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Paciente masculino, de 74 anos, hipertenso, diabético tipo 2 e ex-tabagista, com histórico de infarto agudo do miocárdio há 14 meses, tratado com angioplastia e implante de stent farmacológico, foi encaminhado para avaliação pré-operatória antes de uma cirurgia eletiva de ressecção de tumor de cólon (risco cirúrgico intermediário). Encontrava-se assintomático. Fazia uso regular de AAS, atorvastatina, metformina e losartana. Ecocardiografia recente mostrou fração de ejeção de 50%, sem alterações segmentares. Avaliação clínica revelou capacidade funcional estimada em 5 METs. Eletrocardiografia de repouso não apresentava novas alterações. O cirurgião deseja operar em 2 semanas. Com base nas Diretrizes de Avaliação Cardiovascular Perioperatória, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (2024), e da American Heart Association/ American College of Cardiology (2024), qual a conduta mais apropriada?
Adiar a cirurgia por, pelo menos, 6 meses, uma vez que o paciente tem stent farmacológico há menos de 24 meses, e reiniciar dupla antiagregação antes da cirurgia.
Prosseguir com a cirurgia eletiva, mantendo AAS e monitorização clínica, pois o paciente tem boa capacidade funcional e não apresenta sintomas.
Realizar teste de estresse antes da cirurgia para estratificar o risco isquêmico, já que há antecedente de doença arterial coronariana com revascularização.
Suspender AAS 7 dias antes da cirurgia para reduzir o risco de sangramento, visto que o evento coronariano foi há mais de 12 meses.