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Homem de 67 anos, com IMC 35 kg/m2 , procura o pronto- -socorro com quadro de dor em região inguinoescrotal direita, aumento de volume local há 24 horas e episódios de náuseas. Ao exame físico, observa-se hérnia inguinoescrotal volumosa à direita, dolorosa, sem sinais de isquemia cutânea, irredutível. Exames laboratoriais são normais, e a tomografia abdominal evidencia alça delgada herniada com sinais de compressão, sem pneumoperitônio. O paciente é encaminhado para cirurgia de urgência com diagnóstico de hérnia inguinoescrotal volumosa encarcerada.
Com relação ao manejo intraoperatório e aos aspectos técnicos dessa condição, assinale a alternativa correta.
O uso de toxina botulínica ventrolateral no intraoperatório pode ser considerado em cirurgias de urgência, pois seu pico de ação é imediato; entretanto, deve-se ter cautela pelo risco de paralisia diafragmática e instabilidade ventilatória.
A via extraperitoneal total (TEP) é contraindicada em casos de hérnia inguinal encarcerada, devido à limitação de acesso à cavidade abdominal para avaliação da viabilidade das vísceras herniadas.
Em pacientes com contaminação ou fístula entérica, o uso de telas sintéticas é considerado contraindicação absoluta.
Em hérnias inguinoescrotais volumosas com grande perda de domicílio, pode-se empregar a técnica de separação de componentes associada à colocação de tela em posição sublay, permitindo o aumento da cavidade abdominal e cobertura efetiva do defeito.