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As fraturas faciais são comuns nos atendimentos emergenciais em todo o mundo. Apresentam-se, muitas vezes, associadas a traumas de outros locais corporais, e seu atendimento deve seguir o protocolo de rotina do trauma (ABCDE). As lesões de face podem ser abordadas de maneira eletiva, exceto quando colocam em risco a vida do paciente, como no caso de sangramentos associados intensos ou compressão das vias aéreas.
Sobre esse tema, assinale a alternativa correta.
As fraturas mandibulares estão relacionadas com traumas de alta energia; os locais mais acometidos são côndilo (29,5%), ramo (27,3%), corpo (21,1%) e coronoide (19,5%).
A incidência radiológica fronto-occipital (Towne) é indicada para avaliar fraturas do seio frontal, margem superior da órbita e paredes nasais laterais.
O osso frontal é o mais resistente da face e o menos acometido por fraturas, enquanto o osso nasal é o mais lesionado, seguido pelo osso zigomático. A associação com traumas cranioencefálicos é comum, presente em 22% dos casos.
A radiografia seriada da face (incidências de Waters/ Towne/Caldwell/Hirtz) é, atualmente, o método padrão- -ouro para avaliação das fraturas de face, pois permite avaliar com precisão até pequenas fraturas de todos os ossos da face.
Os tipos mais comuns de fraturas de órbita são as do tipo blow-out (limite medial da órbita) e da lâmina papirácea (fratura do assoalho da órbita), por serem mais frágeis.