Questões de Concurso sobre Medicina Intensiva

 
 
Disciplina
Assunto 1
Banca
Instituição
Cargo
Ano
Carreira
Área de formação
Escolaridade
Dificuldade
 
Comentários:
Professores
Alunos
Meus Comentários
Vídeo
 
Minhas questões:
Resolvidas
Não resolvidas
Certas
Erradas
 
Tipo de questão:
Certo e errado
Múltipla escolha
Incluir questões:
Anuladas
Desatualizadas
 
Questões:
Todas as questões
 
Filtro simplificado
 
Questões
Todas as questões
 
4.211 questões encontradas
Questões por página
20
Mais recentes
 

Durante a internação em UTI, um paciente de 32 anos evolui com morte encefálica confirmada após trauma cranioencefálico grave. A equipe de terapia intensiva inicia o protocolo de avaliação, enquanto o serviço de transplantes é acionado para possível captação de órgãos. Um médico recém-ingresso na equipe manifesta dúvidas sobre as responsabilidades éticas envolvidas no processo, especialmente quanto ao diagnóstico de morte e à abordagem da família. Com base no Código de Ética Médica e nas normas referentes a transplantes de órgãos e tecidos, assinale a alternativa INCORRETA


A

Participar direta ou indiretamente da comercialização de órgãos ou tecidos humanos constitui grave violação ética e é expressamente proibido.


B

O médico transplantador pode participar do diagnóstico de morte encefálica desde que não assine o protocolo oficial, apenas forneça pareceres técnicos não vinculantes à decisão final.


C

É proibido retirar órgão de doador vivo que seja juridicamente incapaz, ainda que exista autorização formal de seu representante legal, exceto nas situações expressamente previstas por lei.


D

É dever do médico esclarecer familiares, doadores vivos e receptores sobre riscos inerentes aos exames e procedimentos relacionados ao transplante


E

É vedado ao médico usar de sua posição hierárquica para impedir, por motivo de crença religiosa e/ou convicção filosófica, que a equipe de transplantes aborde a família de um potencial doador.

Dentre as opções abaixo, qual NÃO se enguadra como indicação de intubação orotraqueal?


A

Obstrução de vias aéreas.


B

Drive respiratório diminuído.


C

Hiроxemia refratária.


D

Escala de glasgow 10.


E

Instabilidade hemodinâmica grave.

Paciente politraumatizado pós-acidente de carro chega com Glasgow 14, FR 28 irpm, PA 100x60 mmHg. No exame primário (ABCDE), a prioridade imediata é:


A

imobilização cervical e controle da via aérea se necessário.


B

tomografia de crânio.


C

sondagem vesical para monitoração do débito urinário.


D

administração de antibiótico profilático.


E

lavagem peritoneal diagnóstica.

Paciente feminino, 32 anos, foi admitida no Hospital Naval Marcilio Dias após sofrer queimaduras extensas em um incêndio em sua residência. Ela apresentava queimaduras de segundo grau profundo que cobriam aproximadamente 60% de sua superficie corporal total (SCT). A paciente pesava 55 Kg, estava consciente, lúcida e orientada, porém apresentava fácies de dor e desconforto. Sinais vitais: FC 120 bpm, PA: 90 x50 mmhg, FR: 24 irpm e Sat02 93% em ar ambiente. O oficial médico decidiu iniciar reanimação hídrica imediata. A melhor forma para iniciar a reanimação hídrica dessa paciente é:


A

administrar 4 mL x peso (kg) x SCQ (%) de solução de ringer lactato nas primeiras 24 horas, dividindo o volume total em duas metades: uma nas primeiras 8 horas e a outra nas 16 horas seguintes.


B

administrar 20 mL x peso (kg) x SCQ (%) de solução de ringer lactato nas primeiras 24 horas, dividindo o volume total em duas metades: uma nas primeiras 8 horas e a outra nas 16 horas seguintes.


C

administrar 8 mL x peso (kg) x SCQ (%) de solução de ringer lactato nas primeiras 24 horas, dividindo o volume total em duas metades: uma nas primeiras 8 horas e a outra nas 16 horas seguintes.


D

administrar 4 mL x peso (kg) x SCQ (%) de solução de ringer lactato nas primeiras 24 horas, dividindo o volume total em duas metades: uma nas primeiras 12 horas e a outra nas 12 horas seguintes.


E

administrar 40 mL x peso (kg) x SCQ (%) de solução de ringer lactato nas primeiras 24 horas, dividindo o volume total em duas metades: uma nas primeiras 8 horas e a outra nas 16 horas seguintes.

Sobre a classificação de Mallampati, é correto afirmar que:


A

a classe I indica mais dificuldade de intubação do que a classe IV.


B

na classe IV, observa-se a úvula por inteiro.


C

na classe II, não se observa o palato mole.


D

a classe V é o preditor de maior dificuldade para intubação.


E

a classe III prediz moderado grau de dificuldade para intubação.

Pneumonia adquirida na comunidade: quais critérios definem pneumonia grave para considerar UTI segundo IDSA/ATS 2019?


A

CURB-65 >= 2 isoladamente define obrigatoriamente UTI.


B

PaO2/FiO2 <= 300 isoladamente é critério maior.


C

1 critério maior (ventilação mecânica invasiva ou choque séptico com vasopressor) ou >= 3 critérios menores.


D

Procalcitonina elevada é critério maior de gravidade.

Em relação aos distúrbios hídricos na cetoacidose diabética (CAD), assinale a alternativa correta.


A

No momento do diagnóstico da CAD, o paciente apresenta hipervolemia devido à hiperglicemia que atrai água para o espaço intravascular.


B

A desidratação ocorre no paciente que cursa com episódios de vômitos, sendo essa a principal fisiopatologia da desidratação em pacientes com CAD.


C

A desidratação ocorre na CAD devido à hiponatremia (perda de sal para o terceiro espaço).


D

A diurese osmótica é a principal causa de perda de fluidos e consequente desidratação na CAD.


E

A cetonemia associada à hiponatremia acarretam a hipovolemia encontrada na CAD.

Durante uma intubação de emergência na UTI, um paciente em choque séptico desenvolve queda súbita da saturação durante videolaringoscopia. Qual é a intervenção mais efetiva e baseada em evidência para evitar dessaturação e reduzir complicações hemodinâmicas durante a sequência rápida?


A

Evitar qualquer ventilação após indução para reduzir risco de aspiração.


B

Utilizar videolaringoscópio com lâmina hiperangulada sem pré-oxigenação adicional.


C

Aplicar ventilação manual gentil entre indução e laringoscopia, se não houver risco extremo de aspiração.


D

Administrar fluidos em grande volume antes da intubação como prevenção primária.


E

Utilizar exclusivamente HFNO durante toda a sequência, independentemente da gravidade.

A oximetria de pulso é utilizada para monitorização de oxigenação, sendo muito usada no meio intra-hospitalar. Referente a essa monitorização, assinale a alternativa correta.


A

A saturação de oxigênio pode estar falsamente baixa na oximetria na presença de intoxicação por monóxido de carbono.


B

A saturação de oxigênio pode estar falsamente aumentada na oximetria na presença de hemoglobinopatias.


C

A oximetria de pulso é a maneira de monitorar continuamente e de forma invasiva a saturação arterial de oxigênio.


D

Para fazer a leitura da saturação de oxigênio, o oxímetro de pulso emite dois feixes de luz, um vermelho e outro infravermelho.


E

A oximetria de pulso não consegue separar o conteúdo arterial e venoso, fazendo a medida da saturação dos dois juntos.

A alcalinização urinária é um recurso de depuração que visa aumentar a excreção de alguns fármacos. Com base no exposto, assinale a alternativa que apresenta um processo de alcalinização da urina.


A

Administração de bicarbonato de sódio a 50%, 2mEq/kg/h em 24 horas.


B

Administração de bicarbonato de sódio a 8,4%, 2mEq/kg de peso, endovenoso, até que se obtenha um pH urinário mais alcalino.


C

Administração de bicarbonato de sódio a 8,4%, 4mEq/kg/h até que se obtenha um pH urinário de acima de 4,5.


D

Administração de alopurinol 2 vezes por dia por 3-5 dias.


E

Administração de bicarbonato de sódio e alopurinol via oral a cada 24 horas por 10 dias.

Paciente séptico em UTI evolui com oligúria, elevação progressiva de creatinina, lactato sérico elevado, plaquetopenia e alteração do nível de consciência. O evento fisiopatológico central que melhor explica essa evolução é:


A

Hipovolemia absoluta isolada por tempo prolongado.


B

Depressão miocárdica primária.


C

Disfunção mitocondrial com falha na utilização de oxigênio.


D

Isquemia renal pré-renal exclusiva.


E

Coagulação intravascular disseminada como evento inicial.

Mulher, 54 anos, apresentando embolia pulmonar confirmada por angiotomografia de tórax. PA 75/45 mmHg, apesar da administração de cristaloides em volumes adequados, com extremidades frias e pálidas, FC 96 bpm, SatO2 87%, lactato 5 mmol/L e ecocardiograma com disfunção importante do ventrículo direito.


A melhor estratégia imediata é


A

DOAC em dose plena e reavaliação clínica em 6–12 horas.


B

anticoagulação plena com heparina não fracionada e observação clínica cuidadosa.


C

terapia de reperfusão imediata por meio de trombólise sistêmica.


D

filtro de veia cava.


E

cateter nasal de alto fluxo.

Homem de 65 anos, hipertenso e diabético, internado na UTI em pós-operatório de colectomia extensa, está em uso de noradrenalina para suporte hemodinâmico e ventilação mecânica invasiva. No 3º dia de internação, apresenta febre persistente e disfunção renal aguda.

Exames laboratoriais: leucócitos 18.000/mm³, Hb 11 g/dL, plaquetas 90.000/mm³, creatinina 2,8 mg/dL (VR: 0,7–1,3), ureia 95 mg/dL (VR: 10–40), pH 7,32; PaO₂ 65 mmHg; PaCO₂ 30 mmHg, TSH: 0,4 μUI/mL (VR: 0,4–4,0 μUI/mL), T4 livre: 0,8 ng/dL (VR: 0,9–1,7) e T3: 60 ng/dL (VR: 80–200 ng/dL). O paciente desconhece história prévia de doença tireoidiana e nunca fez uso de levotiroxina.


A interpretação mais adequada para os achados laboratoriais descritos é


A

hipotireoidismo primário.


B

hipotireoidismo central.


C

tireoidite de Hashimoto na fase inicial.


D

hipertireoidismo subclínico.


E

síndrome do doente eutireoideo.

Um paciente de 28 anos é admitido na UTI após traumatismo cranioencefálico grave. Encontra-se sedado, em ventilação mecânica, com monitorização invasiva da pressão intracraniana (PIC). Apesar de sedação otimizada, analgesia adequada e cabeceira elevada a 30°, mantém PIC sustentada em 26 mmHg por mais de 10 minutos. A pressão arterial média é 90 mmHg.


Nesse cenário, a conduta mais adequada para controle inicial da hipertensão intracraniana é


A

iniciar hiperventilação contínua visando PaCO₂ entre 25 e 30 mmHg como estratégia de controle da hipertensão intracraniana.


B

administrar manitol ou solução salina hipertônica IV, com monitorização hemodinâmica e osmolar.


C

reduzir a pressão arterial média para diminuir o fluxo sanguíneo cerebral.


D

suspender sedação para reavaliação neurológica imediata.


E

iniciar expansão volêmica vigorosa com solução cristaloide hipotônica.

Paciente de 40 anos internou com pancreatite aguda grave secundária a litíase biliar. Está afebril e apresenta dor abdominal intensa, vômitos e distensão abdominal que iniciaram 48 horas antes da internação.


Exames laboratoriais mostram:


Hemoglobina: 14 g/dL; Leucócitos: 18.000/mm³; Plaquetas: 250.000/mm³; TP: 12 segundos (VR: 12-14s); TTPa: 30 segundos (VR: 25-35s); Fibrinogênio: 390 mg/dL (VR: 200-400 mg/dL); Amilase: 1.200 U/L (VR: <100 U/L); Lipase: 2.000 U/L (VR: < 60 U/L); Cálcio iônico: 1,0 mmol/L (VR: 1,1-1,3 mmol/L); Creatinina: 1,2 mg/dL (VR: 0,6-1,2 mg/dL); PCR 15 mg/dL (VT < 1 mg/dL); Tomografia computadorizada abdominal revela pâncreas com necrose de 50% do parênquima e coleção líquida peripancreática.


A conduta inicial mais apropriada é


A

drenagem cirúrgica imediata da necrose pancreática.


B

antibioterapia profilática com carbapenem para evitar infecção da área de necrose.


C

suporte clínico intensivo com hidratação moderada, analgesia e jejum.


D

punção aspirativa imediata da área de necrose guiada por TC para cultura.


E

colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) urgente.

De acordo com as diretrizes KDIGO 2012 para a classificação da Injúria Renal Aguda (IRA), o seguinte critério, se isoladamente presente, indica que um paciente está no Estágio 3 de IRA:


A

aumento da creatinina sérica para 1,5 a 1,9 vezes o valor basal.


B

débito urinário inferior a 0,5 mL/kg/h por 6 a 12 horas.


C

aumento da creatinina sérica para 2,0 a 2,9 vezes o valor basal.


D

início da terapia de substituição renal (TSR).


E

débito urinário inferior a 0,5 mL/kg/h por mais de 12 horas.

Após parada cardiorrespiratória por fibrilação ventricular e retorno da circulação espontânea, um paciente permanece em coma na admissão à UTI, PA 110/60 mmHg, FC 77 bpm e temperatura 36,8 °C.


A conduta mais apropriada é


A

hiperventilar para PaCO₂ 25–30 mmHg nas primeiras 24 horas com o objetivo de reduzir a pressão intracraniana.


B

manter normoxemia e normocapnia, evitar febre e realizar controle de temperatura conforme protocolo institucional.


C

suspender sedação para permitir o exame neurológico periódico.


D

evitar vasopressores mesmo com hipotensão leve para evitar redução do fluxo sanguíneo cerebral devido ao efeito vasoconstritor dos vasopressores.


E

prescrever antibioticoprofilaxia para todos os pacientes no período pós-PC devido à alta incidência de infecção.

No caso em tela, após três tentativas frustradas de intubação por laringoscopista experiente, observa-se dificuldade progressiva de ventilação com dispositivo bolsa-válvula-máscara, com saturação de oxigênio mantendo-se abaixo de 80% por mais de 1 minuto apesar de técnica otimizada.


A conduta correta imediata nessas condições é


A

inserir máscara laríngea para garantir oxigenação enquanto se planeja acesso cirúrgico às vias aéreas em caso de falha dessa estratégia.


B

realizar nova tentativa de intubação com videolaringoscópio após reposicionamento da paciente.


C

administrar naloxona e flumazenil para despertar paciente e então acoplá-la a ventilação não invasiva.


D

proceder diretamente à cricotireoidostomia cirúrgica como única opção restante.


E

solicitar ao centro cirúrgico que traga fibrobroncoscópio para intubação guiada pelo dispositivo.

A respeito do delirium em pacientes críticos, assinale a alternativa correta.


A

Risperidona pode ser utilizada como terapia tanto no fenótipo hiperativo quanto hipoativo, enquanto a quetiapina deve ser utilizada apenas no fenótipo hiperativo.


B

Drogas anticolinérgicas podem causar delirium, uma vez que a deficiência de acetilcolina está envolvida em sua patogênese.


C

Benzodiazepínicos são drogas de escolha inicial para tratamento do delirium no fenótipo hiperativo.


D

Apesar de estar relacionado ao aumento da morbidade e dos custos, não há associação entre delirium e aumento da mortalidade.


E

A instalação de sintomas costuma ser gradual, com curso flutuante ao longo dos dias e duração de dias a semanas.

Quais são os principais tipos de choque?


A

Séptico, hipovolêmico, neurogênico e cardiogênico.


B

Anafilático, distributivo, hipovolêmico e cardiogênico.


C

Hipovolêmico, cardiogênico, distributivo e obstrutivo.


D

Distributivo, cardiogênico, neurogênico e hipovolêmico.


E

Neurogênico, séptico, obstrutivo e distributivo.

   
Gerar simulado