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Homem, 62 anos, internado em UTI com sepse abdominal grave, apresenta PAM 50 mmHg, lactato 6 mmol/L e oligúria persistente, mesmo após expansão volêmica adequada (30 mL/kg de cristaloide) e titulação de noradrenalina a 0,3 μg/kg/min. A equipe discute o uso combinado de vasopressores para otimizar perfusão. Assinale a alternativa correta com base em fisiologia, farmacologia e evidências clínicas.
Dopamina é preferida como adição à noradrenalina, devido a menor risco de arritmia e maior efeito inotrópico, sendo recomendada em todos os pacientes refratários.
Adrenalina deve ser evitada em choque séptico refratário, pois sempre aumenta mortalidade independentemente da dose.
Fenilefrina deve ser combinada rotineiramente com noradrenalina para todos os pacientes com choque séptico refratário, devido à sua pureza a1.
Vasopressina em baixa dose (0,03 U/min) pode ser adicionada à noradrenalina em choque séptico refratário, atuando em receptores V1 vasculares e permitindo a redução da dose de catecolamina sem o aumento da mortalidade.
O uso combinado de vasopressores não é baseado em evidências. Apenas a titulação da noradrenalina é recomendada.