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O trabalho pode ser considerado, em algumas circunstâncias já reconhecidas, como um dos fatores psicossociais de risco para o alcoolismo crônico.
Assinale a alternativa que, corretamente, contextualiza esse uso do álcool.
A ingestão excessiva do álcool é um mecanismo de compensação em face da insatisfação salarial, próprio das atividades com predomínio braçal e baixa remuneração nas quais, comumente, os trabalhadores são insuscetíveis a programas de sensibilização.
O uso abusivo de álcool pode ser um mecanismo de defesa para viabilizar um trabalho agressivo emocionalmente, monótono, rígido e perigoso ou mesmo determinadas ocupações socialmente rejeitadas ou repulsivas como lixeiro e coveiro.
A exposição a agentes químicos, particularmente alguns metais com absorção pela via respiratória e após longo tempo de exposição, pode induzir diferentes alterações comportamentais e, entre elas, a busca pelo prazer proporcionado pelo álcool.
O trabalho que imprime jornadas fisicamente excessivas e extenuantes é, na opinião dos estudiosos do tema, entre as causas ocupacionais, o fator decisivo e de maior peso no desencadeamento do alcoolismo crônico.
Na escala de eventos com potencial para desenvolver o etilismo, o trabalho, como um agente etiológico, ocupa a posição de menor importância, sempre precedido pela mediação das características genéticas, familiares, sociais e comportamentais endógenas.