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A diarreia aguda caracteriza-se por início súbito de fezes líquidas ou semilíquidas, enquanto a diarreia crônica envolve alterações evacuatórias persistentes, frequentemente relacionadas a doenças inflamatórias, infecciosas persistentes, má absorção ou distúrbios funcionais. O adequado raciocínio clínico exige diferenciação etiológica, reconhecimento de sinais de alarme e definição do manejo apropriado, considerando riscos de desidratação, sepse e distúrbios eletrolíticos. Sobre os principais aspectos diagnósticos e fisiopatológicos da diarreia aguda e crônica, assinale a alternativa correta.
Na diarreia aquosa aguda, a realização de coprocultura é recomendada de rotina, independentemente da gravidade, pois aumenta a sensibilidade diagnóstica e melhora o desfecho clínico.
A presença de sangue e muco nas fezes na diarreia aguda é um achado típico de quadros virais, especialmente norovírus, sendo pouco compatível com etiologias bacterianas.
A diarreia crônica funcional, como na síndrome do intestino irritável, é caracterizada por inflamação da mucosa cólica e alteração estrutural do epitélio, frequentemente com elevação de marcadores inflamatórios.
A diarreia crônica por má absorção costuma cursar com fezes volumosas, esteatorreia e perda ponderal, podendo estar associada a doença celíaca, insuficiência pancreática ou giardíase persistente.