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Um homem de 68 anos, com câncer do reto médio, foi...

Um homem de 68 anos, com câncer do reto médio, foi submetido a uma ressecção anterior baixa por via laparoscópica. Durante o procedimento, o cirurgião optou por ligadura do tronco da artéria mesentérica inferior (AMI) no seu pedículo proximal (high-tie) visando linfadenectomia oncológica. A anastomose colorretal foi feita sem interposição de colostomia. No 4⁠º dia pós-operatório, o paciente evolui com dor abdominal localizada na fossa ilíaca esquerda, febre baixa, taquicardia e aumento de leucócitos; TC abdominal mostra sinais compatíveis com área focal de hipoperfusão do retossigmoide e aderências locais, sem pneumoperitônio livre.


Com base na anatomia vascular colônica e nas melhores práticas para reduzir risco de isquemia anastomótica, assinale a alternativa correta para esse caso.


A

A área mais crítica para isquemia após ligadura proximal da AMI é o ângulo esplênico (ponto de Griffiths), portanto a preservação da artéria retal superior não influenciaria significativamente a perfusão do retossigmoide.


B

O ponto de Sudeck corresponde à região da junção retossigmoide e pode sofrer isquemia quando a AMI é ligada proximalmente; para reduzir o risco de isquemia, recomenda-se, quando oncologicamente aceitável, preservar a artéria retal superior ou avaliar perfusão intraoperatória antes de confeccionar a anastomose.


C

A circulação colateral via arco de Riolan é constante e suficientemente eficaz em todos os pacientes; por isso, a ligadura alta do AMI não aumenta de forma significativa o risco de isquemia na junção retossigmoide.


D

O ponto de Griffiths está localizado na junção retossigmoide (confundindo-se com Sudeck); por isso, qualquer manobra para preservar perfusão distal deve focar na artéria mesentérica superior.


E

A presença de submucosa vascular extensa no reto torna o ponto de Sudeck praticamente indiferente para a decisão cirúrgica; portanto, a escolha entre high-tie e low-tie não altera a taxa de fístula anastomótica.