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Homem de 56 anos, DPOC, chega ao hospital com dispneia intensa, confusão e gasometria: pH 7,25 / pCO2 70/ pO2 58. Neste caso, a conduta inicial é:
intubação orotraqueal imediata.
02 sob cateter nasal.
corticoide oral.
nebulização contínua.
ventilação não invasiva com pressão positiva (VNI).
Mulher de 25 anos é levada pelo irmão à unidade de emergência com alteração na fala, sonolência, lentificação e tontura. O irmão afirma que encontrou a paciente ao lado de 2 cartelas vazias de Clonazepam 2 mg há 20 minutos. Paciente evoluiu com hipotensão e rebaixamento do nível de consciência, necessitando de intubação orotraqueal e suporte ventilatório mecânico. Qual a medicação é indicada nessa situação?
Atropina.
Flumazenil.
Naloxona.
N-acetilcisteina.
Glucagon.
Homem de 62 anos, hipertenso, chega ao pronto-socorro com cefaleia intensa, náuseas e PA de 240x130 mmHg. Ao exame, apresenta confusão mental e papiledema. A conduta inicial mais adequada é:
reduzir a pressão para valores normais nas primeiras 2 horas.
reduzir a PA em até 25% nas primeiras 2 horas, com anti-hipertensivo EV.
iniciar captopril sublingual e reavaliar em 30 minutos.
administrar diurético e manter observação por 24h.
liberar o paciente após melhora clínica.
Paciente com insuficiência respiratória aguda e com peso predito = 70 Kg é intubado e colocado em ventilação controlada a volume (VCV). Qual volume corrente (Vt) inicial é mais apropriado?
210 mL
420 mL
560 mL
700 mL
1000 mL
A cetoacidose diabética é definida pela tríade:
glicemia maior que 250 mg/d; pH arterial < 7,3; Cetonemia positiva.
glicemia maior que 180 mg/d; pH arterial < 7,3; Cetonemia positiva.
glicemia maior que 250 mg/d; pH arterial > 7,3; Cetonemia negativa.
glicemia maior que 250 mg/d; pH arterial > 7,3; Cetonemia positiva.
glicemia maior que 180 mg/d; pH arterial > 7,3; Cetonemia positiva.
Dentre os escores abaixo, qual é o utilizado na SEPSE?
Wells.
Duke.
Heart.
TIMI.
SOFA.
Em trauma com sangramento ativo de extremidade, a medida inicial correta é:
aplicar torniquete imediatamente distal à lesão.
elevar o membro e aguardar.
iniciar reposição volêmica antes de controlar sangramento.
compressão direta sobre o foco do sangramento.
fazer vasodilatador local.
Paciente em UTI, com choque séptico, em uso de noradrenalina, apresenta glicemias persistentemente elevadas (220–260 mg/dL), hipocalemia e acidose metabólica leve. Inicia-se infusão contínua de insulina regular. Nas primeiras horas após o início da insulina, qual é a complicação mais provável e potencialmente grave, que exige monitorização intensiva?
Hipocalemia com risco arrítmico.
Hiperglicemia de rebote.
Hipercalemia aguda.
Hipoglicemia associada à alcalose metabólica.
Acidose respiratória secundária.
Na monitorização da tolerância ou da adequação proteica nos pacientes em terapia nutricional parenteral, quais exames e avaliações devem ser feitos?
Avaliação da função renal com dosagem da creatinina, dosagem de eletrólitos e pesquisa de colestase.
Dosagem sanguínea de amônia, da ureia, da gasometria arterial e cálculo do balanço nitrogenado.
Cálculo do gasto energético pela calorimetria indireta, glicemia plasmática e gasometria arterial.
Cálculo do balanço nitrogenado, trigliceridemia e pesquisa de colestase.
Dosagem sanguínea de amônia, pesquisa de colestase e cálculo do gasto energético pela calorimetria indireta.
Evidências atuais sobre a prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde em unidades de terapia intensiva destacam a importância da integração entre estratégias horizontais e verticais de controle de infecção. Assinale a alternativa que descreve corretamente essa relação.
Estratégias horizontais aplicam-se a patógenos específicos, enquanto estratégias verticais são universais.
Estratégias verticais consistem em medidas universais, como higiene das mãos e bundles assistenciais.
Estratégias horizontais previnem infecções em todos os pacientes, enquanto estratégias verticais são direcionadas a patógenos ou grupos de risco específicos.
As abordagens horizontal e vertical são mutuamente excludentes e devem ser aplicadas de forma alternada.
A aplicação de estratégias horizontais e verticais é opcional e depende apenas do perfil assistencial da unidade.
Paciente masculino, 40 anos, com história de náuseas e vômitos intensos acompanhados por dor abdominal com duração de três dias. É portador de diabete mellitus tipo 2 fazendo uso regular de metformina e dapagliflozina. Relata o uso crônico de álcool e ingestão recente de grande quantidade de cerveja.
Exame físico: PA: 90/60 mmHg, FC: 110 bpm, FR: 28 irpm, consciente, porém confuso. Exames laboratoriais: Na⁺: 144 mEq/L, K⁺: 4,0 mEq/L, Cl⁻: 95 mEq/L, Glicemia: 240 mg/dL, Creatinina: 1,0 mg/dL, Lactato: 6 mmol/L, gasometria arterial pH 7,25, PCO 23 mmHg, HCO3 14 mEq/L.
Assinale a opção que melhor descreve o distúrbio ácido-base desse paciente.
Acidose metabólica simples.
Alcalose respiratória simples.
Acidose metabólica com acidose respiratória (distúrbio duplo).
Acidose metabólica com ânion gap aumentado, alcalose respiratória e acidose metabólica com ânion gap normal (distúrbio triplo).
Acidose metabólica com ânion gap aumentado, alcalose respiratória e alcalose metabólica (distúrbio triplo).
Mulher com 45 anos procura atendimento hospitalar com história de quadro viral recente com queixa de fraqueza importante e dispneia moderada acompanhada por paraparesia ascendente.
No exame físico, a paciente estava acordada e orientada, PA 100/60 mmHg, FC 122 bpm, SatO2 96%, FR 25 irpm, capacidade vital (CV) 13 mL/kg, pressão inspiratória máxima (PI max) -9 cmH20 e pressão expiratória máxima (PEmax) de +20cmH20.
A conduta mais adequada é
observação em UTI com aferição horaria de CV, PImax e PEmax.
cateter nasal de alto fluxo (CNAF).
traqueostomia.
posição prona.
intubação orotraqueal e ventilação mecânica invasiva.
O seguinte hemocomponente está mais frequentemente associado ao desenvolvimento de TRALI (Transfusion-Related Acute Lung Injury):
concentrado de hemácias.
plasma fresco congelado.
plaquetas.
crioprecipitado.
concentrado de granulócitos.
A hipertensão intra-abdominal (HIA) e a síndrome compartimental abdominal (SCA) são condições críticas que podem levar a falência orgânica múltipla e morte.
Em relação ao tema, avalie as afirmações a seguir.
I. A APP é calculada pela fórmula: APP = PAM – PIA, sendo considerada adequada quando ≥ 60 mmHg.
II. A HIA grau II corresponde a valores de PIA entre 16 e 20 mmHg.
III. A SCA é caracterizada por PIA ≥ 20 mmHg associada a disfunção orgânica, e a laparotomia descompressiva frequentemente é o tratamento definitivo.
IV. Medidas conservadoras para reduzir a HIA incluem sedação, uso de relaxantes musculares, drenagem de líquidos intraluminais e restrição de fluidos.
V. A mensuração da PIA deve ser realizada preferencialmente pela via vesical, com o paciente em decúbito dorsal e após instilação de até 25 mL de solução salina na bexiga.
Estão corretas as afirmativas
I, II e III, apenas.
II, IV e V, apenas.
I, III e V, apenas.
II, III e IV, apenas.
I, II, III, IV e V.
Mulher, 72 anos, internada em UTI por choque séptico secundário a pneumonia comunitária grave. Encontra-se em ventilação mecânica (PEEP 12 cmH₂O) e noradrenalina em dose moderada.
Nas últimas 48 horas evolui com:
• Radiografia: congestão pulmonar bilateral.
• Balanço hídrico acumulado: +4.500 mL.
Exames: Creatinina: 1,1 → 4,9 mg/dL; Ureia: 178 mg/dL; Diurese < 200 mL/24h; Potássio: 6,9 mEq/L; pH arterial: 7,15; HCO₃⁻: 13 mEq/L; PaCO₂: 28 mmHg; Lactato: 5 mmol/L.
A indicação mais formal e imediata para iniciar terapia renal substitutiva é
creatinina superior a 4 mg/dL.
oligúria persistente isolada por mais de 24 horas.
ureia superior a 150 mg/dL e sobrecarga volêmica.
lesão renal aguda estágio 3 associada à sepse.
hipercalemia, acidose metabólica e sobrecarga de volume.
Com base nas recomendações atuais, assinale a alternativa que apresenta a indicação para uso de terapia com corticoide injetável (hidrocortisona) no manejo da sepse.
Pacientes com escore SOFA maior ou igual a 2.
Pacientes com escore SOFA maior ou igual a 3.
Após confirmação laboratorial de insuficiência adrenal.
Após confirmação laboratorial de insuficiência adrenal e tireoidiana.
Em pacientes com choque séptico que não respondem adequadamente aos vasopressores e à ressuscitação volêmica adequada (choque séptico refratário).
A milrinona é um agente inotrópico positivo e vasodilatador, possuindo pouca atividade cronotrópica. Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta o efeito e o mecanismo de ação desse medicamento.
É um agente cronotrópico e vasodilatador; via ativação de receptores beta-1 e beta-2.
É um agente inotrópico, cronotrópico e vasodilatador; via ativação de receptores beta-1 e beta-2.
É um agente inotrópico, vasodilatador pulmonar e vasoconstrictor esplâncnico; via ativação de receptores beta-1 e beta-2.
É um agente cronotrópico e vasodilatador; via inibição seletiva da isoenzima fosfodiesterase III do AMP cíclico.
É um agente inotrópico, vasodilatador e que possui pouca atividade cronotrópica; via inibição seletiva da isoenzima fosfodiesterase III do AMP cíclico.
Paciente do sexo masculino, 18 anos, vítima de traumatismos múltiplos, deu entrada na unidade de terapia intensiva e manteve-se internado por longo período. Após estabilização e desmame ventilatório, o paciente evoluiu com desorientação, alucinações visuais e agressividade. Nesse caso, as medicações indicadas para tratamento de delirium são
metadona e lorazepam.
quetiapina e metadona.
biperideno e quetiapina.
biperideno e haloperidol.
dexmedetomidina e haloperidol.
Considerando a Resolução CFM nº 2.173/2017 e a avaliação de morte encefálica, o teste de apneia deverá ser realizado por um dos médicos responsáveis pelo exame clínico e deverá comprovar ausência de movimentos respiratórios com pressão parcial de CO2 no sangue arterial (PaCO2) no mínimo acima de
45 mmHg.
50 mmHg.
55 mmHg.
60 mmHg.
65 mmHg.
Na ventilação mecânica de um paciente com síndrome da angústia respiratória aguda (SARA), a estratégia de proteção pulmonar é fundamental. Qual meta é um dos pilares dessa estratégia para evitar a lesão pulmonar induzida pela ventilação?
Utilizar volume corrente de 10 ml/kg de peso predito.
Manter a pressão de platô abaixo de 30 cmH2O.
Ajustar a pressão expiratória final positiva (PEEP) para o menor valor possível (ex.: 0-2 cmH2O).
Manter a frequência respiratória acima de 20 irpm.
Buscar uma pressão parcial de dióxido de carbono no sangue arterial (PaCO2) abaixo de 35 mmHg.