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Paciente masculino, de 72 anos, com histórico de diabetes melito com neuropatia periférica, insuficiência renal crônica (clearance de creatinina de 25 ml/min) e cardiopatia isquêmica, com capacidade funcional não avaliável, apresenta uma úlcera trófica não cicatrizante no aspecto medial do maléolo esquerdo, com mais de 3 meses de evolução. Ao exame, o pé encontrava-se edemaciado e a úlcera tinha base necrótica, sem sinais evidentes de infecção sistêmica. Pulsos poplíteos e distais estavam ausentes à palpação, e o índice tornozelo- braquial (ITB), incompressível (> 1,4). Angiotomografia revelou oclusão longa (> 20 cm, TASC II D ou Grade 4 do Global Vascular Guideline) da artéria femoral superficial esquerda, com ateromatose extensa e calcificação grave, poplítea pérvia e sem estenoses maiores que 50%, com dois vasos de perna (tibial posterior e fibular) pérvios, porém com comprometimento distal significativo. A artéria tibial estava ocluída e não demonstrava reabitação distal. O paciente é considerado de alto risco cirúrgico devido às comorbidades cardíaca e renal. De acordo com o Global Vascular Guidelines, qual a conduta mais apropriada?
Desbridamento cirúrgico extenso da úlcera e antibioticoterapia empírica, postergando a revascularização devido ao alto risco cirúrgico e à ausência de infecção sistêmica aguda.
Revascularização endovascular do segmento femoropoplíteo, com ênfase na preservação do membro, devido ao perfil de alto risco do paciente e à perviedade dos vasos da perna, apesar da complexidade anatômica (GLASS III).
Revascularização cirúrgica (by-pass) com veia autógena para a artéria poplítea, considerando a elevada taxa de perviedade primária do by-pass, apesar da apresentação atípica com ITB incompressível.
Terapia com prostaglandina E1 e compressão pneumática intermitente, enquanto se aguarda melhora das condições clínicas para futura revascularização, dada a falha em identificar um alvo cirúrgico distal ideal.