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Uma mulher de 35 anos, nulípara, procura a Unidade Básica de Saúde (UBS) relatando dor bilateral nas mamas há 3 meses, mais intensa na fase pré-menstrual, com sensação de peso e sensibilidade ao toque, mas sem nódulos palpáveis, secreção mamilar, alterações na pele ou perda de peso. Ela menciona uso de anticoncepcional oral há 2 anos e consumo moderado de cafeína. Ao exame físico, as mamas estão simétricas, sem massas ou linfonodos axilares aumentados, e o exame ginecológico é normal. A paciente está ansiosa quanto à possibilidade de câncer, mas sem histórico familiar.
Considerando o contexto da Atenção Primária à Saúde (APS) no SUS para mastalgia cíclica não complicada, qual é a conduta inicial mais apropriada?
Solicitar imediatamente mamografia bilateral e ecografia mamária, suspender o anticoncepcional oral e referenciar para mastologista, sem intervenções sintomáticas na APS.
Prescrever terapia hormonal com progestágenos por 3 meses empiricamente, sem exame físico detalhado, e orientar observação domiciliar com retorno apenas se piorar.
Realizar punção aspirativa fina (PAF) na UBS para descartar malignidade, associada a antibiótico profilático e compressas frias, com suspensão temporária de atividades físicas.
Realizar anamnese para identificar fatores desencadeantes, exame físico completo das mamas, sutiã de suporte, redução de cafeína/ sal, analgesia sintomática, e reavaliação em 4-6 semanas, com solicitação de mamografia se persistir ou houver sinais de alerta.
Orientar apenas repouso e hidratação, sem medicação ou exames, atribuindo o quadro a estresse psicológico, e agendar consulta com psicólogo na APS para manejo comportamental.