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Um homem de 63 anos, internado em UTI por choque séptico refratário a pneumonia, encontra-se em uso de noradrenalina (0,5 mcg/kg/min), vasopressina (0,03 U/min) e ventilação mecânica. Após otimização volêmica guiada por pressão arterial média (PAM), o paciente mantém lactato sérico de 4,8 mmol/L, oligúria e tempo de enchimento capilar prolongado. A monitorização hemodinâmica mostra:
Qual interpretação é a mais adequada e qual deve ser a conduta prioritária?
O paciente apresenta hipovolemia residual, devendo receber expansão volêmica adicional guiada por Pressão Venosa Central (PVC).
O paciente apresenta baixo débito cardíaco persistente, sugerido por ScvO₂ <70% e ΔCO₂ elevado, sendo indicado iniciar suporte inotrópico (exemplo: dobutamina).
Os valores de PVC e POAP normais indicam adequada pré-carga, portanto não há necessidade de ajustes adicionais no suporte circulatório.
O aumento do ΔCO₂ reflete apenas hipoperfusão periférica, devendo-se priorizar a transfusão sanguínea para melhorar a oxigenação tecidual.
A combinação de ScvO₂ reduzida com ΔCO₂ aumentado sugere excesso de vasoconstrição pela noradrenalina, devendo-se reduzir sua dose.
Homem de 55 anos é internado na unidade de terapia intensiva (UTI) com choque séptico e evidência de opacidade no lobo inferior direito na radiografia do tórax. Não há comorbidades, etilismo ou tabagismo. O paciente é tratado com ceftriaxona, claritromicina, fluidos intravenosos e vasopressores. É realizada uma ultrassonografia em base de hemitórax direito à beira do leito apresentada a seguir:

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)
Considerando a principal hipótese diagnóstica, a conduta adequada é
indicar uma tomografia de tórax com contraste.
indicar ventilação não invasiva.
realizar a toracostomia com tubo.
solicitar uma broncoscopia flexível diagnóstica e terapêutica.
trocar a claritromicina por clindamicina.
O choque séptico é uma das principais causas de óbito em unidades de terapia intensiva. O seu tratamento visa a reduzir a mortalidade e é baseado em metas, como:
igualar pulsos centrais e periféricos
permitir valores de hipertensão permissiva
manter diurese urinária maior que 2 mL/Kg/h
manter a perfusão periférica menor que 4 segundos
Um plantonista de uma unidade de terapia intensiva solicita avaliação médica do urologista para uma paciente de 28 anos, que se interna na unidade já intubada e com história de infecção urinária de repetição. A paciente, mesmo sedada, possui fácies de dor à palpação em região lombar à esquerda e fleimão em flanco esquerdo. Sobre a análise do diagnóstico mais provável, podemos afirmar que:
a patologia da condição descrita se configura como princípio de uma bacteremia espontânea
quando ocorre dentro de um rim pequeno e contraído, os achados radiológicos são bem específicos
essa doença, quando associada a uma dilatação pélvica maciça, é facilmente distinguida da pionefrose
o linfoma renal pode estar associado a um diagnóstico diferencial a ser considerado, porém costuma cursar bilateralmente e não possui cálculos associados
Encontra-se em seu CTI um paciente com diagnóstico suspeito de síndrome hepatorrenal.
Nesse caso, das opções terapêuticas a seguir, assinale a mais eficaz.
Shunt transjugular intra-hepático portossistêmico (TIPS).
Infusão de furosemida a fim de manter um débito urinário de 0,5 mL/kg/h.
Infusão de albumina de 20g/dia.
Terlipressina intravenosa na dose de 0,5-2 mg com intervalo de 4-6 horas.
Infusão de dopamina para suporte do débito cardíaco.
Com relação ao choque séptico, assinale a alternativa CORRETA:
No choque séptico, a lesão endotelial disseminada é comum e leva a diminuição da permeabilidade endotelial com aumento de proteína e líquido para o espaço intersticial.
Os mediadores da diminuição da permeabilidade na sepse incluem proteína de ligação à heparina, trombomodulina solúvel, angiopoetina-2, fosfato de esfingosina-1, com exceção dos peptídios natriuréticos.
A ligação do PAR-1 pela proteína C ativada e a trombina em baixa dose é citoprotetora, enquanto a estimulação do PAR-1 pela trombina em alta dose aumenta a permeabilidade endotelial.
Várias vias de permeabilidade endotelial alterada têm sido implicadas na sepse, com exceção do receptor ativado por protease do tipo 1, betacatenina e complexo p120-catenina.
Homem de 49 anos está no 8º dia de internação na UTI/ CTI devido à pancreatite aguda grave. A tomografia computadorizada de hoje mostra necrose pancreática sem formação de gás. O paciente tem estado persistentemente febril e sua contagem de leucócitos está atualmente em 21.520/mm3 (era de 15.100/mm3 à admissão). A aspiração por agulha fina confirma o diagnóstico de necrose pancreática infectada. Além de antibioticoterapia, o próximo melhor passo na condução desse paciente é
colocação de dreno guiado por imagem e necrosectomia aberta, se necessário.
colocação de dreno guiado por imagem e desbridamento retroperitoneal assistido por vídeo, se necessário.
desbridamento retroperitoneal assistido por vídeo, quando o paciente estiver estável o suficiente para a cirurgia.
necrosectomia aberta, assim que o paciente estiver estável o suficiente para a cirurgia.
ressuscitação agressiva de fluidos, nutrição parenteral oral e realização de jejunostomia.
Paciente de 33 anos do sexo feminino dá entrada no prontosocorro com dor abdominal e é diagnosticada com pancreatite aguda de etiologia biliar. Solicitada internação hospitalar, além de prescrição de dieta zero, hidratação e sintomáticos. Antes de subir à enfermaria, 12h após solicitada a internação, evolui com oligúria, piora da função renal e hipotensão refratária a expansão volêmica, sendo iniciada noradrenalina a 0,15mcg/kg/min.
Além de conversão da vaga para unidade de terapia intensiva e passagem de acesso venoso central, a melhor conduta, entre as elecadas a seguir, seria
iniciar meropenem.
iniciar piperacilina-tazobactam.
iniciar ceftriaxona e metronidazol.
iniciar ciprofloxacino e metronidazol.
não iniciar antimicrobianos neste momento.
Homem, 64 anos, com pneumonia comunitária grave, evolui com choque séptico. Após reposição inicial com 30 mL/kg de cristaloide balanceado, mantém PAM 55 mmHg, lactato 4,2 mmol/L e débito urinário <0,3 mL/kg/h. Está em ritmo sinusal, FC 118 bpm, sem sinais de disfunção ventricular direita ou esquerda ao ecocardiograma à beira-leito. Segundo as recomendações atuais da Surviving Sepsis Campaign 2021 e evidências de ensaios clínicos, qual é a conduta farmacológica inicial mais apropriada para suporte vasopressor nesse paciente?
Iniciar dopamina em infusão contínua, por ter efeito inotrópico e ser útil em pacientes com bradicardia.
Administrar vasopressina em baixa dose (0,03 UI/min) como droga de escolha inicial.
Iniciar noradrenalina como vasopressor de primeira linha, titulando para manter PAM ≥65 mmHg.
Utilizar adrenalina como droga inicial, preferindo-a à noradrenalina em pacientes com choque séptico.
Iniciar fenilefrina, pois é agonista α1 puro e evita taquiarritmia associada a catecolaminas mistas.
Recomenda-se a nitroglicerina intravenosa visando-se à redução do tempo de internação, mortalidade intra-hospitalar e taxa de reinternação hospitalar.
Certo
Errado
Um paciente de 57 anos, alcoólico, portador de doença hepática (classe B de Child-Pugh) é admitido após um episódio de sangramento digestivo alto e ascite volumosa. Foi intubado e colocado em ventilação mecânica para a realização de uma endoscopia digestiva alta de urgência aonde foram realizadas ligaduras em três varizes esofageanas. No dia seguinte, uma tentativa de desmame da ventilação mecânica falha e é reiniciada a sedação.
Para otimizar este desmame a próxima conduta deve ser
colocar um dreno para retirada do líquido ascético e repor albumina 20% - 100mL para cada 3L retirados.
iniciar terlipressina IV.
instalar ventilação não invasiva.
prescrever espironolactona e repetir a tentativa de desmame.
tentar o desmame ventilatório após 48 h de ventilação controlada.
O anestesista que está em sala com um paciente submetido a uma apendicectomia, liga para o CTI comunicando que suspeita que o paciente esteja apresentando um caso de hipertermia maligna.
Um indicador precoce de hipertermia maligna seria
alcalose metabólica.
hipertermia.
hipercapnia progressiva.
mioglobinúria.
uso de succinilcolina.
Das intervenções a seguir, assinale a que demonstrou melhor potencial benefício na redução da incidência de nefropatia induzida por contraste em pacientes críticos com lesão renal aguda submetidos a tomografia computadorizada com contraste.
Uma carga de cristaloide venoso.
N-acetilcisteína intravenosa.
Usar um agonista do receptor de D1.
Infusão de dose baixa de dopamina.
Utilizar contrastes de alta osmolaridade.
Uma paciente de 43 anos internada no CTI inicia um quadro de arritmia cardíaca com dor torácica. No exame físico apresenta pressão arterial de 70/50 mmHg, frequência respiratória de 30 incursões por minuto e saturação de oxigênio a 98% com 8L de oxigênio. O monitor cardíaco revela uma taquicardia irregular de complexo estreito com resposta ventricular em 160 a 170 batimentos por minuto.
A conduta seguinte mais apropriada é
bolus intravenoso de 5 mg de verapamil.
massagem no seio carotídeo.
300 mg de amiodarona intravenosa.
bolus de adenosina de 6 mg IV.
cardioversão elétrica sincronizada sob sedação.
Um paciente de 55 anos que trabalha em uma fazenda é internado com alteração do nível de consciência, agitação psicomotora e tremores.
No exame físico verifica-se uma FC de 40 bpm, PA de 85/40 mmHg e sibilos difuso na ausculta pulmonar. Seu Rx de tórax revela imagem compatível com pneumonia por broncoaspiração. Seu acompanhante confirma que o quadro começou com o paciente apresentando vômitos e informa que ele é saudável, mas que, por estar vivenciando problemas financeiros, estava bastante deprimido.
A conduta seguinte mais apropriada é
atropina 1 mg.
diazepam 10 mg.
intubação e ventilação com uso de rocurônio.
infusão de metaraminol.
pralidoxima em infusão rápida de 30 mg/kg.
Uma grávida de 40 anos, com 41 semanas de gestação, encontra-se em trabalho de parto com 6 cm de dilatação. Ela é gesta 3 com 2 partos vaginais prévios. É trazida ao CTI após queixas de cefaleia e dor torácica, apresentando, na admissão, taquicardia sinusal, hipotensão arterial e taquipneia. Uma cardiotocografia mostrou sofrimento fetal. Em seguida a um quadro de dessaturação para 83% em ar ambiente, apresenta queda do sensório e convulsão tônico-clônica. Seus exames laboratoriais apresentam: hemoglobina 9,5g/dL, plaquetas 89.000, PTTA 54 segundos, tempo de protrombina 23 segundos, fibrinogênio 110mg/dL, e gasometria arterial com pH 7,30, PO2 55mmHg, PCO2 38mmHg, HCO3 14 mEq/L. O Rx de tórax estava normal e o ECG mostrava um padrão de esforço miocárdico.
O diagnóstico mais provável é
sepse.
embolia pulmonar.
embolia por fluido amniótico.
descolamento prematuro de placenta.
eclampsia.
Um homem de 67 anos encontra-se no CTI com um quadro de parada cardiorrespiratória. A equipe segue o protocolo do ACLS, mas encontra dificuldades para obter um acesso venoso.
Nessa situação, a melhor estratégia para administração de medicamentos seria
punção e inserção de uma agulha intraóssea.
administração via intramuscular.
administração via tubo endotraqueal.
dissecção e cateterização da safena.
inserção de um cateter venoso central guiado por ultrassonografia.
Chega a seu plantão no CTI uma paciente oriunda do Centro Cirúrgico após incisão e drenagem de um abscesso na coxa. Ela reclama de náusea e dor no local cirúrgico. Ao exame físico apresenta taquicardia sinusal mensurada em 140 bpm mas com ausculta cardíaca normal, como também a ausculta pulmonar, sem alterações no exame abdominal, temperatura axilar de 39 oC e pressão arterial de 80/30 mmHg. Está agitada, confusa e sudoreica. Apresenta-se com uma linha venosa periférica com infusão de 100mL/h e paracetamol venoso devido a ser alérgica a dipirona.
A abordagem prioritária nesse momento deve ser
dantrolene intravenoso.
iniciar antibioticoterapia baseada em betalactâmicos e clindamicina.
tomografia computadorizada da coxa.
administrar imunoglobulina intravenosa.
revisão cirúrgica.
Uma paciente de 19 anos com história de depressão é trazida para o CTI por suspeita de intoxicação por medicamentos. Apresenta uma escala de coma de Glasgow de 11 (E3V4M4). No laboratório colhido encontra-se uma glicemia de 120 mg/dL e uma acidose metabólica importante.
Apresentou em seguida uma convulsão tônico-clônica que durou dois minutos, autolimitada. Durante o período pós-ictal o ECG mostrou uma taquicardia de complexo largo com frequência de 120 bpm.
A conduta imediata mais apropriada é
amiodarona intravenosa.
cardioversão elétrica.
bicarbonato de sódio intravenoso.
benzodiazepínico intravenoso.
esmolol intravenoso.
Uma paciente de 30 anos, obesa, gestante, até então sem complicações, chega na Emergência com dor abdominal, diarreia e rotura das membranas. Encontra-se taquicárdica, com pressão arterial em 80/42 mmHg e temperatura axilar de 37 ºC. O Intensivista é chamado para discutir a conduta diagnóstica/terapêutica.
Assinale a afirmativa correta acerca dessa conduta.
Como a paciente não está em trabalho de parto, deve ir embora e retornar quando apresente contrações uterinas.
Iniciar Amoxacilina com Clavulanato oral e deixá-la em observação na Emergência.
O diagnóstico diferencial deve incluir tromboembolismo e, caso confirmado, iniciar o tratamento já que é uma das causas principais de morte materna.
Imunoglobulina intravenosa deve ser considerada.
Sepse na gravidez á mais comumente causada pelo estreptococo alfa-hemolítico.