

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
Uma paciente de 22 anos e 50 kg interna no CTI com história de ingestão de 50 comprimidos de amitriptilina de 50 mg. Encontrase no momento em Glasgow 8 (E2 V2 M4) Ao ECG apresenta taquicardia sinusal com QRS de 160 ms e prolongamento do QT, 440 ms. Foi intubada na Emergência aonde iniciaram uma infusão de bicarbonato de sódio. No CTI, permanece taquicárdica, hipotensa e com QRS alargado.
Nesse caso, o seguimento do tratamento é
solução de salina hipertônica a 3% IV.
infusão de uma emulsão lipídica a 20%.
magnésio 2 g IV.
lidocaína 1,5 mg/kg em bolus.
repetir a infusão de 50 mL de bicarbonato de sódio a 8,4%.
Mulher de 33 anos é internada na UTI/CTI por dispneia e disfunção hepática aguda. Os sintomas começaram há 2 semanas com uma infecção aparente do trato respiratório superior, tosse e febre. Posteriormente, ela desenvolveu queixas de fadiga progressiva, fraqueza e dispneia. Ela evolui com piora da dispneia, hipoxemia crescente, exigindo intubação endotraqueal. A paciente fica hipotensa e oligúrica, apesar de repetidos bolus de fluidos intravenosos. Exames séricos: aspartato aminotransferase: 689 U/L; alanina aminotransferase: 580 U/L. Eletrocardiograma: taquicardia sinusal, com alterações inespecíficas do segmento ST. O cateterismo da artéria pulmonar (AP) é realizado e mostra pressão do átrio direito: 14 mmHg; pressão da artéria pulmonar: 43 x 26 mmHg; a pressão da cunha capilar pulmonar (wedge): 22 mmHg; índice cardíaco: 1,3 L/min/m2; resistência vascular sistêmica: 1250 dynes/seg/cm−5. Qual é o mais provável diagnóstico dessa paciente?
Choque séptico.
Embolia pulmonar.
Infarto agudo do miocárdio.
Miocardite aguda.
Insuficiência mitral aguda.
Um paciente jovem está internado no CTI para tratamento de uma pneumonia comunitária mantido em sedação com altas doses de propofol para controle de sua agitação. Apresenta em sua gasometria venosa uma acidose metabólica não explicada considerando-se então o diagnóstico de síndrome da infusão do propofol.
Dos seguintes fatores, assinale o que pode corroborar esse diagnóstico.
Inversão de onda T.
Bradicardia.
Níveis altos de transaminase sérica.
Icterícia.
Fibrilação atrial.
Assinale a alternativa que apresenta uma causa de hipocalcemia (nível de cálcio reduzido) em pacientes críticos.
Hiperparatireoidismo.
Síndrome de lise tumoral.
Mieloma múltiplo.
Doença de Paget.
Insuficiência de suprarrenal.
As alternativas abaixo apresentam fatores limitantes na aplicabilidade da variação da pressão de pulso e da variação do volume sistólico como preditores fidedignos de resposta à fluidoterapia. O fator limitante que pode cursar com efeito falso-negativo é:
Arritmias.
Disfunção ventricular direita.
Aumento da pressão intra-abdominal.
Ventilação espontânea.
Baixa complacência pulmonar.
Convulsão é um sintoma comum em pacientes que estão no fim de vida. A medicação utilizada como profilaxia em pacientes com alto risco de convulsão é:
gabapentina
levetiracetam
midazolam
fenitoína
Um paciente do CTI deve ser submetido a uma tomografia computadorizada com contraste.
Para avaliar o risco de nefropatia associada ao uso do contraste, das seguintes situações, a que provoca o aumento do risco de nefropatia induzida por contraste é
idade acima de 65 anos.
diabetes independente da função renal estar normal.
falência cardíaca.
gênero feminino.
doença hepática.
Você é chamado para avaliar um paciente portador de traqueostomia percutânea que se encontra agitado. O oxímetro marca 85%. A enfermeira colocou o paciente em um circuito enriquecido com FiO2 de 100% após retirar a cânula interna. Ao tentar ventilar o paciente com uma bolsa você encontra forte resistência à passagem do ar. O sinal da capnografia está fraco, sem formação de onda. O paciente está apresentando sudorese profusa e agitação.
O primeiro passo mais apropriado é
tentar introduzir um cateter de aspiração pela cânula.
broncoscopia para verificar a posição da cânula.
aplicar um PEEP 5-10 cm H20 no circuito instalado.
esvaziar o balão da cânula de traqueostomia.
remover a cânula e proceder a intubação oro traqueal.
Assinale a alternativa correta sobre a insuficiência renal aguda causada pela síndrome hemolítico-urêmica (SHU).
A SHU é predominantemente causada por mutações genéticas hereditárias, sendo raramente associada a infecções bacterianas.
A insuficiência renal aguda na SHU é causada principalmente pela destruição dos túbulos renais, sem envolvimento glomerular significativo.
A principal manifestação laboratorial da SHU relacionada à insuficiência renal aguda é a presença de proteinúria severa associada a hemólise discreta.
A forma típica da SHU geralmente ocorre após infecções gastrointestinais por Escherichia coli produtora de shiga, mas outros agentes também podem estar associados com a SHU, como pneumonias pelos Streptococcus pneumoniae.
A terapia antibiótica precoce nas diarreias é recomendada para prevenir a progressão da SHU causada por infecções bacterianas.
A sepse é uma síndrome extremamente prevalente, com elevada morbidade e mortalidade e altos custos em pacientes hospitalizados. Nesse contexto, são medidas de prevenção de sepse hospitalar, EXCETO:
Higiene das mãos.
Redução de infecção por bactérias multirresistentes.
Uso prolongado de ventilação mecânica com sistema fechado.
Detecção precoce de casos de infecção e tratamento direcionado.
Higienização adequada dos ambientes hospitalares.
Paciente de 16 anos vítima de acidente automobilístico teve alta do pronto-socorro municipal com sequelas neurológicas. Alguns anos depois, dá entrada em outro hospital por pneumonia aspirativa evoluída para óbito. Qual é a conduta correta a ser realizada pelo plantonista da UTI?
Preencher atestado de óbito constando: Parte I Traumatismo craniano.
Preencher atestado de óbito constando: Parte I Pneumonia aspirativa.
Preencher atestado de óbito constando: Parte I Sequelas de traumatismo intracraniano.
Preencher atestado de óbito constando: O Traumatismo craniano deve constar na parte II.
Preencher o encaminhamento para o Instituto Médico-Legal (IML), pois, nesses casos, somente o perito pode preencher a DO.
Com relação a reposição volêmica inicial ao choque, é recomendado segundo o ATLS:
Solução isotônica aquecida e a dose habitual é de 1 litro para adultos e 20ml/kg para crianças pesando menos que 40Kg, sendo que nesses valores já devem estar incluídos o volume administrado no atendimento pré-hospitalar.
Solução isotônica aquecida e a dose habitual é de 2 litros para adultos e 15ml/kg para crianças pesando menos que 40Kg, sendo que nesses valores já devem estar incluídos o volume administrado no atendimento pré-hospitalar.
Solução isotônica aquecida e a dose habitual é de 1 litro para adultos e 10ml/kg para crianças pesando menos que 40Kg, sendo que nesses valores já devem estar incluídos o volume administrado no atendimento pré-hospitalar.
Solução isotônica aquecida e a dose habitual é de 2 litros para adultos e 20ml/kg para crianças pesando menos que 40Kg, sendo que nesses valores já devem estar incluídos o volume administrado no atendimento pré-hospitalar.
O principal distúrbio eletrolítico que pode ser causado pelo uso de succinilcolina é
hipercalemia.
hipertermia maligna.
hiponatremia.
hipercalcemia.
hipofosfatemia.
Paciente internado em unidade de terapia intensiva, com quadro de insuficiência renal, apresenta a seguinte gasometria arterial: pH = 7,22; PCO2 = 26 mmHg; HCO3 = 12 mEq/l, SatO2 = 97%. O distúrbio eletrolítico que esse paciente apresenta é:
acidose metabólica
acidose respiratória
alcalose mista
acidose mista
Um homem de 68 anos, com histórico de infarto prévio, insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER), classe funcional III (NYHA), é admitido na UTI com quadro de dispneia intensa há 12 horas. Ao exame, está taquipneico (FR 30 irpm), SpO₂ 88% em ar ambiente, PA 85x55 mmHg, FC 112 bpm, turgor jugular aumentado, estertores bibasais, extremidades frias e perfusão capilar lenta. Lactato 3,9 mmol/L. Gasometria: pH 7,32, PaCO₂ 48 mmHg, PaO₂ 62 mmHg e HCO₃⁻ 21 mEq/L. Ecocardiograma à beira-leito mostra fração de ejeção de 25%, cavidades esquerdas dilatadas e disfunção ventricular direita moderada. Qual é a conduta mais adequada e prioritária para o manejo inicial desse paciente?
Iniciar diurético de alça em altas doses endovenosas para rápida resolução do edema pulmonar.
Administrar nitroprussiato de sódio para redução da pós-carga e melhora da contratilidade cardíaca.
Iniciar norepinefrina e considerar dobutamina para suporte hemodinâmico e melhora da perfusão.
Intubação orotraqueal imediata para proteção de via aérea e controle da hipoxemia.
Administrar betabloqueador de curta ação para controle da frequência cardíaca e reduzir consumo de O₂.
Assinale a alternativa que descreve corretamente o perfil de choque apresentado, de acordo com o quadro clínico e o respectivo tratamento preconizado.
Lactente, 9 meses, com vômitos e diarreia líquida (15 episódios por dia), há 4 dias, sem febre. FC = 198 bpm; PA = 68 x 33 (40) mmHg; pulsos finos; extremidades frias; rebaixamento de nível de consciência: choque hipovolêmico – expansão com cristaloides (40 mL/kg) e adrenalina EV contínua, se ausência de melhora.
Lactente, 1 ano e 4 meses, com diagnóstico de leucemia linfoide aguda, apresenta febre, inapetência e queda do estado geral há dois dias. Realizou quimioterapia há sete dias. FC = 178 bpm; PA = 63 x 30 (40) mmHg; pulsos finos; extremidades frias; rebaixamento de nível de consciência: choque hipovolêmico – expansão com cristaloides até melhora dos sinais de hipoperfusão, sem indicação de droga vasoativa.
Adolescente, com febre, cefaleia, vômitos e queda do estado geral, há dois dias. Há algumas horas, início de lesões purpúricas e petéquias. Há algumas horas. FC = 138 bpm; PA = 78 x 38 (49) mmHg; pulsos finos; rebaixamento de nível de consciência: choque séptico – antibioticoterapia, expansão com cristaloides e noradrenalina EV, se a ausência de melhora hemodinâmica.
Menina, 3 anos, com diagnóstico de linfoma de Hodgkin primário de mediastino, apresenta palidez cutânea, sudorese e queda do estado geral há 24 horas. Realizou radioterapia há 15 dias. FC = 154 bpm; hipofonese de bulhas; turgência jugular; PA = 66 x 38 (45) mmHg; pulsos finos; rebaixamento de nível de consciência: choque séptico – antibioticoterapia, expansão com cristaloides e adrenalina EV, se ausência de melhora hemodinâmica.
Homem, 35 anos, vítima de acidente automobilístico, apresenta TCE grave (GCS 6). Na UTI, está sedado, intubado e ventilado mecanicamente. O monitor de pressão intracraniana (PIC) mostra valores persistentes de 28 mmHg, e a pressão arterial média é 70 mmHg. Considerando fisiopatologia, monitorização e manejo da HIC, assinale a alternativa correta.
A PIC elevada é principalmente causada por aumento da pressão venosa central, sendo independente do volume cerebral ou do fluxo sanguíneo cerebral.
Hiperventilação prolongada deve ser usada rotineiramente em todos os pacientes com HIC para reduzir o risco de lesão cerebral.
Sedação profunda não contribui para a redução da PIC, e apenas diuréticos osmóticos têm efeito relevante.
O aumento da PIC não está associado a pior prognóstico ou maior mortalidade em TCE grave.
A manutenção da pressão de perfusão cerebral (PPC = PAM – PIC) adequada é crucial. O objetivo recomendado é PPC ≥60 mmHg, evitando isquemia cerebral e lesão secundária.
Homem, 68 anos, histórico de infarto agudo do miocárdio com disfunção ventricular esquerda grave (FE 28%), é admitido em UTI com hipotensão persistente (PAM 50 mmHg), oligúria e lactato sérico 5,2 mmol/L, apesar de reposição volêmica. Avaliação pelo cateter de artéria pulmonar mostra débito cardíaco baixo, pressão capilar pulmonar elevada e resistência vascular sistêmica aumentada. Em relação à fisiopatologia do choque cardiogênico, assinale a alternativa correta.
A principal alteração hemodinâmica é o aumento do débito cardíaco com redução da resistência vascular sistêmica.
O choque cardiogênico envolve redução do débito cardíaco devido à disfunção contrátil, levando à congestão venosa sistêmica e hipoperfusão tecidual.
A hipotensão ocorre primariamente por vasodilatação periférica induzida por mediadores inflamatórios, sendo o débito cardíaco geralmente preservado.
O aumento da pressão de enchimento ventricular direito é compensatório e indica hiperperfusão renal.
O choque cardiogênico depende exclusivamente de disfunção ventricular direita, enquanto a função esquerda é irrelevante para a instabilidade hemodinâmica.
Homem de 48 anos é encontrado em coma após não ser visto por pelo menos dois dias. Ele necessita de intubação endotraqueal e é internado na UTI.
A tomografia realizada é mostrada a seguir:

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)
Em relação ao manuseio desse paciente, é correto afirmar que a
angiotomografia de crânio deve ser realizada seguida de clipagem do aneurisma.
anticoagulação com heparina intravenosa é indicada para prevenir a expansão do dano neurológico.
dexametasona deve ser iniciada na dose de 16 mg/dia.
hemicraniectomia precoce melhora a sobrevida.
terapia de reperfusão endovenosa seguida de terapia endovascular é o próximo passo no tratamento.
Homem, 62 anos, internado em UTI com sepse abdominal grave, apresenta PAM 50 mmHg, lactato 6 mmol/L e oligúria persistente, mesmo após expansão volêmica adequada (30 mL/kg de cristaloide) e titulação de noradrenalina a 0,3 μg/kg/min. A equipe discute o uso combinado de vasopressores para otimizar perfusão. Assinale a alternativa correta com base em fisiologia, farmacologia e evidências clínicas.
Dopamina é preferida como adição à noradrenalina, devido a menor risco de arritmia e maior efeito inotrópico, sendo recomendada em todos os pacientes refratários.
Adrenalina deve ser evitada em choque séptico refratário, pois sempre aumenta mortalidade independentemente da dose.
Fenilefrina deve ser combinada rotineiramente com noradrenalina para todos os pacientes com choque séptico refratário, devido à sua pureza a1.
Vasopressina em baixa dose (0,03 U/min) pode ser adicionada à noradrenalina em choque séptico refratário, atuando em receptores V1 vasculares e permitindo a redução da dose de catecolamina sem o aumento da mortalidade.
O uso combinado de vasopressores não é baseado em evidências. Apenas a titulação da noradrenalina é recomendada.