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Homem de 58 anos, pedreiro, tabagista e hipertenso em uso irregular de losartana e hidroclorotiazida, procura a unidade básica com tosse produtiva há três semanas, febre vespertina, sudorese noturna e perda de 8 kg. Apresenta glicemia de jejum 162 mg/dL e pressão arterial 160/100 mmHg. Ao exame: estertores em ápices pulmonares e linfonodo cervical palpável. A radiografia de tórax mostra infiltrado cavitário em lobo superior direito, e o escarro é positivo para BAAR. Durante a consulta, o paciente demonstra resistência ao tratamento prolongado e questiona a necessidade de notificação à vigilância sanitária, alegando receio de perder o emprego.
Com base na integração entre clínica médica, farmacologia, saúde pública e princípios éticos, assinale a conduta mais adequada.
Iniciar o esquema antibiótico empírico, manter sigilo sobre o diagnóstico para preservar o emprego do paciente e reforçar apenas medidas gerais de higiene respiratória e alimentar.
Prescrever o tratamento tríplice com rifampicina, isoniazida e pirazinamida, sem notificação, priorizando a autonomia do paciente diante do risco de estigmatização social e laboral.
Notificar o caso de tuberculose à vigilância epidemiológica, iniciar o tratamento supervisionado com RHZE, ajustar anti-hipertensivos, orientar cessação do tabagismo e reforçar adesão alimentar e terapêutica.
Encaminhar o paciente ao hospital de referência e adiar o início do tratamento até que a equipe jurídica avalie o impacto social da notificação compulsória sobre o vínculo empregatício.
Solicitar apenas novo exame de escarro e retorno em um mês, evitando iniciar o tratamento sem confirmação bacteriológica completa para não violar o princípio da não maleficência.