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Paciente masculino, de 75 anos, com histórico de tabagismo e revascularização arterial de membro inferior, referiu, na consulta, dor abdominal pós-prandial com evolução de 4 meses, ingestão alimentar progressivamente reduzida e perda ponderal de 10 kg. Negou diarreia e vômitos e não apresentava sinais de infecção sistêmica. Angiotomografia computadorizada abdominal evidenciou estenose de 90% na artéria mesentérica superior, oclusão da artéria mesentérica inferior e estenose moderada de 60% no tronco celíaco. A anatomia foi considerada favorável à abordagem endovascular. O paciente era funcionalmente ativo e não apresentava contraindicações cirúrgicas relevantes. Com base nas diretrizes atuais, qual a conduta terapêutica mais adequada?
Realizar revascularização aberta multivisceral com by-pass anterógrado a partir da aorta supracelíaca, considerando o envolvimento trivascular e a expectativa de maior durabilidade frente às taxas de reestenose associadas à abordagem endovascular.
Realizar revascularização endovascular isolada da artéria mesentérica superior com implante de stent, devido à menor morbimortalidade periprocedimento e resultados clínicos satisfatórios no médio prazo.
Iniciar terapia nutricional parenteral e acompanhamento clínico ambulatorial, postergando a abordagem intervencionista até a progressão dos sintomas ou desenvolvimento de sinais objetivos de isquemia intestinal.
Realizar angiografia diagnóstica com avaliação hemodinâmica funcional (pressão de gradiente translesional) e decidir posteriormente entre intervenção percutânea ou observação expectante.