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Adolescente, sexo feminino, 15 anos de idade, é trazida à clínica por sua mãe após esta descobrir cortes nos braços da filha. A mãe está preocupada, pois essa não é a primeira vez que encontra tais marcas. A adolescente admite que tem se sentido sobrecarregada com a pressão escolar e problemas pessoais e que usa os cortes como forma de alívio. Ela nega qualquer intenção suicida e diz que não quer morrer, apenas aliviar a tensão. Não há histórico de doenças psiquiátricas diagnosticadas previamente, mas a adolescente relata sentimentos frequentes de tristeza e ansiedade. O exame físico não mostra sinais de infecção ou lesões graves, e a adolescente coopera no relato sobre seus pensamentos durante a consulta. Considerando o caso apresentado e o manejo dessa condição em adolescentes, a abordagem mais apropriada para esta paciente é:
iniciar imediatamente um tratamento com antidepressivos, pois a autolesão é um indicativo específico de depressão maior.
hospitalizar a adolescente para monitoramento e prevenção de comportamentos futuros de autolesão, mesmo que ela negue intenção suicida.
desenvolver um plano de tratamento que inclua psicoterapia focada em habilidades de regulação emocional e estratégias de enfrentamento, sendo a mais estudada a terapia dialética comportamental.
envolver a adolescente em atividades esportivas intensas para canalizar a energia de forma positiva e reduzir o comportamento de autolesão.
utilizar terapia de exposição para dessensibilizar a adolescente quanto ao ato de autolesão, incentivando-a a enfrentar diretamente os seus medos.