospitalizado há mais de 28 dias antes da admissão em UTI.
Uso de droga vasoativa antes da admissão em UTI.
Paciente em ventilação mecânica invasiva há 3 dias apresenta febre, leucocitose e nova imagem de condensação em radiografia de tórax, com piora da oxigenação. Para que o diagnóstico de pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) seja estabelecido, qual é o tempo mínimo de intubação orotraqueal necessário antes do início dos sintomas?
6 horas.
12 horas.
24 horas.
48 horas.
72 horas.
Em um paciente com injúria renal aguda oligúrica com necessidade de terapia de substituição renal, o achado de potássio sérico de 6,8 mEq/L com alterações eletrocardiográficas (onda T apiculada e QRS alargado) exige tratamento imediato. Tendo isso em vista, assinale a alternativa que apresenta a medida de emergência que atua diretamente na estabilização da membrana cardíaca e não promove a entrada de potássio para o meio intracelular.
Glicose hipertônica e insulina endovenosas.
Bicarbonato de sódio a 8,4% endovenoso.
Furosemida endovenosa.
Gluconato de cálcio a 10% endovenoso.
Salbutamol inalatório.
Homem de 75 anos é admitido no pronto atendimento com história de rebaixamento do nível de consciência, vômitos e cefaleia. Dados vitais: FC 48 bpm, PA 170x95 mmHg, SpO2 99% ar ambiente e FR 7 irpm. Em avaliação inicial, apresenta-se com escala de coma de Glasgow 8, papiledema e paresia do VI par craniano.
Sobre o diagnóstico sindrômico do caso apresentado, marque a alternativa INCORRETA.
Ultrassonografia point-of-care de bainha de nervo óptico com diâmetro > 6 mm é útil para diagnóstico sindrômico neste cenário clínico.
Para entubação orotraqueal é indicado o uso de pré-medicação com fentanil.
Quando em ventilação mecânica, hiperventilação para manter pCO2 30-35 mmHg é recomendado.
São diagnósticos etiológicos possíveis: acidente vascular cerebral, trauma cranioencefálico, hiponatremia e encefalopatia hipertensiva.


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Em uma criança com primeira crise febril simples, em qual situação a punção lombar pode ser considerada, mesmo sem sinais meníngeos evidentes?
Sempre em menores de 5 anos.
Apenas se a crise durar mais de 15 minutos.
Entre 6 e 12 meses, se vacinação para Hib/pneumococo for incompleta ou desconhecida, ou se houve antibiótico prévio.
Em qualquer criança com história familiar de epilepsia.
Quando houver vômitos após a crise.
Mulher, 58 anos, internada em UTI por pneumonia grave, inicia tratamento com antibiótico intravenoso. Após 20 minutos da infusão, evolui com rubor facial, broncoespasmo, hipotensão e taquicardia. Não apresenta urticária nem edema de glote. Qual é o mecanismo fisiopatológico mais provável e a conduta imediata correta?
Reação anafilática IgE-mediada – administrar adrenalina intramuscular.
Reação anafilactoide por liberação direta de histamina – interromper infusão e tratar suporte.
Síndrome do homem vermelho – administrar anti-histamínico oral.
Intoxicação medicamentosa dose-dependente – reduzir velocidade da infusão.
Reação adversa tardia tipo III – manter antibiótico e observar.
Paciente de 64 anos, em UTI por choque séptico abdominal, apresenta os seguintes exames gasométricos e laboratoriais: pH: 7,29; PaCO₂: 28 mmHg; HCO₃⁻: 13 mEq/L; Na+: 140 mEq/L; K+: 4,5 mEq/L; Cl–: 100 mEq/L; lactato: 6,0 mmol/L; albumina: 2,0 g/dL. Com base nesses dados, o distúrbio ácido-básico presente é:
Acidose metabólica com compensação respiratória adequada.
Acidose metabólica com compensação respiratória inadequada.
Acidose metabólica com distúrbio respiratório associado.
Acidose metabólica com ânion gap elevado corrigido e distúrbio metabólico adicional.
Acidose mista metabólica e respiratória.
Homem de 65 anos, pós-IAM extenso, apresenta PA 70x40 mmHg, FC 110 bpm, congestão pulmonar e extremidades frias. A conduta inicial, é:
vasopressina.
dobutamina.
furosemida.
intubação imediata.
vasodilatador EV.
Paciente de 72 anos, com pneumonia, chega ao pronto-socorro com PA 80x40 mmHg após reposição de 2 L de SF 0,9%. A próxima conduta é:
administrar dopamina.
iniciar noradrenalina.
repetir mais 2 L de SF 0,9%.
administrar corticoide.
indicar antibiótico apenas após cultura.


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Mulher de 30 anos, 32 semanas de gestação, chega ao pronto-socorro com PA 210x110 mmHg, cefaleia e epigastralgia, que evolui com crise convulsiva.O diagnóstico mais provável é:
eclâmpsia.
pré-eclâmpsia leve.
hipertensão gestacional.
emergência hipertensiva por feocromocitoma.
crise hipertensiva sem lesão de órgão-alvo.
Um paciente foi transferido para a unidade de terapia intensiva do hospital após piora hemodinâmica. Inicialmente, esse paciente havia procurado a emergência com queixa de febre alta, mialgia, principalmente em panturrilhas, e pele amarelada. O paciente relatou contato prévio com águas de enchente após fortes chuvas. Sobre o diagnóstico mais provável, pode-se afirmar que:
a icterícia é predominantemente indireta e relacionada à hemólise intensa.
trata-se de um caso de dengue grave, e a hidratação venosa vigorosa é a base do tratamento clínico
nesse caso, a plaquetopenia só irá ocorrer na presença de coagulação intravascular disseminada
trata-se de um caso de sepse por leptospirose e a ausência de sangramentos exclui diagnóstico da forma grave desta doença
ocaso representa a doença de Weil, que é caracterizada por alteração da função hepática e renal, sendo, portanto, uma das formas de doença grave que ocorrem na fase imune
Paciente de 40 anos com hipertensão arterial não controlada é admitido com dor torácica intensa e súbita, irradiando para as costas, descrita como “rasgando”. PA é 180 x 100 mmHg, FC 88.
Ao exame, pulso radial esquerdo diminuído em relação ao direito, ECG com achados inespecíficos e troponina normal. RX de tórax mostra alargamento do mediastino.
A principal suspeita é de
IAMCSST.
dissecção aórtica.
embolia pulmonar.
pneumotórax.
pericardite.
Um paciente de 65 anos com hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus tipo 2 apresenta episódios de palpitações e taquicardia com duração de duas horas. O ECG mostra fibrilação atrial com resposta ventricular de 150 bpm. O paciente está hemodinamicamente estável, com PA 130/80 mmHg, sem dor torácica ou dispneia. Escore CHA2Ds2-VA = 3.
O próximo passo no manejo é
ministrar amiodarona IV.
fazer cardioversão elétrica imediata.
controlar a FC com betabloqueador.
fazer anticoagulação por DOAC.
proceder a ablação por cateter.
Um paciente de 70 anos com DPOC grave (GOLD 3) e história de múltiplas internações por exacerbação, é admitido na UTI com piora aguda apresentando dispneia intensa, FR 28 irpm, SpO2 88% em ar ambiente além do uso de musculatura acessória. Gasometria arterial: pH 7,30, PaCO2 60 mmHg, PaO2 55 mmHg. O paciente está em uso de broncodilatadores inalatórios.
O próximo passo no manejo do paciente é
ajustar oxigenoterapia para manter SpO2 90-92%.
iniciar ventilação não invasiva (VNI).
fazer intubação orotraqueal e ventilação mecânica invasiva.
administrar corticoide venoso.
iniciar antibioticoterapia empírica considerando que uma infecção seria a provável causa da piora do quadro clínico.


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Paciente masculino, 79 anos, internado no CTI com choque séptico, recebendo noradrenalina, vasopressina, dobutamina e ventilação mecânica, apresenta gasometria arterial e venosa central com PvCO₂ = 52 mmHg e PaCO₂ = 40 mmHg.
Das seguintes alternativas, assinale a que melhor se aplica a ΔPCO₂ (diferença venoarterial de CO₂) do paciente.
Hipóxia isquêmica por redução do índice cardíaco.
Hipóxia hipoxêmica.
Hipóxia anêmica.
Hipóxia citopática.
Hipóxia por deficiência de difusão tecidual de oxigênio.
Um paciente de 62 anos é admitido na UTI com rebaixamento súbito do nível de consciência. Ao exame neurológico apresenta coma não responsivo, pupila direita midriática e arreativa, pupila esquerda fotorreagente, hemiparesia esquerda previamente documentada na ficha do SAMU. Os reflexos de tronco encefálico preservados à esquerda.
Nesse contexto clínico, o achado pupilar sugere mais provavelmente
lesão metabólica difusa com comprometimento bilateral do tronco encefálico.
herniação central com compressão simétrica do mesencéfalo
lesão pontina bilateral com interrupção das vias simpáticas.
estado pós-ictal com anisocoria fisiológica transitória.
herniação uncal direita com compressão do III par craniano.
De acordo com as modificações na metodologia para a determinação da Morte Encefálica (ME) trazidas pela Resolução nº 2.173/2017 do Conselho Federal de Medicina (CFM), assinale a afirmação que representa uma mudança correta em relação à legislação anterior.
A participação do médico neurologista nos exames clínicos para diagnóstico de morte encefálica tornou-se obrigatória para todas as faixas etárias.
O teste de apneia passou a ser realizado duas vezes, com intervalo mínimo entre eles, reforçando a segurança do procedimento.
A realização de exames complementares para o diagnóstico de morte encefálica tornou-se opcional, alinhando-se a algumas diretrizes internacionais.
O intervalo de tempo mínimo entre o primeiro e o segundo exame clínico são definidos segundo a idade do paciente.
Para a capacitação de um médico na determinação de ME, é imprescindível que ele tenha realizado ou acompanhado, no mínimo, dez determinações prévias de ME.
Paciente de 69 anos, com antecedente de colangite biliar primária, hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus, é admitida no CTI após dois episódios de hematêmese volumosa e melena, escala de coma de Glasgow 15, um pouco agitada ansiosa (RASS+1), com flapping (Encefalopatia Grau II), ascite moderada e sinais de hipoperfusão periférica. PA 100×60 mmHg; FC 60 bpm; SatO₂ 98%.
Exames laboratoriais iniciais: Hemoglobina 8,0 g/dL; Hct 23,6%; Leucócitos 10.000/mm³; Plaquetas 57.000/mm³; INR 1,6; Creatinina 1,0 mg/dL; Sódio 132 mEq/L; Albumina 2,8 g/dL; Bilirrubina total 1,6 mg/dL. Gasometria arterial: Ph 7,4, Bic 21 mg/dL e Lactato 2,2 mMol/L.
Diante desse cenário, você indica endoscopia digestiva alta de urgência e paracentese diagnóstica.
Com base nesse caso, avalie as afirmativas a seguir.
I. Em pacientes com doença hepática crônica avançada, elevação da creatinina sérica ≥ 0,3 mg/dL em até 48 horas em relação ao valor basal define injúria renal aguda.
II. Vasoconstritores esplâncnicos (terlipressina, somatostatina ou octreotídeo) devem ser iniciados apenas após a confirmação endoscópica de sangramento varicoso ativo.
III. Em pacientes doença hepática crônica avançada descompensada (B7 com sangramento ativo ou Child-Pugh C) deve-se considerar TIPS preemptivo nas primeiras 72 horas, desde que não haja contraindicações.
IV. A administração de eritromicina endovenosa está indicada para melhorar a visualização do trato digestivo superior e reduzir o risco de broncoaspiração durante a endoscopia.
V. Transfusão de hemácias e correção da coagulopatia com plasma fresco e plaquetas estão indicados profilaticamente antes da endoscopia digestiva alta e da paracentese diagnóstica.
Estão corretas apenas as afirmativas
I, II e IV.
I, II, III e IV.
I, III e IV.
I, III e V.
II, III e V.
Um paciente de 65 anos com câncer de cólon é internado na UTI com quadro grave de diarreia intensa (mais de 10 evacuações por dia), febre alta (39 °C), dor abdominal difusa e sinais de choque séptico (hipotensão com PAM 60 mmHg, taquipneia, lactato elevado). Ele foi diagnosticado com colite fulminante por Clostridium difficile (presença de hipotensão arterial e megacolon) e está recebendo suporte vasopressor com noradrenalina.
O tratamento imediato mais adequado para a infecção por C. difficile nesse paciente é
metronidazol IV.
vancomicina oral.
fidaxomicina oral.
colectomia total.
vancomicina oral + metronidazol IV.


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