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Um paciente idoso, obeso e com insuficiência cardíaca congestiva é submetido a cirurgia de grande porte. Considerando o enunciado, o fator de risco mais relevante para complicações pós-operatórias graves e que deve ser priorizado no manejo intensivo é:
Idade avançada, por si só, independentemente de comorbidades associadas.
Obesidade isolada, sem considerar repercussões metabólicas ou cardiovasculares.
Insuficiência cardíaca congestiva, pela repercussão direta na perfusão tecidual e risco de descompensação hemodinâmica.
Tempo cirúrgico prolongado, sem relação com condições clínicas prévias.
Presença de cicatrizes cirúrgicas anteriores, sem impacto funcional relevante.
Sobre o uso da saturação venosa central em pacientes com coração univentricular internados em UTI, é correto afirmar que
esse uso não possui valor em pacientes com coração univentricular.
deve-se manter valores > 70%.
apesar da relevância do seu emprego, não há definição de valores a serem atingidos.
valores > 50% estão relacionados a melhores desfechos no pós-operatório.
a dosagem dessa saturação em pós-operatório não é recomendada.
Mulher, 58 anos, internada em UTI por pneumonia grave, inicia tratamento com antibiótico intravenoso. Após 20 minutos da infusão, evolui com rubor facial, broncoespasmo, hipotensão e taquicardia. Não apresenta urticária nem edema de glote. Qual é o mecanismo fisiopatológico mais provável e a conduta imediata correta?
Reação anafilática IgE-mediada – administrar adrenalina intramuscular.
Reação anafilactoide por liberação direta de histamina – interromper infusão e tratar suporte.
Síndrome do homem vermelho – administrar anti-histamínico oral.
Intoxicação medicamentosa dose-dependente – reduzir velocidade da infusão.
Reação adversa tardia tipo III – manter antibiótico e observar.
Um homem de 46 anos, sem doenças conhecidas, é trazido pelo resgate após tentar conter um incêndio doméstico. Ao entrar no ambiente fechado para retirar um familiar, permaneceu exposto à chama direta e grande quantidade de fumaça por aproximadamente cinco minutos. Na chegada ao pronto atendimento, está consciente, porém agitado e com queixas de dor intensa no tórax e nos membros superiores. A pele do tórax anterior apresenta áreas extensas com aspecto esbranquiçado e perda de sensibilidade ao toque, intercaladas com regiões de eritema e bolhas rotas. Os antebraços mostram áreas circulares de escurecimento e rigidez, com pulsos radiais palpáveis, porém diminuídos em comparação ao membro inferior. Há fuligem ao redor da boca e no interior das narinas, além de ela apresentar rouquidão desde o momento do acidente. Sinais vitais: PA: 118 x 72 mmHg; FC: 128 bpm; FR: 28 irpm; SpO2: 92% em O₂ por cateter nasal. Ele apresenta respiração ruidosa, com esforço evidente, e relata sensação de “aperto na garganta”. Não há outras lesões traumáticas evidentes. A equipe prepara acesso venoso periférico e mede pressão no compartimento do antebraço, encontrada discretamente elevada, porém sem sinais imediatos de síndrome compartimental instalada. A oximetria de pulso mostra oscilação entre 88% e 92%, sem melhora consistente com aumento do fluxo de oxigênio no cateter.
De acordo com o quadro descrito, qual é a intervenção prioritária nesse momento?
Realizar hidratação vigorosa com solução de Ringer Lactato calculada pelo método de Parkland.
Proceder à intubação orotraqueal precoce devido ao risco iminente de comprometimento da via aérea.
Solicitar gasometria arterial e radiografia de tórax antes de qualquer intervenção.
Indicar escarotomia imediata dos antebraços para prevenir síndrome compartimental.
Administrar analgesia potente e observar a evolução respiratória por mais 30 minutos.
Um dreno de tórax inserido para o tratamento de hemotórax pós-traumático para de oscilar e apresenta queda abrupta no débito, apesar da persistência de imagem de coleção na radiografia de tórax. Ao avaliar o sistema de drenagem subaquática (selo d’água), o intensivista deve considerar que a ausência de oscilação da coluna líquida durante a respiração indica:
Resolução completa do hemotórax.
Presença de fístula aérea de alto débito.
Obstrução do sistema de drenagem ou colapso do dreno.
Expansão pulmonar completa com sínfise pleural.
Posicionamento adequado do dreno no espaço pleural.
A portaria do Ministério da Saúde nº 529/2013 instituiu o Programa Nacional de Segurança do Paciente. Assinale a alternativa que apresenta o objetivo principal desse programa.
Reduzir o número de leitos de UTI em hospitais de menor porte, concentrando recursos em centros de referência.
Padronizar a lista de medicamentos essenciais em todos os hospitais públicos do país.
Criar um sistema de notificação de eventos adversos exclusivo para os hospitais públicos e universitários.
Definir as responsabilidades éticas do profissional médico.
Promover a cultura de segurança e a qualidade dos serviços de saúde no país.
Assinale a alternativa que apresenta a pontuação correta para o componente respiratório no escore SOFA de um paciente em ventilação mecânica invasiva e com relação PaO2/FiO2 (pressão parcial arterial de oxigênio pela fração inspirada de oxigênio) de 150 mmHg.
1 ponto.
2 pontos.
3 pontos.
4 pontos.
5 pontos.
Paciente de 68 anos, portador de DPOC e imunossuprimido por uso crônico de prednisolona 60 mg/dia, é internado na UTI com síndrome respiratória aguda grave (SRAG) e teste rápido positivo para Influenza A. O início dos sintomas ocorreu há 72 horas. Qual é a conduta antiviral recomendada?
Iniciar terapia com oseltamivir 75 mg 12/12h por 5 dias.
Iniciar terapia com zanamivir 10 mg 12/12h por 5 dias.
Aguardar resultado do PCR, pois o teste rápido não é suficiente.
Iniciar terapia com nirmatrelvir 150 mg mais ritonavir 100 mg 12/12h por 5 dias.
Não iniciar antiviral, pois já se passaram 48 horas do início dos sintomas.
A crise tireotóxica é uma emergência endócrina grave, caracterizada pela exacerbação dos sinais e sintomas de tireotoxicose, frequentemente desencadeada por um evento agressor. O tratamento inicial e o manejo hemodinâmico na unidade de terapia intensiva requerem a abordagem de múltiplos sistemas. Tendo isso em vista, assinale a alternativa que apresenta a estratégia terapêutica de escolha para bloquear a síntese e a liberação de hormônios tireoidianos, sendo fundamental no tratamento da crise.
Administração de doses elevadas de glicocorticoides (por exemplo, hidrocortisona intravenosa) para estabilizar as membranas.
Uso de betabloqueadores de ação não seletiva, como o propranolol.
Indução de hipotermia terapêutica.
Administração de propiltiouracil (PTU) ou metimazol, seguida pela solução de iodeto.
Realização de plasmaférese urgente.
Na avaliação da gravidade de um paciente com pneumonia adquirida na comunidade (PAC) pelo escore CURB-65, qual dos seguintes parâmetros atinge o limiar para pontuação (1 ponto)?
Pressão arterial sistólica de 92 mmHg.
Pressão arterial diastólica de 65 mmHg.
Frequência respiratória de 26 irpm.
Idade de 60 anos.
Ureia sérica de 55 mg/dl.
Paciente de 25 anos apresenta dispneia, urticária e hipotensão logo após picada de abelha. A conduta imediata é:
adrenalina IM.
corticoide EV.
anti-histamínico oral.
soro fisiológico e observação.
oxigenoterapia e reavaliação.
Homem de 45 anos é levado pela irma ao pronto atendimento com quadro de confusão mental, ataxia e nistagmo, associado a tremores e crises convulsivas. Em caso de intoxicação por etanol, qual substância deve ser utilizada para profilaxia para encefalopatia de Wernicke?
Manitol.
Gluconato de cálcio.
Sulfato de magnésio.
Tiamina.
Flumazenil.
Quais são os componentes da Tríade de Beck?
Hiperfonese de bulhas, hipotensão e distensão de veias jugulares.
Hipofonese de bulhas, hipertensão e distensão de veias jugulares.
Hiperfonese de bulhas, hipertensão e distensão de veias jugulares.
Hipofonese de bulhas, hipotensão e distensão de veias jugulares.
Hiperfonese de bulhas, hipotensão e edema de membros inferiores.
Quais os principais parâmetros utilizados para avaliar a oxigenação?
SatO2, Pa02, gradiente alveoloarterial de 02 (gradiente Aa), PcO2.
SatO2, Pa02, gradiente alveoloarterial de 02 (gradiente Aa), PaO2/Fi02.
Pa02, PEEP, PaO2/FiO2, Рc02.
Gradiente alveoloarterial de O2 (gradiente Aa), PEEP, PaO2, SatO2.
PaO2/FiO2, gradiente alveoloarterial de 02 (gradiente Aa), PEEP, РcO2.
Paciente com trauma fechado, instável hemodinamicamente, com abdome aparentemente sem sinais de peritonite. Qual exame rápido e portátil tem maior utilidade para orientar conduta emergencial?
Raio X de tórax AP.
FAST (ultrassom à beira do leito).
Tomografia computadorizada com contraste.
Ultrassonografia Doppler venosa dos membros inferiores.
Ecocardiograma transtorácico programado.
Paciente feminina, 25 anos, sem uso regular de método contraceptivo, chega à emergência com dor intensa em fossa iliaca esquerda e com pequeno sangramento vaginal. Sinais vitais: PA: 90 x 40 mmhg FC: 120 bpm. Teste urinário de gravidez positivo. Ultrassonografia FAST demonstrou grande quantidade de líquido livre em cavidade pélvica. Qual o diagnóstico mais provável?
Isquemia mesentérica.
Volvo sigmoide.
Ruptura esplênica.
Gestação ectópica rota.
Apendicite.
Emergência hipertensiva é uma situação clínica sintomática em que há elevação acentuada da PA com lesão de órgão-alvo aguda e progressiva. É considerada Emergência hipertensiva a associação com tais situações, EXCETO:
eclâmpsia.
acidente vascular encefálico.
edema agudo de pulmão.
síndrome coronariana aguda.
cardiomiopatia dilatada.
Em paciente com SDRA moderada, PaO2/FiO2 = 150 mmHg, qual estratégia auxilia na melhora da oxigenação?
Reduzir PEEP para <5 cmH20.
Aumentar PEEP progressivamente até melhorar a relação PaO2/FiO2.
Aumentar volume corrente para 10 mL/kg.
Reduzir FiO2 para evitar toxicidade.
Hiperinsuflar os pulmões manualmente.
Durante RCP, após 2 minutos de massagem e ventilação, o monitor mostra fibrilação ventricular. O próximo passo ideal seria:
aplicar 1 choque e retomar imediatamente compressões.
administrar adrenalina antes do choque.
fazer 3 choques seguidos.
suspender RCP e checar pulso.
administrar amiodarona antes do primeiro choque.
Mulher de 30 anos chega à emergência com ferimento poг faca em abdome e sinais de choque. A conduta inicial é:
solicitar TC de abdome.
repor volume oral e reavaliar.
observar por 24h com exames seriados.
fazer lavagem peritoneal diagnóstica.
realizar FAST e encaminhar para laparotomia se positivo.