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Paciente do sexo masculino, de 42 anos de idade, agricultor, residente em área rural da região Centro-Oeste do Brasil, apresenta lesão ulcerada em asa nasal há 6 meses, com evolução para destruição parcial do septo nasal e comprometimento do palato mole. Relata episódio anterior de lesão cutânea ulcerada em membro inferior há cerca de 2 anos, tratada com antimoniato de meglumina.
O exame físico identifica ulceração infiltrada em mucosa nasal com bordas elevadas e fundo granuloso; desvio do septo nasal e obstrução respiratória unilateral; lesão erosiva em palato mole, havendo dificuldade na fala e na deglutição.
A histopatologia indica infiltrado inflamatório crônico granulomatoso com amastigotas escassos.
Considerando esse caso clínico, assinale a opção correta.
A leishmaniose visceral é transmitida por mosquitos do gênero Anopheles e está associada a formas mucocutâneas graves.
O achado histopatológico é característico de Leishmania infantum.
O tratamento intralesional com antimonial pentavalente deve ser iniciado imediatamente.
A miltefosina, apesar de ainda não disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), é uma opção segura de resgate para casos graves de leishmaniose tegumentar americana.
A leishmaniose mucosa ocorre principalmente após infecção por espécies do complexo Leishmania braziliensis, sendo mais prevalente em áreas rurais da América Latina.