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Um menino de 9 anos, previamente hígido, apresenta-se com febre alta há 3 dias, dor torácica de forte intensidade, em aperto, que piora com o decúbito dorsal e melhora ao sentar-se e inclinar-se para frente. A ausculta cardíaca revela um atrito pericárdico fugaz e abafamento de bulhas. O eletrocardiograma mostra taquicardia sinusal e um supradesnivelamento difuso do segmento ST com concavidade para cima, exceto em aVR e V1. O ecocardiograma evidencia um pequeno derrame pericárdico circunferencial sem sinais de restrição ao enchimento ventricular. Qual o diagnóstico mais provável e a base do tratamento para este paciente?
Endocardite infecciosa com embolização para as coronárias, exigindo antibioticoterapia de amplo espectro e investigação com ecocardiograma transesofágico.
Dissecção aguda da aorta, sendo mandatória a realização de angiotomografia de tórax de emergência e controle agressivo da pressão arterial.
Pericardite aguda idiopática (provavelmente viral), cujo tratamento se baseia em anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), como o ibuprofeno, associados à colchicina para prevenir recorrências.
Miocardite aguda, sendo necessário iniciar terapia com inotrópicos e considerar biópsia endomiocárdica para guiar o tratamento.
Síndrome de Dressler (pericardite pós-lesão cardíaca), sendo o tratamento de escolha a corticoterapia em altas doses para suprimir a resposta autoimune.