A doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) sintomática é o estágio final das manifestações sistêmicas da aterosclerose, frequentemente acompanhada de doença cardiovascular significativa. Apresenta alta mortalidade por acidente vascular cerebral (AVC) e infarto agudo do miocárdio (IAM), oscilando entre 20 e 26% após 1 ano do diagnóstico.
Com relação às medidas para diminuir as complicações cardiovasculares é correto afirmar:
A pentoxifilina trata-se de um fármaco hemorreológico: sua ação consiste em aumentar o nível de fibrinogênio, melhorar a deformidade das células brancas e vermelhas e, consequentemente, aumentar a viscosidade sanguínea.
O uso de estatinas reduz as causas de mortalidade de origem cardiovascular, tendo grau de evidência 1A. Muitos estudos têm mostrado que as estatinas provocam melhora significativa no prognóstico cardiovascular em pacientes com DAOP.
Em indivíduos considerados de alto risco cardiovascular, recomenda-se manter os níveis de LDL <90 mg/dL e, quando de muito alto risco, recomenda-se atualmente manter até abaixo de 80 mg/dL.
O controle da pressão arterial reduz os eventos adversos cardiovasculares maiores em pacientes com doença arterial periférica. Recomenda-se manter níveis pressóricos menores que 150/90 mmHg e, se diabético, menores que 140/90 mmHg.