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A relação médico-paciente e a comunicação de diagnósticos em radiologia são pautadas por complexas diretrizes éticas, especialmente em situações que envolvem achados incidentais ou diagnósticos com prognóstico reservado. Sobre a conduta ética do radiologista nestes cenários, analise as afirmativas a seguir:
I.Ao identificar um achado incidental potencialmente maligno em um exame realizado para outra finalidade (e.g., um nódulo pulmonar suspeito em uma TC de coluna), o radiologista tem a responsabilidade de apenas descrever o achado no laudo, cabendo exclusivamente ao médico solicitante a decisão e o ato de comunicar o paciente.
II.O princípio da autonomia do paciente assegura seu direito de não saber um diagnóstico, caso manifeste esse desejo de forma explícita e consciente antes da realização do exame. Se o radiologista se deparar com um achado grave, deve comunicar o médico assistente, que avaliará a melhor forma de respeitar a vontade do paciente ou agir em caso de risco iminente a terceiros.
III.O radiologista, ao realizar um exame de ultrassom e se deparar com um diagnóstico de malformação fetal grave, deve comunicar imediatamente à gestante de forma detalhada todos os achados e o prognóstico sombrio, mesmo na ausência do médico obstetra, em respeito ao direito à informação plena e imediata.
Está correto o que se afirma em:
III apenas.
I apenas.
II e III apenas.
I, II e III.
I e III apenas.