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A diverticulose cólica e a diverticulite referem-se à presença de divertículos na parede do cólon, desde assintomática até a inflamação aguda ou infecção desses divertículos.
A principal distinção entre diverticulose e diverticulite cólica, considerando aspectos clínicos, diagnósticos e terapêuticos para o diagnóstico diferencial é:
Ambas são inflamatórias, mas diverticulose afeta cólon direito com diarreia crônica, enquanto diverticulite envolve cólon esquerdo com constipação, diferenciadas apenas por biópsias histológicas sem imagem.
A diverticulose é infecciosa aguda com febre alta, tratada cirurgicamente de imediato; diverticulite é crônica assintomática, gerenciada só com dieta rica em sementes e grãos.
As condições são idênticas, diferenciadas apenas por idade: diverticulose em jovens (<40 anos) e diverticulite em idosos, sem variação em sintomas ou exames.
A diverticulose requer ressecção colônica eletiva em todos os casos; diverticulite é autolimitada sem antibióticos, confirmada só por endoscopia alta sem TC.
A diverticulose pode ser assintomática com divertículos presentes, diagnosticada incidentalmente por colonoscopia ou TC, sem necessidade de tratamento específico além de fibras; diverticulite é inflamatória com sintomas agudos, confirmada por TC abdominal (espessamento parietal, infiltrado), exigindo antibióticos e suporte.
A hepatite B viral (HBV) é uma infecção hepática grave causada pelo vírus da hepatite B (VHB). O diagnóstico baseia-se em marcadores sorológicos para detecção de antígenos/anticorpos e DNA viral.
De acordo com o Manual Técnico para o Diagnóstico das Hepatites Virais do Ministério da Saúde (MS), qual é o perfil sorológico que confirma infecção aguda pela hepatite B, caracterizado por replicação viral recente?
HBsAg não reagente, anti-HBs reagente, anti-HBc total não reagente, indicando imunidade por vacinação sem contato prévio.
HBsAg reagente persistente >6 meses, anti-HBc total reagente, anti-HBe reagente, sugerindo fase crônica inativa.
Anti-HBs reagente, anti-HBc total reagente, HBsAg não reagente, caracterizando infecção resolvida com imunidade natural.
HBeAg reagente isolado, sem HBsAg ou anti-HBc, confirmando replicação viral sem evidência de infecção aguda.
HBsAg reagente, anti-HBc IgM reagente (marcador de infecção recente), possivelmente HBeAg reagente indicando alta infectividade.
Na doença intestinal inflamatória (DII), o intestino fica inflamado, geralmente causando dor abdominal e diarreia recorrentes. Sobre este assunto, assinale a alternativa INCORRETA:
A DII afeta pessoas de todas as idades, mas costuma começar antes dos 30 anos, geralmente entre os 14 e 24 anos. Algumas pessoas têm seu primeiro ataque entre os 50 e 70 anos.
Os sintomas da DII variam dependendo de que qual parte do intestino é afetada e se a pessoa tem doença de Crohn ou colite ulcerativa. Pessoas com doença de Crohn normalmente têm diarreia crônica e dor abdominal. A pessoa com colite ulcerativa normalmente tem episódios intermitentes de dores abdominais e diarreia sanguinolenta. Em ambas as doenças, as pessoas com diarreia persistente podem perder peso e se tornar desnutridas.
A DII faz com que a pessoa corra um risco menor de desenvolver determinadas infecções e distúrbios decorrentes da doença de base, tem boa nutrição ao uso de medicamentos imunomoduladores. Vacinas e exames diagnósticos e preventivos podem ajudar a aumentar o risco.
A causa da DII não é conhecida, mas existem evidências sugerindo que bactérias normais do intestino desencadeiam uma reação imunológica inadequada em pessoas com pré-disposição genética.
As mulheres com DII que estejam tomando medicamentos imunomoduladores devem realizar exames preventivos de câncer de colo útero todos os anos. As mulheres com DII que não estejam tomando medicamentos imunomoduladores devem realizar exames preventivos para câncer de colo do útero a cada três anos.
Assinale a alternativa CORRETA acerca da doença celíaca.
É uma doença auto-imune, sendo mais comum em homens.
O exame anti-gliadina IgA é o padrão-ouro no rastreio da doença.
É mais comum em idosos e tem manifestação cutânea de dermatite herpetiforme.
A classificação histológica mais utilizada no estadiamento é a classificação de Marsh.
Está relacionado com positividade do HLA DQ 27.
Homem de 48 anos, etilista crônico, procura o pronto-socorro com dor epigástrica intensa há 12 horas, irradiando para dorso, associada a náuseas e vômitos. Ao exame físico apresenta dor à palpação em epigástrio sem sinais de irritação peritoneal.
Exames laboratoriais:
• Amilase: 1.200 U/L
• Leucócitos: 16.000/mm³
Tomografia de abdome realizada após 48 horas do início dos sintomas evidencia aumento difuso do pâncreas com coleções líquidas peripancreáticas, sem áreas de necrose.
De acordo com a classificação revisada de Atlanta (2012), qual o diagnóstico mais adequado?
Pancreatite aguda leve
Pancreatite aguda moderadamente grave
Pancreatite aguda grave
Pancreatite necrosante
Pseudocisto pancreático


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Paciente de 42 anos com doença de Crohn apresenta fístula perianal complexa com múltiplos trajetos (fístula transesfincteriana com ramificações). Após 8 semanas de tratamento clínico com antibióticos e imunossupressores (infliximabe), a fístula persiste drenando. Qual é a estratégia cirúrgica mais apropriada, considerando o risco de incontinência fecal?
Fistulotomia convencional com divisão extensa do esfíncter externo como forma de abordagem direta do trajeto fistuloso.
Posicionamento de Seton de drenagem para controle inicial, planejando abordagem definitiva com fistulotomia em etapas subsequentes.
Ressecção segmentar do intestino acometido, seguida de anastomose primária como estratégia para controle da doença fistulizante.
Fechamento do orifício interno por meio de retalho de avanço anorretal associado à manutenção de Seton para drenagem adequada da fístula.
Desvio fecal temporário com colostomia, visando reduzir inflamação local e programar reparo definitivo após evolução clínica favorável.
Homem de 58 anos, etilista crônico, procura emergência por hematêmese volumosa e melena há 12 horas. Ao exame: PA 90/60 mmHg, FC 118 bpm, palidez e ascite moderada. Hemoglobina: 7,8 g/dL; INR: 1,8; plaquetas: 78.000/mm³. Após reposição volêmica inicial e início de vasoconstritor esplâncnico, é programada endoscopia digestiva alta. Sobre o manejo e a fisiopatologia da hemorragia digestiva alta em cirróticos, assinale a alternativa correta.
A profilaxia antibiótica deve ser reservada apenas para pacientes com sinais clínicos de infecção ativa.
A ligadura elástica de varizes esofágicas reduz a recorrência de sangramento, mas não influencia mortalidade.
A transfusão de hemácias deve ter como meta hemoglobina acima de 10 g/dL, para evitar hipóxia tecidual.
A hipertensão portal aumenta o gradiente de pressão portal-hepático, sendo valores acima de aproximadamente 12 mmHg associados ao risco de sangramento varicoso.
A somatostatina e seus análogos atuam principalmente por aumento do fluxo portal e melhora da perfusão hepática.
A Escala de Forrest é obtida através da endoscopia digestiva alta para auxiliar na prevenção do risco de sangramento e orientar a conduta terapêutica. Após a realização do exame, a classificação IA indica em relação ao risco de ressangramento alto risco pela presença de:
babação
jato arterial
vaso visível
coágulo aderido
A infecção pelo Giardia lamblia atinge principalmente a porção superior do intestino delgado, podendo gerar sintomas agudos como diarreia e dor abdominal. De acordo com o Ministério da Saúde, o seu tratamento para um paciente adulto pode ser realizado com:
tinidazol 2g em dose única
metronidazol 2g em dose única
tinidazol 500mg, duas vezes ao dia por 5 dias
metronidazol 500mg, duaz vezes ao dia por 7 dias
A cirrose descompensada distingue-se da compensada por meio do escore de Child-Turcotte-Pugh (Child-Pugh), utilizado para avaliar o grau de deterioração da função hepática, além de ser marcador prognóstico. De acordo com os seus critérios, um paciente que apresenta:
ascite leve recebe 1 ponto
bilirrubina < 2mg/dL recebe 2 pontos
albumina sérica > 3,0g/dL recebe 1 ponto
tempo de protrombina > 2,3s recebe 2 pontos


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Um determinado paciente queixa-se de diarreia e epigastralgia. Ao exame físico, o paciente apresenta fígado palpável e com nodulações que podem corresponder a fibrose. Na hipótese de uma doença parasitária como a esquistossomose, a descrição acima se aproxima mais da forma clínica:
hepática
hepatointestinal
hepatoesplênica compensada
hepatoesplênica descompensada
O manejo atualizado da hemorragia digestiva alta (HDA) inclui principalmente medidas de estabilização hemodinâmica, além da avaliação para implementação de antibioticoterapia, drogas vasoativas e endoscopia digestiva alta. Dessa forma, na avaliação de um paciente com HDA pode-se realizar, se necessário:
reposição volêmica cautelosa com alvo 10-11 g/dL
administração de cianoacrilato no caso de falha terapêutica
prescrição de ceftriaxona 1g 12/12h para prevenção de infecções
infusão imediata de telepressina 2mg IV a cada 4h e depois 1mg/4h após controle
Uma série crescente de evidências demonstra uma possível associação do Helicobacter pylori com manifestações de doenças extradigestivas. Nesse sentido, uma possível manifestação sistêmica com evidência científica com evidência consistente é o (a):
rosácea
enxaqueca
anemia ferropriva
síndrome metabólica
A hemorragia digestiva oculta ocorre em um cenário em que ocorre pesquisa de sangue oculto nas fezes positivo e/ou anemia por deficiência de ferro. Na investigação de um paciente com anemia e deficiência de ferro, deve-se solicitar a realização de:
endoscopia e colonoscopia
endoscopia e hipovitaminose
hipovitaminose e colonoscopia
cinética do ferro e colonoscopia
No manejo diagnóstico da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), a escolha dos exames complementares deve ser criteriosa. Com base nas diretrizes atuais e nos métodos de avaliação esofágica, assinale a alternativa correta.
A esofagografia baritada (REED) apresenta alta sensibilidade para a detecção de esofagite erosiva leve e moderada (graus A e B de Los Angeles).
A Endoscopia Digestiva Alta (EDA) é o padrão-ouro para o diagnóstico, sendo capaz de identificar alterações macroscópicas na maioria dos pacientes com sintomas típicos de refluxo.
A manometria esofágica de alta resolução deve ser realizada rotineiramente como teste inicial para confirmar a presença de refluxo ácido patológico.
A monitorização por impedância-pHmetria é superior à pHmetria convencional por detectar apenas episódios de refluxo não ácido, sendo irrelevante para o refluxo ácido.
O teste terapêutico com Inibidores de Bomba de Prótons (IBP) em dose plena por curto período é uma estratégia inicial válida e confiável na suspeita de DRGE em pacientes sem sinais de alerta.


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Paciente do sexo masculino, 19 anos, vai à consulta por disfagia de condução, com histórico de dois episódios prévios por impactação alimentar com pedaço de carne, porém sem emagrecimento. Há 10 dias, tem apresentado odinofagia também. O gastroenterologista solicita uma endoscopia digestiva alta. A respeito das possibilidades diagnósticas e das condutas mais adequadas, assinale a alternativa correta.
Na presença de traqueização esofágica e pontos de exsudato, o paciente deve ter suas biópsias esofágicas realizadas nesses pontos da alteração.
Na presença de esofagite erosiva logo acima da junção esofagogástrica com erosões confluentes em toda a circunferência do órgão e um prolongamento rosa salmão de 2 cm de extensão, o paciente deve ser biopsiado nesse momento pela suspeita de esôfago de Barrett.
Na presença de esofagite erosiva Los Angeles grau B e úlcera esofágica de 10 mm na transição esofagogástrica, o paciente deve realizar tratamento para a esofagite antes da biópsia da úlcera.
A presença de úlcera esofágica em terço superior do esôfago pode indicar impactação medicamentosa e justifica a odinofagia do paciente.
Na presença de placas esofágicas esbranquiçadas, confluentes e com halo enantematoso, considerando-se que o paciente não é imunossuprimido, a biópsia é dispensável, pois a principal suspeita é de resíduos esofágicos.
A respeito da diarreia aguda e crônica, assinale a alternativa correta.
As diarreias podem ser divididas fisiopatologicamente em osmóticas e secretórias, e isso auxilia na parte clínica de forma prospectiva.
Diarreias de grande volume podem sugerir doença de intestino delgado, pela manutenção na continência colônica.
Toda diarreia, aguda ou crônica, com sinais de alarme merece investigação com colonoscopia.
Realização de enterografias de intestino delgado fazem parte da primeira avaliação da diarreia crônica.
A diarreia por disabsorção de sais biliares ocorre após colecistectomia e representa uma causa importante de diarreia causadora de disabsorção de vitaminas.
Assinale a alternativa que apresenta uma indicação de urgência (em até 24 horas) para retirada de corpo estranho por endoscopia digestiva alta.
Presença de moeda em esôfago e paciente com sintomas de obstrução esofágica completa.
Presença de bateria no esôfago, independentemente se há ou não presença de sintomas.
Corpo estranho rombo em localização de intestino delgado e paciente assintomático.
Presença de objeto com ≥ 2,5 cm de diâmetro ou ≥ 6 cm de comprimento no estômago e paciente sintomático.
Objeto pontiagudo no estômago e paciente sintomático.
Paciente do sexo masculino, 58 anos, apresenta-se no pronto atendimento referindo episódios de vômitos e, em um deles, apresentou raias de sangue, o que o motivou a buscar atendimento; nega melena. O paciente realiza acompanhamento regular de saúde, pois tem insuficiência cardíaca de fração de ejeção reduzida por doença coronariana, fazendo uso de carvedilol, losartana, AAS e atorvastatina. Ao exame físico, apresentava-se lúcido em tempo e espaço, corado e hidratado, sinais vitais de FC 64 bpm, PA 110/70 mmHg, FR 18 ipm, SpO2 99% AA, e exame físico segmentar sem alterações relevantes. Sobre a conduta em relação a esse caso, assinale a alternativa correta.
Pelo escore de sangramento de Glasgow-Blatchford, o paciente pode ter seu seguimento para realização de endoscopia ambulatorial.
Não é possível afirmar se o paciente necessitará de internação sem a presença de exames laboratoriais.
Pelo escore de sangramento de GlasgowBlatchford, o paciente tem indicação de realização de endoscopia em ambiente de internação.
Como a principal causa do sangramento é pelo esforço dos vômitos, não há necessidade de endoscopia, e o paciente pode ser orientado a utilizar omeprazol.
Os exames laboratoriais utilizados para cálculo do escore de sangramento de Glasgow-Blatchford são hemoglobina, plaquetas, ureia e TAP.
Dentre as seguintes, assinale a alternativa que apresenta uma contraindicação absoluta para nutrição enteral.
Hemorragia digestiva.
Megacólon congênito.
Dismotilidade intestinal.
Vômitos incoercíveis.
Íleo paralítico.


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