

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
As técnicas de biópsia com acesso endoluminal têm sido cada vez mais utilizadas na prática clínica. Com base no enunciado, assinale a alternativa CORRETA:
As biópsias com acesso endoluminal são realizadas exclusivamente por cirurgia aberta, sem uso de métodos guiados por imagem.
Essas técnicas utilizam ultrassom e fluoroscopia, podendo empregar pinças do tipo fórceps e bainhas introdutoras.
São indicadas apenas para lesões superficiais, não sendo aplicáveis a tumores de vias biliares ou uroteliais.
Não permitem a realização de procedimentos adicionais no mesmo ato, como drenagens.
Não possuem aplicação em tumores intravasculares.
Paciente masculino, 64 anos, admitido com quadro de sepse de foco pulmonar, apresenta-se com hipotensão arterial e necessidade de vasopressor, ventilação mecânica invasiva por hipoxemia moderada e resultados laboratoriais mostrando nível de lactato arterial de 3,2 mg/dL.
Assinale a afirmativa correta em relação à hiperlactatemia.
O excesso de adrenalina produzida no estresse do paciente grave aumenta a velocidade da glicólise com consequente estímulo na produção de piruvato e lactato. Esse é o principal mecanismo de hiperlactatemia no paciente crítico.
O metabolismo anaeróbico é o principal mecanismo de hiperlactatemia no paciente crítico.
Na sepse, a inibição da enzima piruvato desidrogenase consiste em um mecanismo importante e frequente de aumento da produção de lactato.
A disfunção hepática é um mecanismo comum de aumento da produção de lactato no paciente grave.
Nas infecções pulmonares, a inibição da LDH do pulmão com consequente aumento na conversão de piruvato em lactato se configura em uma causa importante de hiperlactatemia.
KCC feminino 35 anos, dengue confirmada, em unidade de terapia intensiva, evolui com choque. Recebeu duas fases de expansão com soro fisiológico conforme protocolo, sem reversão do quadro. Permanece com sinais de hipoperfusão. Hematócrito encontra-se em ascensão após reposição volêmica adequada. Não há sangramento externo evidente. Qual deve ser a próxima intervenção volêmica indicada?
Iniciar expansor plasmático — albumina 0,5–1 g/ kg.
Transfundir concentrado de hemácias 10–15 mL/ kg.
Transfundir plaquetas profilaticamente.
Iniciar fase de manutenção com 25 mL/kg em 6 horas.
Homem de 66 anos em UTI por choque séptico apresenta creatinina de 1,0 para 3,4 mg/dL e oligúria de 0,2 mL/kg/h por 18 horas. Potássio 5,5 mEq/L, bicarbonato 18 mEq/L, pH 7,31, sem edema pulmonar, sem encefalopatia, pericardite, sangramento atribuível à uremia ou outras manifestações urêmicas. Está em noradrenalina, mas com perfusão em melhora.
A conduta mais apropriada quanto à terapia renal substitutiva é
usar dopamina em baixa dose para evitar diálise.
iniciar diálise imediatamente apenas pelo estágio KDIGO 3.
manter tratamento clínico e vigilância estreita, iniciando diálise se refratariedade ou complicações.
iniciar diálise para normalizar creatinina antes de qualquer ajuste antimicrobiano.
administrar grande carga de cristaloides até normalizar a diurese.
Homem de 54 anos é internado na UTI/CTI devido e episódios de hematêmese há 12 horas. Nos últimos 6 meses, ele teve várias ocorrências semelhantes. O histórico inclui cirrose alcoólica Child-Pugh B, tabagismo de 35 maços-ano e etilismo de quase 1 litro de destilado/ dia há 30 anos. À internação, ele está pálido e diaforético; frequência cardíaca: 103 bpm; pressão arterial: 101 x 69 mmHg; abdome: há distensão acentuada, hepatomegalia e sinais de ascite. Exames séricos: hemoglobina: 9,8 g/dL; leucócitos: 5.000/mm3; plaquetas: 120.000/mm3; albumina: 3,1 mg/dL; razão normatizada internacional (INR): 1,82. Líquido ascítico com 110 células/mm3, sendo 88% de linfócitos. Ele recebe fluidos intravenosos e terlipressina. Nesse momento, o próximo melhor passo no tratamento desse paciente é
indicar a ligadura elástica endoscópica.
iniciar propranolol.
prescrever ceftriaxona intravenosa.
proceder à inserção do balão esofágico.
realizar a transfusão de concentrado de hemácias.
A hipercalemia é um distúrbio eletrolítico potencialmente fatal que requer intervenção imediata em ambiente de terapia intensiva. Dentre as opções terapêuticas, a solução polarizante contendo insulina e glicose é frequentemente utilizada. Considerando o mecanismo de ação, indicações e cuidados na administração da solução polarizante no tratamento da hipercalemia aguda grave, considere a alternativa correta:
A insulina age promovendo o deslocamento do potássio para o meio intracelular, ativando a bomba de sódio-potássio ATPase, enquanto a glicose é administrada para prevenir a hipoglicemia induzida pela insulina.
A solução polarizante é a primeira linha de tratamento na hipercalemia grave com alterações eletrocardiográficas, mesmo na ausência de sintomas, e deve ser administrada antes de medidas de estabilização de membrana, como o gluconato de cálcio.
A dose recomendada de insulina regular na solução polarizante é de 50 a 100 unidades, administradas por via endovenosa em bolus, independentemente do nível sérico de glicose do paciente.
Após a administração da solução polarizante, o monitoramento da glicemia capilar deve ser realizado a cada 30 minutos, enquanto o potássio sérico deve ser dosado após 4 a 6 horas.
A solução polarizante é contraindicada em pacientes com hipercalemia e insuficiência renal aguda ou crônica, devido ao risco de sobrecarga de volume e hipoglicemia prolongada.
Um paciente é internado no CTI por insuficiência respiratória. Apresenta história de asma e falência renal crônica, tendo sido submetido há cinco anos a um transplante renal. Recentemente apresentou um quadro de rejeição pela qual foi tratado. A função renal permanece estável. Tem usado salbutamol e budesonida, mas não conseguiu melhorar seu quadro respiratório.
Na ausculta pulmonar verifica-se sibilos, e a gasometria mostra uma saturação de 89% em ar ambiente com uma leve retenção de CO2. O Rx de tórax demonstra uma hiperinsuflação, mas os campos pulmonares estão limpos.
O seguinte exame pode definir o diagnóstico:
nível sérico do D-dímero.
sorologia para pneumonia atípica.
lavado broncoalveolar.
cintigrafia de ventilação-perfusão pulmonar.
biópsia pulmonar.
Mulher de 68 anos com histórico de hiperlipidemia, hipotireoidismo e câncer gástrico em nutrição parenteral total está atualmente na UTI/CTI após uma pequena hemorragia subdural traumática. No 5º dia de internação, ela evolui com picos febris que persistem apesar da cobertura de antibióticos de amplo espectro com vancomicina e piperacilina-tazobactam. A hemocultura evidencia o crescimento de Candida albicans. Nesse momento, a paciente está bem e hemodinamicamente estável. O melhor tratamento inicial recomendado é
anfotericina B.
anidulafungina.
caspofungina.
fluconazol.
posaconazol.
Homem de 64 anos com histórico de abuso crônico de álcool e insuficiência cardíaca está atualmente se recuperando da excisão de uma grande lesão no ombro direito, suspeita de melanoma. No pós-operatório, ele está apresentando sangramento e secreção no local cirúrgico que persistem apesar do reparo da sutura e da pressão direta por um longo período. Os exames séricos atuais mostram plaquetas: 271.000/mm3; razão normatizada internacional (INR): 1,25; fibrinogênio: 90 mg/dL. O hemoderivado que deve ser administrado a seguir é
crioprecipitado.
concentrado de complexo de protrombina de 4 fatores.
fator VII ativado recombinante.
fator XI recombinante.
plasma fresco congelado.
Homem de 63 anos é internado na UTI/CTI após uma colisão de veículo motorizado. O histórico é notável para depressão, para o qual toma citalopram, além de anafilaxia à cefalosporinas e vancomicina. Após 10 dias de internação, ele permanece intubado e desenvolve febre de 39,9 ºC. Exames séricos mostram: hemoglobina de 7,3 g/dL; leucócitos: 1500/mm3; plaquetas: 40.000/mm3. Hemoculturas de sangue periférico e do cateter venoso central identifica Staphylococcus aureus resistente à meticilina; demais dados de sensibilidade estão em análise. Após a remoção do cateter venoso central, o antibiótico inicial de escolha para esse paciente é
daptomicina.
linezolida.
meropenem.
piperacilina/tazobactam.
vancomicina.
Mulher de 42 anos é internada com quadro de febre e confusão mental. Não se sabe nada do histórico médico. Ao exame físico: temperatura: 38,7 ºC; frequência cardíaca: 149 bpm; frequência respiratória: 34 ipm; pressão arterial: 180 x 54 mmHg; agitada e desorientada. Exames laboratoriais: TSH: menor que 0,1 mUI/L (normal: 0,4 a 4,0); tiroxina livre: 4,9 ng/dL (normal: 0,6 a 1,6). Nesse momento, um plano imediato para farmacoterapia é formulado para incluir betabloqueador, tionamida, iodeto de sódio e corticoide. Nesse cenário, constitui uma precaução recomendada a administração de
betabloqueador antes da tionamida.
corticoide antes do iodeto de sódio.
iodeto de sódio antes da tionamida.
iodeto de sódio antes do bloqueador β-adrenérgico.
tionamida antes do iodeto de sódio.
Um paciente internado no CTI para tratamento de uma sepse de origem ventilatória apresenta um aumento do volume da cavidade abdominal. É instalado um sistema para mensuração da pressão intra-abdominal.
Ao analisarmos esse paciente sob a ótica da hipertensão e da síndrome compartimental abdominal, é correto afirmar que
uma pressão intra-abdominal sustentada igual ou acima de 12 mmHg define a hipertensão intra-abdominal.
uma pressão intra-abdominal igual ou acima de 25 mmHg define a síndrome de compartimento abdominal.
apenas o abdome distendido define o quadro de síndrome compartimental abdominal.
há cinco graus de hipertensão intra-abdominal.
somente uma pressão intra-abdominal igual ou maior que 20 mmHg caracteriza uma síndrome de compartimento abdominal.
São opções para o tratamento da crise tireotóxica, EXCETO:
Benzodiazepínicos.
Tionamidas.
Glicocorticoides.
Betabloqueadores.
Sequestradores de ácidos biliares.
A ressuscitação volêmica é um procedimento comum em pacientes críticos, sendo realizada para melhorar a perfusão tissular em estados de choque. Sobre o conceito de ressuscitação volêmica, é correto afirmar que:
A escolha do fluido a ser administrado é amplamente definida e segue um protocolo rígido, sem variações.
A ressuscitação volêmica é uma intervenção que se baseia apenas na administração de líquidos isotônicos, sem a necessidade de considerar a condição clínica do paciente.
A definição e as práticas relacionadas à ressuscitação volêmica são claras, sem controvérsias, sendo amplamente aceitas por todos os profissionais de saúde.
A escolha do fluido, dose e velocidade de administração na ressuscitação volêmica ainda geram controvérsias, variando conforme o paciente e a situação clínica.
A ressuscitação volêmica é contraindicada em todos os tipos de choque, já que pode agravar a situação clínica do paciente.
Em relação ao suporte nutricional no paciente cirúrgico crítico de acordo com as recomendações do livro “Condutas no Paciente Grave”, de Elias Knobel (2019), assinale a alternativa correta.
A nutrição parenteral total deve ser iniciada precocemente em todos os pacientes cirúrgicos, independentemente da função gastrointestinal.
A via oral ou enteral deve ser evitada nas primeiras 72 horas após grandes cirurgias abdominais.
A nutrição hipocalórica com restrição proteica é preferível no pós-operatório imediato de pacientes críticos.
A suplementação com aminoácidos específicos (como glutamina) é contraindicada em pacientes cirúrgicos graves.
A nutrição enteral precoce está associada à redução de complicações infecciosas e deve ser considerada sempre que o trato gastrointestinal estiver funcional.
Um paciente internado na UTI apresenta hiponatremia hipovolêmica, com natremia de 125 mEq/L, pressão arterial baixa e sinais de desidratação. Considerando as recomendações de Knobel (2006) e de Azevedo et al. (2020), qual é a conduta mais adequada para a correção desse distúrbio?
Infusão cuidadosa de solução salina isotônica (NaCl 0,9%).
Administração de solução salina hipertônica (NaCl 3%) em bólus rápido.
Restrição hídrica rigorosa para evitar sobrecarga hídrica.
Uso de diuréticos tiazídicos para aumentar a excreção de água livre.
Administração de solução glicosada a 5% para diluir o sódio plasmático.
Entre as várias terapêuticas para o paciente com hipertensão intracraniana, as medidas que são consideradas de primeira linha são:
drenagem liquórica por ventriculostomia e terapia osmótica
intubação orotraqueal e ventilação pulmonar mecânica
reposição com albumina e uso de vasopressina
reposição volêmica e uso de dobutamina
Paciente com derrame pleural septado e purulento, com coleções pleurais secundárias à pneumonia redonda (desvio importante de mediastino contralateral à lesão). Há persistência da febre após 5 dias de tratamento com ampicilina 200 mg/kg/dia e dreno pleural simples. Qual é a conduta mais correta no seguimento desse caso?
Troca imediata de antibiótico com cobertura para pneumococo resistente com vancomicina e ceftriaxona.
Troca do tipo de dreno para dreno tipo pigtail.
Manutenção do tratamento, pois a febre está dentro do esperado.
Aumento da dose de ampicilina para 300-400 mg/kg/dia e infusão de fibrinolíticos pleurais.
Troca de antibiótico imediata e VATS (videotoracoscopia).
Um paciente é trazido para o Departamento de Emergência depois que foi encontrado descordado, em sua residência, por um período de tempo desconhecido. Após os primeiros exames, apresenta um quadro de lesão renal aguda. Entre outros, aguarda-se o resultado do valor sérico da CPK para confirmação da possibilidade de rabdomiólise.
Sobre esse quadro, é correto afirmar que
o diagnóstico de rabdomiólise baseia-se em valores de CPK acima de 500 U/I.
complicações precoces devido a necrose musculara incluem a hiperpotassemia e a hipercalcemia.
intoxicação por Ectasy pode ser uma das causas.
a mioglobina conecta-se a um grupo de proteínas que podem obstruir os túbulos renais mas isto pode ser atenuado por uma urina ácida.
a fisiopatologia relaciona-se a destruição e desintegração da musculatura lisa.
Durante a reposição volêmica de um paciente crítico, opta-se por administrar grandes volumes de soro fisiológico 0,9%. Após a infusão, observa-se acidose metabólica hiperclorêmica. Qual mecanismo fisiopatológico explica, de forma mais provável, a alteração descrita?
Diluição do bicarbonato plasmático.
Aumento da produção de ácido lático.
Perda renal de bicarbonato.
Hiperventilação compensatória.
Retenção de dióxido de carbono.