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Quais os principais parâmetros utilizados para avaliar a oxigenação?
SatO2, Pa02, gradiente alveoloarterial de 02 (gradiente Aa), PcO2.
SatO2, Pa02, gradiente alveoloarterial de 02 (gradiente Aa), PaO2/Fi02.
Pa02, PEEP, PaO2/FiO2, Рc02.
Gradiente alveoloarterial de O2 (gradiente Aa), PEEP, PaO2, SatO2.
PaO2/FiO2, gradiente alveoloarterial de 02 (gradiente Aa), PEEP, РcO2.
Paciente com trauma fechado, instável hemodinamicamente, com abdome aparentemente sem sinais de peritonite. Qual exame rápido e portátil tem maior utilidade para orientar conduta emergencial?
Raio X de tórax AP.
FAST (ultrassom à beira do leito).
Tomografia computadorizada com contraste.
Ultrassonografia Doppler venosa dos membros inferiores.
Ecocardiograma transtorácico programado.
Paciente feminina, 25 anos, sem uso regular de método contraceptivo, chega à emergência com dor intensa em fossa iliaca esquerda e com pequeno sangramento vaginal. Sinais vitais: PA: 90 x 40 mmhg FC: 120 bpm. Teste urinário de gravidez positivo. Ultrassonografia FAST demonstrou grande quantidade de líquido livre em cavidade pélvica. Qual o diagnóstico mais provável?
Isquemia mesentérica.
Volvo sigmoide.
Ruptura esplênica.
Gestação ectópica rota.
Apendicite.
Emergência hipertensiva é uma situação clínica sintomática em que há elevação acentuada da PA com lesão de órgão-alvo aguda e progressiva. É considerada Emergência hipertensiva a associação com tais situações, EXCETO:
eclâmpsia.
acidente vascular encefálico.
edema agudo de pulmão.
síndrome coronariana aguda.
cardiomiopatia dilatada.
Em paciente com SDRA moderada, PaO2/FiO2 = 150 mmHg, qual estratégia auxilia na melhora da oxigenação?
Reduzir PEEP para <5 cmH20.
Aumentar PEEP progressivamente até melhorar a relação PaO2/FiO2.
Aumentar volume corrente para 10 mL/kg.
Reduzir FiO2 para evitar toxicidade.
Hiperinsuflar os pulmões manualmente.
Durante RCP, após 2 minutos de massagem e ventilação, o monitor mostra fibrilação ventricular. O próximo passo ideal seria:
aplicar 1 choque e retomar imediatamente compressões.
administrar adrenalina antes do choque.
fazer 3 choques seguidos.
suspender RCP e checar pulso.
administrar amiodarona antes do primeiro choque.
Mulher de 30 anos chega à emergência com ferimento poг faca em abdome e sinais de choque. A conduta inicial é:
solicitar TC de abdome.
repor volume oral e reavaliar.
observar por 24h com exames seriados.
fazer lavagem peritoneal diagnóstica.
realizar FAST e encaminhar para laparotomia se positivo.
Homem de 40 anos, após reação anafilática tratada, permanece com PA baixa, pele quente e FC 120 bpm. Qual a melhor conduta?
Iniciar dopamina.
Iniciar noradrenalina.
Expansão com SF 0,9%.
Orotraqueal.
Metilprednisolona.
O estudo “Carotid Revascularization and Medical Management for Asymptomatic Carotid Stenosis Trial” (CREST-2), de 2025, avaliou o papel da revascularização carotídea em pacientes com estenose carotídea assintomática ≥ 70% em comparação ao tratamento médico intensivo isolado. Sobre esse estudo, assinale a alternativa correta.
Tanto a endarterectomia carotídea quanto o stenting carotídeo demonstraram superioridade estatisticamente significativa sobre o tratamento médico intensivo isolado na redução do desfecho primário composto (AVC ou morte em 44 dias + AVC isquêmico ipsilateral em 4 anos).
A endarterectomia carotídea foi superior ao stenting carotídeo na redução de eventos cerebrovasculares perioperatórios, confirmando a preferência pela cirurgia aberta em pacientes assintomáticos de qualquer idade.
O stenting carotídeo combinado ao tratamento médico intensivo demonstrou redução significativa do desfecho primário (2.8% vs 6.0%, p = 0.02) em comparação ao tratamento médico isolado, enquanto a endarterectomia não atingiu significância estatística (3.7% vs 5.3%, p = 0.24).
O tratamento médico intensivo isolado apresentou taxas de AVC superiores a 10% em 4 anos, justificando a revascularização profilática universal em todos os pacientes com estenose ≥ 70%, independentemente de características clínicas.
A Transcarotid Artery Revascularization (TCAR) foi incluída no braço de stenting do CREST-2 e demonstrou resultados superiores ao stenting transfemoral convencional em pacientes idosos.
Homem, 66 anos, internado em UTI por choque séptico secundário a perfuração intestinal, submetido a laparotomia de urgência. Evolui em ventilação mecânica controlada (volume corrente 6 mL/kg, frequência respiratória programada 22 irpm) e noradrenalina em baixa dose.
Nas últimas 24 horas: uso repetido de furosemida por congestão pulmonar; aspiração gástrica contínua por íleo paralítico; infusão predominante de solução salina 0,9%; diurese aumentada; agitação e hiperventilação espontânea sobreposta ao ventilador
Gasometria arterial: pH = 7,49; PaCO₂ = 23 mmHg; HCO₃⁻ = 17 mEq/L.
Bioquímica: Na⁺ = 142 mEq/L; Cl⁻ = 110 mEq/L; K⁺ = 3,1 mEq/L; Albumina = 2,0 g/dL; Lactato = 6,0 mmol/L.
A interpretação ácido-base mais adequada é
alcalose respiratória primária isolada.
acidose metabólica de ânion gap elevado com compensação respiratória adequada.
acidose metabólica hiperclorêmica isolada.
distúrbio misto: acidose metabólica de ânion gap elevado + alcalose metabólica + alcalose respiratória.
distúrbio misto: acidose metabólica de ânion gap elevado + acidose respiratória associada.
O qSOFA (Quick Sequential Organ Failure Assessment) foi desenvolvido como ferramenta de triagem para pacientes com suspeita de infecção grave no hospital.
Sobre sua importância e utilidade clínica, assinale a afirmativa correta.
É utilizado exclusivamente em ambiente de UTI para diagnóstico definitivo de sepse.
Substitui completamente o escore SOFA tradicional na definição de sepse.
Baseia-se principalmente em exames laboratoriais complexos para estratificação de risco.
É ferramenta diagnóstica obrigatória para confirmação de sepse segundo as diretrizes internacionais.
Permite identificação rápida de pacientes fora da UTI com maior risco de desfechos desfavoráveis, utilizando critérios clínicos simples à beira-leito.
Um homem de 35 anos com histórico de deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase apresenta-se no pronto-socorro após uma colisão de motocicleta. Ele apresenta várias lacerações por todo o corpo e elas foram cuidadosamente suturadas sob anestesia local.
Durante a reparação de suas lacerações, ele torna-se cianótico e observa-se uma SpO2 de 85%. É então colocado em uma máscara de não reinalação sem melhora na saturação. Uma gasometria arterial mostra pH de 7,38, PCO2 de 38 mm Hg e PO2 de 360 mm Hg.
Das seguintes opções, o tratamento mais apropriado para a condição desse paciente é
nitrito de amila.
ácido ascórbico.
hidroxicobalamina.
azul de metileno.
glucagon.
Sobre os fármacos utilizados na sequência rápida de intubação (SRI), é correto afirmar que
a SRI é uma técnica que utiliza como pré-medicamentos agentes analgésicos e sedativos, não utilizando bloqueadores neuromusculares.
a cetamina possui efeito broncodilatador e promove aumento na frequência cardíaca e na pressão arterial, podendo ser escolha em pacientes com instabilidade hemodinâmica e choque séptico.
o midazolam é um sedativo com propriedades anticonvulsivantes, preferível em casos de comprometimento hemodinâmico grave (choque).
o fentanil é um analgésico opioide que pode ser usado isolado, devido a seu efeito sedativo, e que possui como efeito adverso taquicardia e hipertensão.
os bloqueadores neuromusculares podem ser divididos em despolarizantes e não despolarizantes, sendo a succinilcolina o principal representante dos agentes não despolarizantes.
Em relação ao desmame da ventilação mecânica e ao processo de extubação, é correto afirmar que
se deve deixar prescrita nebulização com corticoide para evitar edema de vias aéreas.
se deve fazer um período de suspensão de dieta 24 horas antes da extubação.
a falha de extubação é a necessidade de reintubação até 4 dias após a remoção do tubo traqueal.
sepse, excesso de sedação e obstrução alta de vias aéreas estão associados à falha de extubação.
se deve evitar a ventilação não invasiva após extubação pelo aumento do risco de falha por obstrução alta de vias aéreas.
Durante a monitorização hemodinâmica de um paciente internado em unidade de terapia intensiva, foi evidenciada uma razão ΔPCO2/ΔC (a-v)O2 igual a 1,9. A melhor interpretação para esse dado é
perfusão adequada com metabolismo aeróbio predominante.
hipoperfusão persistente com metabolismo anaeróbio predominante.
hiperfluxo tecidual e aumento do débito cardíaco.
baixo débito cardíaco e hiperventilação.
hiperventilação alveolar e hipocapnia arterial.
Homem, 67 anos, em UTI por choque séptico de foco abdominal, encontra-se em uso de noradrenalina em dose crescente. Evolui com glicemias persistentes entre 180–220 mg/dL, apesar de insulina intravenosa, e apresenta gasometria com pH 7,32; HCO₃⁻ 18 mEq/L; PaCO₂ 30 mmHg; lactato 4,5 mmol/L. Potássio sérico: 5,8 mEq/L. Qual é a interpretação fisiopatológica correta e a conduta mais adequada nesse momento?
Acidose metabólica hiperclorêmica – suspender insulina e reduzir vasopressor.
Acidose metabólica láctica com compensação respiratória – otimizar perfusão tecidual.
Acidose respiratória – ajustar parâmetros ventilatórios.
Alcalose metabólica associada ao uso de catecolaminas – corrigir potássio.
Acidose mista – iniciar bicarbonato de sódio imediatamente.
O suporte nutricional na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica é vital, mas ambas as vias, enteral e parenteral, apresentam riscos. Sobre as complicações associadas ao Suporte Nutricional, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas.
(__)A Nutrição Enteral (NE) precoce (iniciada nas primeiras 24-48h), mesmo em doses tróficas, é preferível à Nutrição Parenteral (NP), pois preserva a integridade da mucosa intestinal e atenua a resposta inflamatória sistêmica.
(__)A complicação metabólica mais comum e temida durante a Nutrição Parenteral Total (NPT) prolongada em neonatos e lactentes é a colestase associada à NPT.
(__)A Síndrome de Realimentação é um risco em crianças com desnutrição crônica (ex: Marasmo) que recebem suporte nutricional, caracterizada por hipofosfatemia, hipocalemia e hipomagnesemia.
(__)A principal complicação infecciosa da NPT está relacionada à translocação bacteriana intestinal, decorrente da atrofia das vilosidades.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
V, F, V, V.
F, V, F, V.
V, V, F, F.
V, V, V, F.
Dentre as alternativas abaixo, marque a que NÃO É UMA CONTRAINDICAÇÃO absoluta à trombólise endovenosa no acidente vascular cerebral.
Glicemia capilar de 200 mg/dL.
Pressão arterial ≥ 185x110 mmHg.
NIHSS ≤ 5 com déficit neurológico não-incapacitante.
Suspeita de endocardite infecciosa.
Paciente de 68 anos interna na unidade de terapia intensiva com quadro de insuficiência hepática e insuficiência respiratória aguda, necessitando de intubação orotraqueal. A fim de investigar a origem das disfunções, especialmente pela ausência de familiar ou responsável para fornecer informações, foram solicitados exames complementares. O resultado laboratorial foi HBsAg não reagente, Anti-HBs reagente e Anti-HBc total reagente. A interpretação mais provável para esse perfil sorológico é
hepatite B crônica em replicação.
hepatite C crônica em replicação.
vacinação prévia bem-sucedida.
infecção aguda em fase de janela imunológica.
infecção passada resolvida.
Em pacientes politraumatizados admitidos em UTI, a identificação e o manejo precoce do choque são cruciais. Além dos parâmetros hemodinâmicos clássicos (pressão arterial e frequência cardíaca), a monitorização da perfusão tecidual é essencial. Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta o marcador de perfusão tecidual que é amplamente utilizado na fase inicial do manejo do paciente politraumatizado e se correlaciona com a gravidade do choque e com o prognóstico.
Saturação venosa central de oxigênio.
Saturação venosa mista de oxigênio.
Proteína-C reativa.
Dímero-D.
Lactato.