Imagem de fundo

Um homem de 63 anos, internado em UTI por choque séptico...

Um homem de 63 anos, internado em UTI por choque séptico refratário a pneumonia, encontra-se em uso de noradrenalina (0,5 mcg/kg/min), vasopressina (0,03 U/min) e ventilação mecânica. Após otimização volêmica guiada por pressão arterial média (PAM), o paciente mantém lactato sérico de 4,8 mmol/L, oligúria e tempo de enchimento capilar prolongado. A monitorização hemodinâmica mostra:


  1. PVC: 11 mmHg.
  2. Pressão de oclusão da artéria pulmonar (POAP): 15 mmHg.
  3. ScvO₂: 58%.
  4. ΔCO₂ veno-arterial (gap CO₂): 9 mmHg.


Qual interpretação é a mais adequada e qual deve ser a conduta prioritária?


A

O paciente apresenta hipovolemia residual, devendo receber expansão volêmica adicional guiada por Pressão Venosa Central (PVC).


B

O paciente apresenta baixo débito cardíaco persistente, sugerido por ScvO₂ <70% e ΔCO₂ elevado, sendo indicado iniciar suporte inotrópico (exemplo: dobutamina).


C

Os valores de PVC e POAP normais indicam adequada pré-carga, portanto não há necessidade de ajustes adicionais no suporte circulatório.


D

O aumento do ΔCO₂ reflete apenas hipoperfusão periférica, devendo-se priorizar a transfusão sanguínea para melhorar a oxigenação tecidual.


E

A combinação de ScvO₂ reduzida com ΔCO₂ aumentado sugere excesso de vasoconstrição pela noradrenalina, devendo-se reduzir sua dose.